<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0"><channel><image><url>http://www.yubliss.com/static/image/logo.png</url><title>YuBliss Home</title><link>http://www.yubliss.com/</link></image><title>Ghiraldelli</title><link>http://www.yubliss.com/</link><description>Generated by the YuBliss community</description><language>en-us</language><copyright>Copyright 2010 Coffee Bean Technology Inc</copyright><generator>YuBliss.com Feed Generator</generator><managingEditor>feeds@yubliss.com</managingEditor><webMaster>webmaster@yubliss.com</webMaster><lastBuildDate>Sat, 31 Jul 2010 04:55:02 +0000</lastBuildDate><item><title>O BBB &#xE9; filosofia?</title><description>&lt;p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: center; font: 14.0px Calibri;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Por que o BBB tem espantosa audi&amp;ecirc;ncia? Se os que est&amp;atilde;o na Casa s&amp;atilde;o interessantes e bonitos e, al&amp;eacute;m disso, criam um tipo de novelinha por &amp;ldquo;flashes&amp;rdquo;, por que n&amp;atilde;o ver? Al&amp;eacute;m disso, ap&amp;oacute;s um dia estafante, quem resiste a uma poltrona acompanhada de um convite para esvaziar a cabe&amp;ccedil;a diante da impec&amp;aacute;vel imagem da Rede Globo?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Mas os grupos ditos mais politizados da sociedade n&amp;atilde;o gostam de explica&amp;ccedil;&amp;otilde;es desse tipo, em que n&amp;atilde;o se possa culpar algu&amp;eacute;m. A esquerda e a direita t&amp;ecirc;m suas teorias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;A esquerda adora a palavra &amp;ldquo;aliena&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;. O soci&amp;oacute;logo que leu algum manual marxista vocifera: &amp;ldquo;o p&amp;uacute;blico &amp;eacute; v&amp;iacute;tima da manipula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da Rede Globo&amp;rdquo;. A direita tenta posar de culta: &amp;ldquo;ah, se nosso povo fosse educado, esses programas imorais n&amp;atilde;o teriam vez&amp;rdquo;. Por sua vez, sempre atenta ao que imagina como sendo os &amp;ldquo;formadores de opini&amp;atilde;o&amp;rdquo;, a Globo busca anular esses pequenos grupos opositores com a fala de Bial, que &amp;eacute; o &amp;ldquo;intelectual&amp;rdquo; da emissora. No BBB-10 (o atual), ele brindou os telespectadores com a frase &amp;ldquo;BBB tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; filosofia&amp;rdquo;. Sei l&amp;aacute; qual a raz&amp;atilde;o dele ter falado isso, n&amp;atilde;o pude acompanhar o resto. Ora, o BBB &amp;eacute; filosofia? &amp;Eacute; claro que n&amp;atilde;o no sentido dito pelo Pedro Bial, seja l&amp;aacute; qual tenha sido, mas que o programa tem uma audi&amp;ecirc;ncia explic&amp;aacute;vel pela filosofia, isso &amp;eacute; verdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;O que &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio notar, no caso, &amp;eacute; como que o desdobramento da cultura, em especial a cultura moderna, chegou ao que chegou nos fazendo abra&amp;ccedil;ar a TV na &amp;eacute;poca do &amp;ldquo;Big Brother Brasil&amp;rdquo;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;No fundo da alma do homem moderno repousa um longo tapete, tecido por s&amp;eacute;culos e s&amp;eacute;culos. Esse tapete ganhou camadas e mais camadas, forrando a subjetividade e ao mesmo tempo for&amp;ccedil;ando as paredes do esp&amp;iacute;rito. Hegel e Nietzsche foram os fil&amp;oacute;sofos que procuraram descrever esse processo apontando para o cristianismo, uma religi&amp;atilde;o tipicamente subjetiva e, assim, bem diferente do paganismo, como um elemento de abaulamento da alma, algo que se tornou fundamental na modernidade. Heidegger, no s&amp;eacute;culo XX, fez mais: mostrou a modernidade como uma &amp;eacute;poca em que a narrativa das ci&amp;ecirc;ncias impera no mundo e, com ela, a id&amp;eacute;ia de que tudo pode ser dito a partir da rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o sujeito-objeto. O sujeito &amp;eacute; o que conhece e o que julga, o objeto &amp;eacute; o conhecido e o avaliado. