<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0"><channel><image><url>http://www.yubliss.com/static/image/logo.png</url><title>YuBliss Home</title><link>http://www.yubliss.com/</link></image><title>Ombudsm&#xE3;e - por Tais Vinha</title><link>http://www.yubliss.com/</link><description>Generated by the YuBliss community</description><language>en-us</language><copyright>Copyright 2010 Coffee Bean Technology Inc</copyright><generator>YuBliss.com Feed Generator</generator><managingEditor>feeds@yubliss.com</managingEditor><webMaster>webmaster@yubliss.com</webMaster><lastBuildDate>Fri, 18 May 2012 04:59:14 +0000</lastBuildDate><item><title>Maridos e presentes</title><description>&lt;span style="font-family: Trebuchet, 'Trebuchet MS', Arial, sans-serif; font-size: 14px; color: #333333; line-height: 22px;"&gt;&lt;img src="/dynamic/stories/aae24dfa428e80806705b8061887b4c80853047e.JPG" border="0" width="469" height="500" name="imgSt1273495559291" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira m&amp;atilde;e, no seu Santo Dia, ganhou uma faca. N&amp;atilde;o era uma faca qualquer. Era uma faca artesanal, francesa. Meio faca, meio canivete. Excelente para uma r&amp;eacute;plica de Ramba chique. Olhou para o marido com cara de interroga&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Quem colecionava facas daquele tipo era ele. Depois de um tempo veio a explica&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Ele tinha se deparado com uma oferta incr&amp;iacute;vel. Mas a loja s&amp;oacute; vendia o conjunto com 3 unidades. Ele arrumou algu&amp;eacute;m que comprasse 1 delas. A outra ficou com ele. E a terceira, ele deu pra ela no Dia das M&amp;atilde;es.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela respirou fundo e aguardou. No Dia dos Pais, comprou-lhe uma panela de press&amp;atilde;o. A amiga alertou:&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele vai te dar uma panelada na cabe&amp;ccedil;a!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta veio r&amp;aacute;pida:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ele que tente! Eu tenho uma faca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;===&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda m&amp;atilde;e j&amp;aacute; tinha ficado a ver navios no seu Dia. Esse ano, resolveu "lembr&amp;aacute;-lo".&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O dia das m&amp;atilde;es &amp;eacute; daqui a 2 semanas...j&amp;aacute; escolheu meu presente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O dia das m&amp;atilde;es &amp;eacute; daqui a 1 semana...o que vou ganhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na v&amp;eacute;spera, foi mais sutil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O dia das m&amp;atilde;es &amp;eacute; amanh&amp;atilde;...t&amp;aacute; lembrado de alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O marido resolve sair com o filho mais velho. Volta 4 horas depois com um t&amp;ecirc;nis poderoso no p&amp;eacute; e um sorrisinho maroto nos l&amp;aacute;bios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, a rainha do lar acorda e fica esperando a homenagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos se aproximam, a abra&amp;ccedil;am e o marido entrega o presente. Ela abre. Era um brinde do shopping center, trocado com a nota fiscal do t&amp;ecirc;nis que ele comprou pra ele.&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa caiu. Ainda bem que o brinde n&amp;atilde;o era uma faca.