<?xml version="1.0"?>
<rss version="2.0"><channel><image><url>http://www.yubliss.com/static/image/logo.png</url><title>YuBliss Home</title><link>http://www.yubliss.com/</link></image><title>L' salut por Pablo Santurbano</title><link>http://www.yubliss.com/</link><description>Generated by the YuBliss community</description><language>en-us</language><copyright>Copyright 2010 Coffee Bean Technology Inc</copyright><generator>YuBliss.com Feed Generator</generator><managingEditor>feeds@yubliss.com</managingEditor><webMaster>webmaster@yubliss.com</webMaster><lastBuildDate>Fri, 18 May 2012 05:00:35 +0000</lastBuildDate><item><title>Mand&#xED;bula, pra que te quero?</title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;A mastiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; t&amp;atilde;o antiga quanto andar para frente. Literalmente. Foram nossos ancestrais mam&amp;iacute;feros que come&amp;ccedil;aram a andar sem deslocar o tronco lateralmente, como o fazem r&amp;eacute;pteis e anf&amp;iacute;bios. Foram tamb&amp;eacute;m os mam&amp;iacute;feros os primeiros animais a apresentar uma mand&amp;iacute;bula capaz de mastigar, preparando o alimento para a digest&amp;atilde;o, que passou a chegar ao sistema digestivo j&amp;aacute; triturado. Esta adapta&amp;ccedil;&amp;atilde;o permitiu uma economia de energia na digest&amp;atilde;o do alimento, restando, desta forma, mais energia para outras atividades como a locomo&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais r&amp;aacute;pida e as intera&amp;ccedil;&amp;otilde;es sociais. Antes de mastigar, os ancestrais r&amp;eacute;pteis dos mam&amp;iacute;feros utilizavam a mand&amp;iacute;bula apenas para agarrar a presa, sendo o est&amp;ocirc;mago respons&amp;aacute;vel pela prepara&amp;ccedil;&amp;atilde;o do alimento para a digest&amp;atilde;o (como acontece at&amp;eacute; hoje nos r&amp;eacute;pteis modernos, como as serpentes que engolem animais inteiros, digeridos por dias).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;Foi tamb&amp;eacute;m atrav&amp;eacute;s da economia de energia que o grande c&amp;eacute;rebro humano p&amp;ocirc;de surgir, entre os animais, o maior c&amp;eacute;rebro em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao corpo. O cozimento da carne, al&amp;eacute;m de fornecer prote&amp;iacute;nas, reduziu o esfor&amp;ccedil;o mastigat&amp;oacute;rio dos primeiros humanos que, consequentemente, passaram a economizar energia na mastiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e na digest&amp;atilde;o (tente digerir uma carne crua). Os humanos primitivos tiveram, ent&amp;atilde;o, energia de sobra para que o c&amp;eacute;rebro pudesse se desenvolver. Com uma menor necessidade de esfor&amp;ccedil;o para a mastiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o, os m&amp;uacute;sculos temporais respons&amp;aacute;veis pelo movimento mandibular atrofiaram, permitindo um maior crescimento dos ossos do cr&amp;acirc;nio, que, por sua vez, propiciou mais espa&amp;ccedil;o na caixa craniana para um c&amp;eacute;rebro maior.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;Com a tecnologia surgiram grandes aprimoramentos na alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que suplantaram quase que por completo o trabalho da mand&amp;iacute;bula. O uso de talheres, o consumo de gr&amp;atilde;os e farinhas, seguidos pela industrializa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e os alimentos processados quase n&amp;atilde;o exigem esfor&amp;ccedil;o dos m&amp;uacute;sculos e da articula&amp;ccedil;&amp;atilde;o da mand&amp;iacute;bula, que passam a ter um comportamento mec&amp;acirc;nico inadequado. E, como diz um prov&amp;eacute;rbio chin&amp;ecirc;s, &amp;ldquo;aquilo que n&amp;atilde;o mexe, vai doer&amp;rdquo;. Por&amp;eacute;m, n&amp;atilde;o &amp;eacute; necessariamente apenas a mand&amp;iacute;bula que sofre. O que poucos sabem &amp;eacute; que a mec&amp;acirc;nica mandibular est&amp;aacute; intimamente relacionada com a mec&amp;acirc;nica da cabe&amp;ccedil;a, pesco&amp;ccedil;o e bra&amp;ccedil;o. Provavelmente todos j&amp;aacute; nos flagramos uma vez ou outra apertando os dentes ao fazer for&amp;ccedil;a com as m&amp;atilde;os ou com o bra&amp;ccedil;o.