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; estudante na universidade atual que, ao fazer metodologia cient&amp;iacute;fica, n&amp;atilde;o seja posto diante dessa regra: o sujeito epistemol&amp;oacute;gico e o objeto da ci&amp;ecirc;ncia em quest&amp;atilde;o &amp;ndash; eis a&amp;iacute; o que se tem de entender.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Foucault leu Hegel, Nietzsche e Heidegger. Ele preferiu localizar esse processo de amplia&amp;ccedil;&amp;atilde;o da subjetividade, essa sofistica&amp;ccedil;&amp;atilde;o das camadas de tecido do tapete da alma, de uma maneira um pouco diferente. Ele notou que talvez n&amp;atilde;o fosse interessante dar cr&amp;eacute;dito, ao se ler Plat&amp;atilde;o falando de S&amp;oacute;crates, na frase &amp;ldquo;conhece-te a ti mesmo&amp;rdquo; como uma frase centrada na id&amp;eacute;ia de &amp;ldquo;saber&amp;rdquo;, e sim na id&amp;eacute;ia de &amp;ldquo;cuidado&amp;rdquo;. Conhecer-se, disse Foucault, nunca foi para S&amp;oacute;crates algo vazio, o conhecer pelo conhecer, mas implicava em uma doutrina do saber viver, dizia respeito ao &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;cultivo de si&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; e, este si, j&amp;aacute; estava circunscrevendo os poderes da alma, do intelecto, da raz&amp;atilde;o. Antes mesmo que o helenismo tardio dominasse o mundo europeu, S&amp;oacute;crates j&amp;aacute; seria algu&amp;eacute;m menos preocupado com o conhecimento, com as Formas plat&amp;ocirc;nicas enquanto objeto do conhecimento, e mais afeito a elas enquanto guias para o bem viver.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Assim, Foucault tra&amp;ccedil;ou o panorama que desembocou na modernidade. Criamos o &amp;ldquo;interno&amp;rdquo; e o &amp;ldquo;externo&amp;rdquo; e, nesse mesmo processo, demos import&amp;acirc;ncia ao &amp;ldquo;interno&amp;rdquo;, a alma. Nessa tarefa, fixamos o que h&amp;aacute; de verdadeiro como sendo o que h&amp;aacute; em nosso &amp;ldquo;&amp;iacute;ntimo&amp;rdquo;, sendo tudo o resto o &amp;ldquo;externo&amp;rdquo; e, efetivamente, o resto &amp;ndash; o que sobra, o que &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;pode&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; sobrar. Com isso dividimos o que entendemos por personalidade: tudo que &amp;eacute; nosso, nossa verdadeira personalidade, estaria em nosso &amp;iacute;ntimo e, no mundo burgu&amp;ecirc;s, protegido pela privacidade que, enfim, antigos e medievais n&amp;atilde;o conheceram. Tudo que &amp;eacute; o n&amp;atilde;o-verdadeiro e at&amp;eacute; o falso, o descart&amp;aacute;vel, est&amp;aacute; na periferia ou no &amp;ldquo;exterior&amp;rdquo;, na vida p&amp;uacute;blica. A pol&amp;iacute;tica e o mercado nos tornam homens p&amp;uacute;blicos, isto &amp;eacute;, pessoas que, uma vez no palco, n&amp;atilde;o apresentariam nada al&amp;eacute;m do que &amp;eacute; o n&amp;atilde;o-verdadeiro em suas personalidades. Fora do palco, a quatro paredes, o &amp;iacute;ntimo poderia se manifestar e, ent&amp;atilde;o, ter&amp;iacute;amos acesso ao que h&amp;aacute; de verdadeiro em cada um de n&amp;oacute;s. Sendo que tudo que h&amp;aacute; de verdadeiro &amp;eacute; s&amp;oacute; o que h&amp;aacute; &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;dentro&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt; de cada um de n&amp;oacute;s &amp;ndash; uma vez que at&amp;eacute; Deus veio parar no nosso cora&amp;ccedil;&amp;atilde;o por meio da religi&amp;atilde;o do amor &amp;ndash;, ent&amp;atilde;o, nada melhor do que a observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o da intimidade para se chegar a uma inst&amp;acirc;ncia s&amp;oacute;lida. Ora, mas a intimidade &amp;eacute;, tamb&amp;eacute;m, o lugar do prazer moderno &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;par excel&amp;ecirc;ncia&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;, que &amp;eacute; o sexo. Ent&amp;atilde;o, observar o sexo termina por ser, para o homem moderno, o lugar efetivo de contempla&amp;ccedil;&amp;atilde;o da verdade. Trata-se da verdade de cada um, mas tamb&amp;eacute;m, da pr&amp;oacute;pria Verdade.