&lt;/span&gt;</description><link>/blog/7620</link><pubDate>Mon, 10 May 2010 12:48:36 +0000</pubDate><category>blog</category><guid>/blog/7620</guid></item><item><title>Crian&#xE7;as Foie Gras</title><description>&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: 'Lucida Grande'; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img src="/dynamic/stories/ab90683027d7051dc34140867569adc0178b7057.jpg" border="0" width="400" height="285" name="imgSt1272370079734" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Vamos observar dois gansos. Um deles foi criado solto no campo. N&amp;atilde;o &amp;eacute; muito grande, mas &amp;eacute; &amp;aacute;gil, r&amp;aacute;pido e tem a saud&amp;aacute;vel musculatura de uma ave que cresceu nadando na lagoa, perseguindo insetos e correndo de um lado para outro com seu bando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro &amp;eacute; uma ave bem maior e vistosa. Por&amp;eacute;m se olharmos de perto percebemos que &amp;eacute; meio disforme, estufada, desajeitada. Foi criada na gaiola para virar foie gras. Desde pequeno, seus cuidadores enfiaram-lhe comida goela abaixo para que crescesse rapidamente e virasse um excelente pat&amp;ecirc;. Nunca correu pelo terreiro. Nunca teve oportunidade de explorar um formigueiro. Nunca se divertiu em capturar um peixinho na lagoa. Sua vida sempre foi receber ra&amp;ccedil;&amp;atilde;o e digeri-la rapidamente para conseguir suportar a pr&amp;oacute;xima refei&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz essa analogia, depois de ouvir um relato de uma amiga sobre dois jovens que conheceu recentemente. Eles estudam em uma dessas escolas que despejam conte&amp;uacute;do sobre crian&amp;ccedil;as e adolescentes, como se as preparassem para serem mo&amp;iacute;das. Diariamente eles recebem uma quantidade imensa de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que os obriga a dedicar muitas horas do dia sobre apostilas e livros. Semanalmente, fazem provas. A vida deles &amp;eacute; sobreviver a elas. Digerem a informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o at&amp;eacute; passar pela prova e depois partem para a pr&amp;oacute;xima carga de informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Como fazem os gansos foie gras com a comida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se analisarmos, muito desse conhecimento virar&amp;aacute; gordura. Isto &amp;eacute;, n&amp;atilde;o servir&amp;aacute; para muita coisa na vida adulta. Ser&amp;aacute;, literalmente, deletado. E o que restar&amp;aacute; disso &amp;eacute; um jovem que cresceu sem exercitar os m&amp;uacute;sculos da reflex&amp;atilde;o, do pensamento, da descoberta. S&amp;atilde;o jovens que foram treinados, desde a mais tenra idade, a receber ao inv&amp;eacute;s de ir atr&amp;aacute;s. A decorar ao inv&amp;eacute;s de refletir. A sobreviver ao aprendizado ao inv&amp;eacute;s de viv&amp;ecirc;-lo intensa e alegremente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pobres meninos e meninas foie gras. Podem at&amp;eacute;, um dia, conseguir voar para o sul. Mas ter&amp;atilde;o que se esfor&amp;ccedil;ar muito, muito, muito para escapar do moedor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>/blog/7475</link><pubDate>Tue, 27 Apr 2010 12:07:43 +0000</pubDate><category>blog</category><guid>/blog/7475</guid></item><item><title>Dei uma de m&#xE3;e!</title><description>&lt;span style="font-family: 'Lucida Grande'; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img src="/dynamic/stories/876a34cb4224ff1b4e01d375aae5542e355b0f89.jpg" border="0" width="374" height="300" name="imgSt1271340508080" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa semana fiz algo in&amp;eacute;dito. Dei uma de m&amp;atilde;e passional. E aviso: cuidado com elas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou do tipo que, antes de sair fazendo justi&amp;ccedil;a com as pr&amp;oacute;prias m&amp;atilde;os, tento ponderar, procurar o caminho da justi&amp;ccedil;a, da coordena&amp;ccedil;&amp;atilde;o, da professora, da imprensa, dos discursos inflamados, das cartas para o senado, para o conselho tutelar e o que for. