"Eu creio, por um salto emocional de fé, em uma divindade ‘totalmente outra’, inteiramente imperscrutável por nossas mentezinhas finitas. Acredito que existem verdades tão além do nosso alcance quanto o cálculo está além do alcance de um gato. Como também considero Deus imanente na natureza, podemos dizer metaforicamente que Deus tanto criou como sustenta o universo.".
A frase acima é de Martin Gardner, cientista, pesquisador e escritor com dezenas de livros publicados, colunista da revista americana Skeptical Magazine, a “bíblia” de céticos, ateus e anti-criacionistas. Acusado de manter uma “cruzada contra Deus” ao rebater ferozmente teses do Design Inteligente e escrever contra outras teorias não-científicas que vêm conseguindo espaço no meio acadêmico, Gardner escreveu em que acredita.
Segundo ele, seria mais fácil que os criacionistas fechassem questão na crença pura e simples, emocional, não-racional, sinestésica do que ficar procurando “provas” para comprovar suas estapafúrdias teorias. Afinal, a religião é um terreno que admite qualquer crença – então basta dizer em que se acredita e nada mais vos será questionado.
Ao tentar se explicar, ao tentar desenhar teses comprobatórias da “criação da Terra e do homem por Deus, em seis dias, há 10 mil anos mais ou menos”, os criacionistas estão colocando a razão acima do sentimento – e estariam “estragando” a religião.
Nenhuma teoria responde à pergunta formulada por Gardner: “Afinal, se foi criado por Deus, Adão tinha umbigo?”.
2 comments
concordo com o Gardner, va' pelo lado da fe' e pronto. ciencia e provas e' um mundo mutante, o que e' certo hoje ja' nao e' amanha.
Abs. MarcosVP