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Nesse sentido, o BBB realmente tem filosofia. Ficamos presos ao BBB por v&amp;aacute;rios motivos, mas filosoficamente ele nos ganha porque acreditamos &amp;ndash; uns de maneira clara para si mesmos e outros apenas por impulsos formados por s&amp;eacute;culos do desenvolvimento cultural &amp;ndash; que vamos dar de cara com a verdade dos que est&amp;atilde;o na Casa e, ent&amp;atilde;o, descobrir a verdade sobre n&amp;oacute;s mesmos, sobre o Homem, sobre tudo que somos na Terra. O BBB &amp;eacute; como que um trabalho de metaf&amp;iacute;sica para os que nunca se imaginaram com alguma necessidade metaf&amp;iacute;sica. N&amp;atilde;o &amp;eacute; religi&amp;atilde;o, &amp;eacute; filosofia. N&amp;atilde;o se trata de encontrar Deus. Mas se trata de encontrar um parente pr&amp;oacute;ximo dele, a Verdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Quem somos n&amp;oacute;s, afinal? Eis a&amp;iacute; a pergunta que est&amp;aacute; l&amp;aacute; nas entranhas das sinapses de cada telespectador que, como o Homer Simpson, segura a cerveja na m&amp;atilde;o e espera se haver&amp;aacute; um n&amp;atilde;o uma &amp;ldquo;enrabada&amp;rdquo; no BBB. Esse sentimento chulo, esse gosto pela fofoca, nada &amp;eacute; sen&amp;atilde;o uma forma que s&amp;oacute; se faz presente porque estamos envolvidos at&amp;eacute; o &amp;uacute;ltimo fio de cabelo com a id&amp;eacute;ia de que vamos captar ali, principalmente no sexo, que &amp;eacute; o n&amp;uacute;cleo da intimidade, o modo de seguir do d&amp;iacute;stico do Templo de Apolo, o &amp;ldquo;conhece-te a ti mesmo&amp;rdquo;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Foucault n&amp;atilde;o s&amp;oacute; ensinou isso, ou seja, como entender o BBB, mas ele tamb&amp;eacute;m quis mostrar que essa esperan&amp;ccedil;a era v&amp;atilde;. N&amp;atilde;o h&amp;aacute; nada de mais verdadeiro no &amp;ldquo;lado interno&amp;rdquo; em detrimento do &amp;ldquo;lado externo&amp;rdquo;. Somos m&amp;uacute;ltiplos, e nossa cara p&amp;uacute;blica e nossa cara particular e &amp;iacute;ntima n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o o verdadeiro e o falso, e sim apenas lados de uma mesma moeda. Lados de uma moeda s&amp;atilde;o ou ambos verdadeiros ou ambos falsos. Ali&amp;aacute;s, n&amp;atilde;o somos moedas, pois n&amp;atilde;o temos s&amp;oacute; duas caras &amp;ndash; temos muitas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;N&amp;atilde;o vamos satisfazer nossa necessidade metaf&amp;iacute;sica pelo BBB. Mas acreditamos tanto nisso, que assistiremos o pr&amp;oacute;ximo, para a felicidade do Boninho e para o regozijo de um Bial que est&amp;aacute; cada vez mais chato.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Post Scriptum 1&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Sr. Fil&amp;oacute;sofo, eu li n&amp;atilde;o um manual marxista, mas TODA a obra do Marx. Ele n&amp;atilde;o est&amp;aacute; errado, o senhor, por favor, acorde, a Rede Globo &amp;eacute; ideol&amp;oacute;gica e ent&amp;atilde;o ...