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dessa vez deu a louca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu filho tem um colega que, repetidas vezes, o humilhou. At&amp;eacute; agora, segui os manuais e deixei que ele resolvesse, acompanhando de longe, aconselhando e dando for&amp;ccedil;a para que ele fosse &amp;agrave; luta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At&amp;eacute; que semana passada o tal colega se superou. Humilhou novamente meu garoto, fazendo-o de bobo. E a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o chegou a um ponto que ele n&amp;atilde;o conseguiu mais resolver por conta pr&amp;oacute;pria. Era engolir o sapo (e esperar os pr&amp;oacute;ximos) ou algu&amp;eacute;m maior e mais forte dar um jeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o tive d&amp;uacute;vida. Peguei o telefone e liguei pra m&amp;atilde;e dele. Nunca tinha feito isso. Fui educada, tinha que ver, mas contei a ela o que aconteceu e solicitei provid&amp;ecirc;ncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, a m&amp;atilde;e do outro menino exerceu o direito absoluto de ficar do lado do filho dela e de me achar rid&amp;iacute;cula. Mas resolveu a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o. De um modo que discordo, mas cada m&amp;atilde;e &amp;eacute; livre para resolver da forma que melhor lhe aprouver os B.O.s da prole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hora depois, com a cabe&amp;ccedil;a fria, a ficha caiu e consegui refleti melhor sobre o acontecido. Tinha dado uma de galinha choca. Da mais pura estirpe. Do tipo que &amp;eacute; apontada nas reuni&amp;otilde;es de pais e festinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me senti &amp;oacute;tima!&lt;/span&gt;</description><link>/blog/7301</link><pubDate>Thu, 15 Apr 2010 14:08:36 +0000</pubDate><category>blog</category><guid>/blog/7301</guid></item><item><title>"Meu filho est&#xE1; pronto?"</title><description>&lt;span style="font-family: 'Lucida Grande'; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img src="/dynamic/stories/7ccaf6d95486e26c6db38294f456ba20cd5c9c10.jpg" border="0" width="276" height="369" name="imgSt1270043170261" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem surpreendi meu filho, de 11 anos, atravessando uma avenida de maneira bem imprudente.  Foi uma coincid&amp;ecirc;ncia daquelas que s&amp;oacute; Deus explica. Eu passava no local, quando vi algu&amp;eacute;m correndo na frente dos carros. Descobrir que aquele algu&amp;eacute;m era meu menino, foi como levar um soco no est&amp;ocirc;mago. "Como assim?! Mas faz 11 anos que a gente te ensina a atravessar a rua com cuidado?! Voc&amp;ecirc; sabe como deve ser, voc&amp;ecirc; sabe do perigo!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado o susto, veio o "pensativo" (ele nunca me abandona).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei me questionando se n&amp;atilde;o hav&amp;iacute;amos dado autonomia a ele cedo demais. Mas atravessar a rua foi algo que nunca imaginei que ele fosse se arriscar. Ensinamos tanto. Recomendamos tanto. Demos exemplo. Somos do tipo que s&amp;oacute; atravessa na faixa, que espera os carros passarem, que olha para os dois lados. E eu conhe&amp;ccedil;o meu garoto. Ele nunca foi imprudente. Achei que, neste assunto, est&amp;aacute;vamos seguros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At&amp;eacute; ontem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje acho que n&amp;oacute;s, pais, nunca estaremos 100% seguros com rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s atitudes dos nossos filhos. Por mais que orientemos, por mais que recomendemos, por mais que eles d&amp;ecirc;em ind&amp;iacute;cios de que est&amp;atilde;o prontos, nunca saberemos a hora certa de solt&amp;aacute;-los, nem se eles, a partir dali, ir&amp;atilde;o agir como esperamos. Se ser&amp;atilde;o espertos na internet. Se praticar&amp;atilde;o sexo seguro. Se dirigir&amp;atilde;o com responsabilidade. Se lidar&amp;atilde;o de maneira saud&amp;aacute;vel com a abundante oferta de drogas. Se v&amp;atilde;o se apaixonar por algu&amp;eacute;m bacana. Se estar&amp;atilde;o em boa companhia quanto tomarem o primeiro porre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decidi que n&amp;atilde;o vou voltar atr&amp;aacute;s e cassar a autonomia dada ao meu filho. Mas cuidarei para que um monitor da escola o acompanhe na travessia desta avenida perigosa. Por quanto tempo isso ser&amp;aacute; necess&amp;aacute;rio? N&amp;atilde;o sei. E acho que nunca saberei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como dizia meu pai, na sabedoria de quem colocou 5 filhos no mundo, "o que n&amp;atilde;o der pra ensinar, deixa que a vida ensina." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda estou aprendendo. Agora &amp;eacute; a vez do meu filho.&lt;/span&gt;</description><link>/blog/7102</link><pubDate>Wed, 31 Mar 2010 13:37:08 +0000</pubDate><category>blog</category><guid>/blog/7102</guid></item><item><title>"Mam&#xE3;e, quero ser sexy!"</title><description>&lt;span style="font-family: 'Lucida Grande'; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;img src="/dynamic/stories/668e6cd5842ea6db8a1f61233a403c9667261794.jpg" border="0" width="480" height="480" name="imgSt1269442303922" /&gt;&lt;br /&gt;Uma das t&amp;eacute;cnicas mais vis de se expandir o mercado de necessidades surreais, isto &amp;eacute;, aquelas que n&amp;atilde;o precisamos &lt;strong&gt;mesmo&lt;/strong&gt;, &amp;eacute; adultizar a inf&amp;acirc;ncia e infantilizar os adultos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa teoria foi exposta por &lt;a href="http://www.forumcec.org.br/convidado/benjamin-barber/" target="_blank"&gt;Benjamim Barber&lt;/a&gt; no 3&amp;ordm; &lt;a href="http://www.forumcec.org.br/" target="_blank"&gt;Forum Internacional Crian&amp;ccedil;a e Consumo&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dif&amp;iacute;cil contestar. Crian&amp;ccedil;as infantis consomem menos. Agora, uma menininha "putinha" - com total respeito ao leitor e uma raiva muito grande dos (ir)respons&amp;aacute;veis - consome maquiagem, salto alto, cremes, bolsas, parafern&amp;aacute;lias eletr&amp;ocirc;nicas, acess&amp;oacute;rios, roupas etc, etc, etc. Os meninos tamb&amp;eacute;m est&amp;atilde;o na mira. T&amp;ecirc;nis de grife, bon&amp;eacute;s, agasalhos, correntes, aipodes e aifones, videogueimes, academias, brincos, eletr&amp;ocirc;nicos em geral e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E as mensagens de que eles precisam se portar como adultos &amp;eacute; passada bem debaixo do nosso nariz. J&amp;aacute; parou para assistir a programa&amp;ccedil;&amp;atilde;o infantil? As crian&amp;ccedil;as mostradas se vestem como adultos, se maquiam como adultos, falam e agem como tais. Tem bandas de rock, namoram, s&amp;atilde;o empres&amp;aacute;rios, sacaneiam, s&amp;atilde;o sacaneados, fazem chapinha, tem corpo saradinho, cometem bullying, comem porcaria. Com rariss&amp;iacute;ssimas excess&amp;otilde;es, nenhum personagem mostrado na TV, hoje, tem inf&amp;acirc;ncia. Ningu&amp;eacute;m brinca. Esque&amp;ccedil;a o Chaves ou o S&amp;iacute;tio do Pica Pau Amarelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pior. Nos programas gen&amp;eacute;ricos, isto &amp;eacute;, os que n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o espec&amp;iacute;ficamente infantis, vemos crian&amp;ccedil;as adultinhas sendo abusadas, como a &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=AESQFnIwtfM&amp;quot;" target="_blank"&gt;nova mini Lady Gaga&lt;/a&gt;, que dan&amp;ccedil;a imitando uma stripper e o SBT exibe como sendo a coisa mais "gracinha" do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E n&amp;atilde;o &amp;eacute; s&amp;oacute; a TV que est&amp;aacute; adultizando a meninada. Agora temos turma da M&amp;ocirc;nica jovem, Luluzinha Teen, sal&amp;atilde;o de beleza para crian&amp;ccedil;as, naiticlubes em buf&amp;ecirc; infantil, casaisinhos na pr&amp;eacute;-escola e a lista vai longe. Muito longe. A Cinderela 2 (ou seria a 3) volta com conflitos matrimoniais. E a Barbie sei l&amp;aacute; qual, namora um pr&amp;iacute;ncipe idiota, que precisa ser defendido por garotas que empunham espadas e d&amp;atilde;o piruetas de saltinho. Adeus, fantasia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;Eacute; a