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Sim, sua narrativa n&amp;atilde;o est&amp;aacute; sendo descartada por todos, eu apenas coloquei a minha narrativa, que busca mostrar a liga&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o &amp;ldquo;ibope&amp;rdquo; do BBB e anseios metaf&amp;iacute;sicos nossos, nossa capa moldada a partir do desenvolvimento da cultura como hist&amp;oacute;ria da subjetividade. Voc&amp;ecirc; poderia ter entendido. Mas, veja, se vai rezar para o S&amp;atilde;o Marx, o fa&amp;ccedil;a na sua igreja, OK? Aqui n&amp;atilde;o h&amp;aacute; altar. Foucault n&amp;atilde;o &amp;eacute; aqui um santo. Eu poderia ter falado o que falei com outras implica&amp;ccedil;&amp;otilde;es, com outros fil&amp;oacute;sofos na m&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Post Scriptum 2&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Sr. Fil&amp;oacute;sofo, eu tamb&amp;eacute;m quero dizer o que acho, pois o senhor parece n&amp;atilde;o ter prestado a aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o para o principal. Talvez o senhor esteja at&amp;eacute; a favor da baixaria. O BBB &amp;eacute; imoral. Veja, houve at&amp;eacute; beijo gay l&amp;aacute;. E as crian&amp;ccedil;as ...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;- Eu sei. No seu caso, a igreja n&amp;atilde;o &amp;eacute; a de Marx, mas &amp;eacute; a do Santo Asno. Seu caso &amp;eacute; intrat&amp;aacute;vel, eu pediria que se matasse e n&amp;atilde;o lesse mais meus textos.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri; min-height: 13.0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="margin: 0.0px 0.0px 10.0px 0.0px; text-align: justify; font: 11.0px Calibri; min-height: 13.0px;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;Paulo Ghiraldelli Jr, fil&amp;oacute;sofo. &amp;nbsp; Twitter:&lt;/span&gt;&lt;a href="http://http//twitter.com/ghiraldelli"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"&gt;&lt;a href="http://http//twitter.com/ghiraldelli"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;http//twitter.com/ghiraldelli&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="text-decoration: underline; color: #0000ff;"&gt;&lt;a href="http://formspring.me/ghiraldelli"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;http://formspring.me/ghiraldelli&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://formspring.me/ghiraldelli"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/p&gt;</description><link>/blog/6251</link><pubDate>Fri, 22 Jan 2010 19:12:39 UTC</pubDate><category>blog</category><guid>/blog/6251</guid></item><item><title>Grazi Massafera contra a Doen&#xE7;a dos Olhos</title><description>&lt;img src="/dynamic/stories/bc0681943f81231827228f792fbd325f7c1d482b.jpg" border="0" width="519" height="452" name="imgSt1263146650060" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grazi saiu do BBB e foi para o campo concorrido das telenovelas. Ali, n&amp;atilde;o se sai mal n&amp;atilde;o. No entanto, aquele sorriso grande da mo&amp;ccedil;a bonita j&amp;aacute; est&amp;aacute; no psicanalista. Ela diz que faz an&amp;aacute;lise porque est&amp;aacute; &amp;ldquo;sem amigos&amp;rdquo; (&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u673387.shtml"&gt;Folha 04/01/09&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grazi n&amp;atilde;o est&amp;aacute; querendo substituir um amigo inexistente pela conversa com um amigo pago, o analista. Claro que n&amp;atilde;o. O que ela percebeu &amp;eacute; que o ambiente em que vive &amp;eacute; um lugar de &amp;ldquo;pessoas amarguradas&amp;rdquo; e de &amp;ldquo;vampiros que s&amp;oacute; querem sugar a sua energia&amp;rdquo;, como ela mesma afirmou.&amp;nbsp; Todo ambiente em que o trabalho &amp;eacute; o de se expor, de se apresentar bem, tem como rev&amp;eacute;s uma competi&amp;ccedil;&amp;atilde;o m&amp;oacute;rbida &amp;ndash; quem est&amp;aacute; no ambiente universit&amp;aacute;rio paga um pre&amp;ccedil;o semelhante. Todo palco tem mais do que o ator, os telespectadores e o pessoal da produ&amp;ccedil;&amp;atilde;o. O palco cont&amp;eacute;m os que n&amp;atilde;o est&amp;atilde;o nele contidos &amp;ndash; e este &amp;eacute; o seu problema. O problema &amp;eacute; que o mundo n&amp;atilde;o &amp;eacute; um palco, ao passo que nossa sociedade contempor&amp;acirc;nea incita a todos a buscar sua individualidade em algum tipo de estrelato visual, e n&amp;atilde;o s&amp;oacute; na realiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o pessoal segundo seus m&amp;eacute;ritos poss&amp;iacute;veis.&amp;nbsp; Os que n&amp;atilde;o conseguem ou s&amp;oacute; conseguem de modo insatisfat&amp;oacute;rio visibilidade que se tornou meta ditatorial nos tempos contempor&amp;acirc;neos, se revoltam e, n&amp;atilde;o raro, s&amp;atilde;o mordidos pela mais antiga e terr&amp;iacute;vel entidade, a velha Inveja.&#xD;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&amp;Eacute; prov&amp;aacute;vel que Grazi esteja apenas se deparando com aquilo que outros, com algum preparo intelectual de auto-conhecimento, tirariam de letra. Ali&amp;aacute;s, talvez o analista n&amp;atilde;o seja uma boa op&amp;ccedil;&amp;atilde;o para ela. Pois o problema n&amp;atilde;o est&amp;aacute; nela e, de certa forma, ela jamais vai poder control&amp;aacute;-lo. Talvez a grande chance de Grazi esteja nos textos de sua pr&amp;oacute;pria profiss&amp;atilde;o. &amp;Eacute; na literatura que aprendemos como que as paix&amp;otilde;es humanas atuam. A filosofia, por sua vez, pode dar certa autoconsci&amp;ecirc;ncia &amp;agrave; literatura, mas n&amp;atilde;o a substitui nem um pouco nos detalhes do trabalho de cada paix&amp;atilde;o. O que a filosofia pode fazer, acompanhada da literatura, &amp;eacute; dizer para Grazi e para todos que est&amp;atilde;o envolvidos com um problema semelhante, &amp;eacute; que as paix&amp;otilde;es n&amp;atilde;o deveriam ser lidas s&amp;oacute; pelo vi&amp;eacute;s moderno, como elementos subjetivos. Ter&amp;iacute;amos de lev&amp;aacute;-las mais a s&amp;eacute;rio, e percorrer a hist&amp;oacute;ria das paix&amp;otilde;es.&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A id&amp;eacute;ia de que as paix&amp;otilde;es s&amp;atilde;o subjetivas, s&amp;atilde;o estados da alma que come&amp;ccedil;am e terminam na alma, &amp;eacute; uma id&amp;eacute;ia moderna. Ela &amp;eacute; muito nova. Ali&amp;aacute;s, tal id&amp;eacute;ia n&amp;atilde;o deveria ser levada t&amp;atilde;o ao p&amp;eacute; da letra, coisa que os psic&amp;oacute;logos pouco cultos fazem sem qualquer rubor. A subjetiva&amp;ccedil;&amp;atilde;o das paix&amp;otilde;es &amp;eacute; obra, em grande parte, do cristianismo &amp;ndash; e o cristianismo &amp;eacute; datado. Os gregos e os romanos partilharam bem menos dessa id&amp;eacute;ia. Eles tinham as paix&amp;otilde;es nas figuras de deuses e demiurgos &amp;ndash; elementos objetivos, portanto. A pr&amp;oacute;pria Inveja era um tipo de deusa ou, melhor dizendo, um tipo de g&amp;ecirc;nio. Sua apar&amp;ecirc;ncia era horr&amp;iacute;vel, era meio que descarnada e de sua boca sa&amp;iacute;a uma baba verde, um tipo de b&amp;iacute;lis, al&amp;eacute;m disso, tinha olhos grandes e fundos, e sempre fixos em cada coisa, mas sem brilho. Ela se aproximava das pessoas no sono. Derrubava aquela b&amp;iacute;lis verde sobre as pessoas, principalmente no peito, e, no amanhecer, eis que a escravid&amp;atilde;o come&amp;ccedil;ava. Tudo que a pessoa contaminada olhava lhe era dolorido, pois lhe parecia muito maior e melhor do que era e, portanto, inalcan&amp;ccedil;&amp;aacute;vel para ela pr&amp;oacute;pria. Iniciava-se, ent&amp;atilde;o, o percurso triste daquele que era o novo doente dos olhos. A regra dessa doen&amp;ccedil;a &amp;eacute; bem conhecida popularmente: &amp;ldquo;a grama do vizinho &amp;eacute; sempre mais verde&amp;rdquo;.