lei do mercado, dizem. E nessa, tal como a Lei Divina, ningu&amp;eacute;m interfere. Com isso, vamos formando uma gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de adultinhos mirins, que j&amp;aacute; d&amp;atilde;o sinais da adultice precoce: corpinho de mocinhos, doen&amp;ccedil;as de mocinhos, gravidez de mocinhos, consumo de mocinhos, agenda de mocinhos, neuras de mocinhos e tudo isso, sendo gerenciado por algo que n&amp;atilde;o d&amp;aacute; para mudar: maturidade de crian&amp;ccedil;a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os pais nisso tudo? Temos culpa. Se temos. Mas tamb&amp;eacute;m somos v&amp;iacute;timas. Continuando a teoria, Barber coloca que esta gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de adultos est&amp;aacute; sendo infantilizada. Pais infantis n&amp;atilde;o conseguem dizer "n&amp;atilde;o". Afinal dizer "n&amp;atilde;o" &amp;eacute; da compet&amp;ecirc;ncia de seres maduros. Ent&amp;atilde;o, mantemos uma humanidade eternamente jovem, obcecada por n&amp;atilde;o envelhecer, por consumir e aproveitar cada minuto como se n&amp;atilde;o houvesse amanh&amp;atilde;. &amp;Eacute; insegura, egoc&amp;ecirc;ntrica e ego&amp;iacute;sta, como qualquer crian&amp;ccedil;a. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes s&amp;atilde;o os adultos respons&amp;aacute;veis por regular seus filhos at&amp;eacute; que eles consigam se auto-regular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendendo isso, come&amp;ccedil;amos a entender porque a m&amp;atilde;e da mini Lady Gaga assiste &amp;agrave; filhinha com os olhos marejados de emo&amp;ccedil;&amp;atilde;o. Pobre menininha. Pobre mam&amp;atilde;e. Pobre todos n&amp;oacute;s.&lt;/span&gt;</description><link>/blog/7040</link><pubDate>Wed, 24 Mar 2010 14:50:51 +0000</pubDate><category>blog</category><guid>/blog/7040</guid></item><item><title>Crian&#xE7;a e Consumo</title><description>&lt;span style="font-family: 'Lucida Grande'; white-space: pre-wrap;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img src="/dynamic/stories/d40f0a142f6ba38c5504ee9947524e724fa56576.jpg" border="0" width="205" height="219" name="imgSt1269272089797" /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Semana passada, participei, em S&amp;atilde;o Paulo, do &lt;a href="http://www.forumcec.org.br/" target="_blank"&gt;3&amp;ordm; Forum Internacional Crian&amp;ccedil;a e Consumo&lt;/a&gt;, organizado pelo &lt;a href="http://www.alana.org.br/" target="_blank"&gt;Instituto Alana&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um evento para debater este tema, por si s&amp;oacute;, j&amp;aacute; &amp;eacute; uma grande conquista. Numa sociedade onde consumir &amp;eacute; sin&amp;ocirc;nimo de "progresso" e de "subir na vida", chama aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o o fato de existir um grupo cada vez maior de pessoas levantando a m&amp;atilde;o para perguntar se tem mesmo que ser assim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O debate sobre o consumo &amp;eacute; pol&amp;ecirc;mico. E se torna mais caloroso ainda sob a &amp;oacute;tica da inf&amp;acirc;ncia. Talvez porque envolva muitos agentes: pais, educadores, publicit&amp;aacute;rios, emissoras de tv, fabricantes, governantes, lojistas, parentes, psic&amp;oacute;logos. A lista &amp;eacute; longa, somos todos guardi&amp;otilde;es das pr&amp;oacute;ximas gera&amp;ccedil;&amp;otilde;es. E quando h&amp;aacute; muita gente para culpar, quase sempre esquecemos de apontar o dedo para o nosso umbigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como m&amp;atilde;e e publicit&amp;aacute;ria, conhe&amp;ccedil;o bem os dois lados da moeda. O lado de l&amp;aacute; bota nos pais toda a responsabilidade por "filtrar" as mensagens que chegam &amp;agrave;s crian&amp;ccedil;as - "N&amp;atilde;o gostou, mude de canal." E assim esperam se eximir de qualquer responsabilidade pelo ass&amp;eacute;dio di&amp;aacute;rio a que submetem nossos filhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lado de c&amp;aacute; se v&amp;ecirc; perdido em meio a tantos apelos. Do mercado e dos filhos. Desaprendemos a diferenciar necessidades reais das surreais. Confundimos dar coisas materiais com dar afeto. Um presentinho &amp;eacute; sin&amp;ocirc;nimo de carinho. E acabamos acostumando nossos filhos com doses quase di&amp;aacute;rias de "afeto" feito de pl&amp;aacute;stico ou a&amp;ccedil;&amp;uacute;car.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;Eacute; poss&amp;iacute;vel dizer n&amp;atilde;o? &amp;Eacute;. Mas &amp;eacute; extremamente dif&amp;iacute;cil em tempos de ditadura do consumo. Como disse Frei Betto, um dos convidados do Forum, estamos vivendo em um estado totalitarista, t&amp;atilde;o opressivo quanto qualquer outro, pois somos oprimidos pela necessidade de consumir. H&amp;aacute; pa&amp;iacute;ses que reverenciam Al&amp;aacute;, Jeov&amp;aacute;, Buda. N&amp;oacute;s reverenciamos o Deus Consumo. Nossos templos s&amp;atilde;o os shoppings. O ter&amp;ccedil;o &amp;eacute; o cart&amp;atilde;o de cr&amp;eacute;dito. O pastor &amp;eacute; a TV. E dizer aos nossos filhos que eles n&amp;atilde;o precisam de celular aos 8 anos, &amp;eacute; coisa de hereges. De gente chata e inconsequente amea&amp;ccedil;ada com a queima de milhares de empregos na fogueira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu n&amp;atilde;o acredito em bruxas. Mas que elas existem, existem. E ta&amp;iacute; um F&amp;oacute;rum que n&amp;atilde;o me deixa mentir.&lt;/span&gt;</description><link>/blog/7013</link><pubDate>Mon, 22 Mar 2010 15:33:22 +0000</pubDate><category>blog</category><guid>/blog/7013</guid></item><item><title>"M&#xE3;e, por que tem dia da mulher e n&#xE3;o tem dia do homem?" </title><description>&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 22.0pt; mso-pagination: none; mso-layout-grid-align: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-family: TrebuchetMS-Bold, Arial, Helvetica, sans-serif; color: #333333; font-size: x-large;"&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;span style="font-family: TrebuchetMS-Bold, Arial, Helvetica, sans-serif; color: #333333; font-size: x-large;"&gt;&lt;strong&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; margin: 0px;"&gt;&lt;span style="font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt; &#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 22.0pt; mso-pagination: none; mso-layout-grid-align: none; text-autospace: none;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt; font-family: TrebuchetMS; color: #333333;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;Sou autora do blog &lt;a href="http://www.ombudsmae.com.br"&gt;Ombudsm&amp;atilde;e&lt;/a&gt; e aceitei o convite do Chico para publicar no Yubliss, sofrendo com o peso da responsabilidade. Aqui tem gente s&amp;eacute;ria, comprometida e eu sou apenas uma pobre m&amp;atilde;e, tentando entender (um pouco) e rir (muito) disso tudo. E nada melhor do que o Dia Internacional da Mulher para come&amp;ccedil;ar a nossa conversa. Abra&amp;ccedil;o!&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
 &lt;img src="/dynamic/stories/84d7d6e3aba38f67eb5a58ef0a0e2667d84f161d.jpg" border="0" name="imgSt1268071986198" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"M&amp;atilde;e, por que tem dia da mulher e n&amp;atilde;o tem dia do homem?"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; color: #333333; min-height: 16px; margin: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; margin: 0px;"&gt;&lt;span style="font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; font-size: medium;"&gt;Porque comprar batom &amp;eacute; bem mais divertido que comprar cueca.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; color: #333333; min-height: 16px; margin: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; margin: 0px;"&gt;&lt;span style="font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; font-size: medium;"&gt;Porque as mulheres s&amp;atilde;o flores e homens nabos. E voc&amp;ecirc; j&amp;aacute; ouviu falar de fazer festa pra nabo?