&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Talvez Grazi n&amp;atilde;o esteja sendo v&amp;iacute;tima sen&amp;atilde;o disso: do olhar daqueles que est&amp;atilde;o com essa doen&amp;ccedil;a, a doen&amp;ccedil;a dos olhos &amp;ndash; o efeito de terem sido contaminados com a b&amp;iacute;lis dessa entidade, a Inveja.&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Esse car&amp;aacute;ter objetivo da Inveja, como os gregos nos mostram, d&amp;aacute; a exata dimens&amp;atilde;o do trabalho in&amp;uacute;til do analista sobre Grazi. O que ele pode dizer para ela que a tire de um mundo em que h&amp;aacute; pessoas contaminadas pelo l&amp;iacute;quido verde? Nada! Ele n&amp;atilde;o pode lhe ensinar nada. Todas as t&amp;eacute;cnicas que ele pode lhe dar s&amp;atilde;o subjetivas, s&amp;atilde;o de auto-conhecimento e auto-controle. Ora, far&amp;atilde;o efeito da Grazi sobre a Grazi, mas n&amp;atilde;o incomodar&amp;atilde;o nem um pouco a figura do demi&amp;uacute;rgo da Inveja. Quem vai impedir que essa entidade continue a vagar por a&amp;iacute;? Quem vai impedir que essa fantasmag&amp;oacute;rica Inveja pare de derramar nos seios de outras mulheres (e at&amp;eacute; mesmo no peito de homens) a sua b&amp;iacute;lis? Nenhum analista tem esse poder. Caso ele diga que tem, estar&amp;aacute; mentido. Essa objetividade da Inveja, que s&amp;oacute; os gregos e romanos conheceram, o cristianismo apagou de vez, transformando-a em sentimento, e dando poder aos psic&amp;oacute;logos que sucederam padres e alguns m&amp;eacute;dicos.&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Bem, ent&amp;atilde;o o psicanalista &amp;eacute; um in&amp;uacute;til? Bem, o analista poder&amp;aacute; ensinar t&amp;eacute;cnicas de escudo. Quase todo analista sabe bem que um dos grandes problemas das pessoas que os procuram &amp;eacute; o da delimita&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre o eu e o mundo. Elas n&amp;atilde;o sabem qual &amp;eacute; a fronteira entre elas e o mundo, entre elas e os outros. Sendo assim, elas invadem e s&amp;atilde;o invadidas. Elas n&amp;atilde;o sabem colocar barreiras e tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o sabem perceber o que &amp;eacute; ou n&amp;atilde;o problema delas, problemas que as requisitam de fato. Isso o analista pode fazer. E isso pode at&amp;eacute; a ajudar a Grazi a se proteger daqueles que ela chamou de vampiros, tentando ensin&amp;aacute;-la onde come&amp;ccedil;a a Grazi e onde termina a Grazi. Ele pode atuar muito bem ensinando a evitarmos o pante&amp;iacute;smo de n&amp;oacute;s mesmos, ou melhor, um pan-ego&amp;iacute;smo. Ora, mas isso &amp;eacute; escudo, um instrumento. N&amp;atilde;o &amp;eacute; uma arma de solu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do problema. Pois quem disse que a Inveja vai parar de atuar? A Inveja causa a doen&amp;ccedil;a dos olhos. E quem olha para o monumento chamado Grazi, se estiver sob o efeito do l&amp;iacute;quido verde, n&amp;atilde;o conseguir&amp;aacute; n&amp;atilde;o dizer: &amp;ldquo;ela brilha tanto que &amp;eacute; imposs&amp;iacute;vel que eu possa chegar a ser ela&amp;rdquo;. Que analista pode resolver isso para Grazi? Cortar o poder de uma entidade demi&amp;uacute;rgica com apenas poderes dos mortais? Bobagem, imposs&amp;iacute;vel.&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&#xD;
Caso ele seja honesto, o analista ter&amp;aacute; de dizer: Grazi, aprenda isto: voc&amp;ecirc;, enquanto fizer sucesso, ser&amp;aacute; uma eterna solit&amp;aacute;ria, e quando parar de fazer sucesso, caso n&amp;atilde;o tenha se estruturado, ser&amp;aacute; um lixo a mais da Globo para o asilo dos artistas, a ser sustentado pelo S&amp;iacute;lvio Santos, porque a Globo &amp;eacute; que n&amp;atilde;o vai dar nada para o asilo.</description><link>/blog/6011</link><pubDate>Sat, 09 Jan 2010 07:15:45 UTC</pubDate><category>blog</category><guid>/blog/6011</guid></item></channel></rss>