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; color: #333333; min-height: 16px; margin: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; margin: 0px;"&gt;&lt;span style="font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; font-size: medium;"&gt;Porque mulher depila e qualquer ser que fa&amp;ccedil;a isso consigo pr&amp;oacute;prio merece ser canonizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; color: #333333; min-height: 16px; margin: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; margin: 0px;"&gt;&lt;span style="font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; font-size: medium;"&gt;Porque ser mulher &amp;eacute; bem mais divertido do que ser homem. Mulher vai em grupo pro banheiro, usa salto, pinta a unha, faz chapinha e compra na Marisa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; color: #333333; min-height: 16px; margin: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; margin: 0px;"&gt;&lt;span style="font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; font-size: medium;"&gt;Porque mulher vive numa eterna luta pelos seus direitos e os homens s&amp;oacute; precisam lutar pelo direito de assistir aos jogos do Brasileir&amp;atilde;o de gra&amp;ccedil;a no canal aberto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; color: #333333; min-height: 16px; margin: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; margin: 0px;"&gt;&lt;span style="font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; font-size: medium;"&gt;Porque mulher dan&amp;ccedil;a e segura a crian&amp;ccedil;a. Homem chega em casa cansado demais pra ir ao baile.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; color: #333333; min-height: 16px; margin: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; margin: 0px;"&gt;&lt;span style="font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; font-size: medium;"&gt;Porque quando a mulher n&amp;atilde;o tem quem pegue o carro no mec&amp;acirc;nico, o filho na escola ou o rem&amp;eacute;dio na farm&amp;aacute;cia, ela se vira. Quando o homem n&amp;atilde;o tem quem pegue a cerveja na geladeira, ele se casa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; color: #333333; min-height: 16px; margin: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; margin: 0px;"&gt;&lt;span style="font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; font-size: medium;"&gt;Porque mulher chora com gracinha de filho, final de novela e bronca do chefe. Homem s&amp;oacute; chora quando o Corinthians perde o campeonato. De tristeza ou de alegria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; color: #333333; min-height: 16px; margin: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; margin: 0px;"&gt;&lt;span style="font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; font-size: medium;"&gt;Porque quando um homem &amp;eacute; amea&amp;ccedil;ado de morte e sobrevive, ele toma umas pingas. Quando a mulher &amp;eacute; amea&amp;ccedil;ada de morte e sobrevive, ela faz faxina na casa dos 7 an&amp;otilde;es.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; color: #333333; min-height: 16px; margin: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div style="line-height: 22px; margin: 0px;"&gt;&lt;span style="font: normal normal normal 14px/normal 'Trebuchet MS'; font-family: 'Trebuchet MS'; color: #333333; font-size: medium;"&gt;Porque o Batman s&amp;oacute; consegue voar quando pega carona no avi&amp;atilde;o invis&amp;iacute;vel da Mulher Maravilha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', Arial, Helvetica, sans-serif; color: #333333; font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&#xD;
&lt;p&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&#xD;
</description><link>/blog/6866</link><pubDate>Mon, 08 Mar 2010 18:14:44 +0000</pubDate><category>blog</category><guid>/blog/6866</guid></item></channel></rss>