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;Dores em ombros, bra&amp;ccedil;os, pesco&amp;ccedil;o, algumas dores de cabe&amp;ccedil;a, al&amp;eacute;m da famosa dor no trap&amp;eacute;zio, podem ter origem em dist&amp;uacute;rbios da mec&amp;acirc;nica mandibular. Tudo isso acontece porque a mand&amp;iacute;bula n&amp;atilde;o &amp;eacute; utilizada do modo que deveria, ou seja, mastigando alimentos crus ou mesmo rasgando a carne cozida sem a ajuda de talheres. N&amp;atilde;o &amp;eacute; que dever&amp;iacute;amos abrir m&amp;atilde;o dos talheres e passar a cortar os fil&amp;eacute;s com os dentes a fim de evitar dores (apesar de que provavelmente isto ajudaria), mas seria interessante olharmos o ser humano de um ponto de vista mais natural.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;amp;quot;Calibri&amp;amp;quot;,&amp;amp;quot;sans-serif&amp;amp;quot;; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;A cultura e a tecnologia tendem a nos fazer pensar que estamos separados do mundo natural. Enquanto somos, na verdade, uma pequena parte de um processo evolutivo de bilh&amp;otilde;es de anos. Se a hist&amp;oacute;ria da Terra fosse proporcionalmente distribu&amp;iacute;da no per&amp;iacute;odo de um dia, os humanos surgiriam nos &amp;uacute;ltimos trinta segundos deste dia. Nossa sociedade adquiriu muito conhecimento, mas continua ignorante em rela&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;agrave;s nossas origens, enfrentando as quest&amp;otilde;es relacionadas &amp;agrave; sa&amp;uacute;de e ao bem-estar de forma imediatista e reducionista. Nestes casos uma observa&amp;ccedil;&amp;atilde;o mais abrangente, que encare o contexto no qual evolu&amp;iacute;mos, pode iluminar grandes problemas do humano moderno.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>/blog/9479</link><pubDate>Mon, 15 Aug 2011 15:01:12 +0000</pubDate><category>blog</category><guid>/blog/9479</guid></item><item><title>Desconfortos tecnol&#xF3;gicos</title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Sem o desenvolvimento tecnol&amp;oacute;gico provavelmente nossa esp&amp;eacute;cie n&amp;atilde;o teria dominado o planeta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;E a alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o foi provavelmente a maior for&amp;ccedil;a impulsionadora da tecnologia. Por volta de dois milh&amp;otilde;es de anos atr&amp;aacute;s foi a pedra lascada que permitiu aos nossos ancestrais, desprovidos de garras ou presas naturais, que se alimentassem de carne. Em seguida, o fogo permitiu menor gasto energ&amp;eacute;tico para mastigar e digerir esta carne. Grandes primatas gastam 48% de seu tempo acordados mastigando, enquanto n&amp;oacute;s gastamos menos de 10%. Tal economia de energia p&amp;ocirc;de, portanto, ser revertida ao c&amp;eacute;rebro, que p&amp;ocirc;de interagir com outros c&amp;eacute;rebros. Desta forma, com a boca liberada da mastiga&amp;ccedil;&amp;atilde;o e energia de sobra para pensar, nossos ancestrais puderam criar a linguagem e os s&amp;iacute;mbolos. Ap&amp;oacute;s terem se alimentado, sentados no ch&amp;atilde;o em torno da fogueira, puderam criar a cultura. A agricultura s&amp;oacute; veio bem depois, por volta de 12 mil anos atr&amp;aacute;s, e provocou um grande crescimento populacional, pois a escassez de alimentos p&amp;ocirc;de ser mais bem controlada. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Esta &amp;eacute; provavelmente o in&amp;iacute;cio da hist&amp;oacute;ria de como n&amp;oacute;s desenvolvemos a tecnologia, uma vez relativamente resolvido o problema dos alimentos. A partir de ent&amp;atilde;o muitas descobertas facilitaram a vida humana, visto que a tecnologia caminhou naturalmente em dire&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao conforto, que embora tenha sido primordial &amp;agrave; vida moderna, provocou consequ&amp;ecirc;ncias importantes em nossa sa&amp;uacute;de. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Talvez o h&amp;aacute;bito de sentar-se longe do ch&amp;atilde;o tenha sido um dos maiores equ&amp;iacute;vocos para o corpo humano. A cadeira, que a princ&amp;iacute;pio era um objeto qualquer sem encosto, surgiu a fim de afastar o corpo do ch&amp;atilde;o frio e sujo. Em seguida, com o aparecimento das sociedades humanas mais complexas, surgiram os assentos com encosto, em forma de trono (os primeiros registros s&amp;atilde;o de cinco mil anos atr&amp;aacute;s no Egito), indicador de poder e status. Mas foi s&amp;oacute; no s&amp;eacute;culo XIX que a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o industrial possibilitou &amp;agrave; maioria dos cidad&amp;atilde;os ocidentais que possu&amp;iacute;ssem cadeiras em casa. Assim, junto &amp;agrave; diminui&amp;ccedil;&amp;atilde;o do trabalho bra&amp;ccedil;al a cadeira mostrou-se uma vil&amp;atilde; da sa&amp;uacute;de.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Sentamos o dia inteiro e a todo o momento. Voc&amp;ecirc; provavelmente l&amp;ecirc; este texto sentado. N&amp;oacute;s comemos, nos locomovemos, trabalhamos e at&amp;eacute; nos divertimos sentados. Por melhor que seja a cadeira esta jamais oferecer&amp;aacute; ao corpo humano o que ele verdadeiramente necessita para ser saud&amp;aacute;vel, sua capacidade mais marcante e inerente, o caminhar em p&amp;eacute;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;Eacute; bastante dif&amp;iacute;cil imaginar nossa sociedade funcionando sem cadeiras. Qual seria o n&amp;uacute;mero atual de cadeiras no mundo? Certamente maior que o n&amp;uacute;mero de pessoas, pelo menos se forem consideradas as sociedades ocidentalizadas, nas quais as cadeiras est&amp;atilde;o em todos os lugares. Em casa, no ambiente de trabalho, nos audit&amp;oacute;rios, restaurantes, pra&amp;ccedil;as, carros, &amp;ocirc;nibus e, de certa forma, at&amp;eacute; nos banheiros. Pois at&amp;eacute; para nossas necessidades fisiol&amp;oacute;gicas adotamos a postura sentado. E &amp;eacute; por isso que muitos sofrem com o intestino preso (al&amp;eacute;m das quest&amp;otilde;es alimentares), pois quando estamos sentados algumas al&amp;ccedil;as intestinais n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o sustentadas como deveriam, &lt;span style="font-family: verdana, geneva;"&gt;dificultando o tr&amp;acirc;nsito intestinal. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva;"&gt;Sentar-se de c&amp;oacute;coras &amp;eacute; uma postura muito mais natural. Nossos ancestrais, antes da cadeira, comiam, conversavam, faziam trabalhos manuais e at&amp;eacute; iam ao banheiro desta forma. At&amp;eacute; o s&amp;eacute;culo XIX ainda era assim aqui no ocidente, por&amp;eacute;m, atualmente, muitos perdem a capacidade de se agachar assim que deixam a inf&amp;acirc;ncia, enquanto no oriente, seja na civiliza&amp;ccedil;&amp;atilde;o oriental, indiana ou isl&amp;acirc;mica, a maioria das pessoas conserva tal h&amp;aacute;bito. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva;"&gt;Na via do desenvolvimento tecnol&amp;oacute;gico entramos na contram&amp;atilde;o da sa&amp;uacute;de corporal. O ideal seria aproveitarmos os confortos tecnol&amp;oacute;gicos, mas aplicando em nosso corpo doses de vida natural necess&amp;aacute;rias para o bem-estar. Ao nascermos nossos genes n&amp;atilde;o reconhecem o desenvolvimento cultural e o ambiente artificial que vivemos. Nosso corpo espera que o mundo se apresente naturalmente, sem cadeiras, alimentos industrializados ou computadores.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>/blog/9332</link><pubDate>Tue, 21 Jun 2011 13:16:24 +0000</pubDate><category>blog</category><guid>/blog/9332</guid></item><item><title>Pandemia silenciosa</title><description>&lt;p class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Existe um grande inimigo oculto da sa&amp;uacute;de. Um problema subestimado por muito tempo pelas autoridades competentes do mundo ocidentalizado, no qual seus cidad&amp;atilde;os gozam de um conforto sem precedentes, mas pagam com seu bem-estar e com sua sa&amp;uacute;de.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt; font-family: &amp;amp;quot;Calibri&amp;amp;quot;,&amp;amp;quot;sans-serif&amp;amp;quot;; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Michele Obama, a primeira dama estadunidense, lidera desde 2010 a campanha &lt;em style="mso-bidi-font-style: normal;"&gt;Let&amp;rsquo;s move&lt;/em&gt; (numa tradu&amp;ccedil;&amp;atilde;o livre, &amp;ldquo;vamos nos mover&amp;rdquo;) que prop&amp;otilde;e formar uma gera&amp;ccedil;&amp;atilde;o de crian&amp;ccedil;as mais saud&amp;aacute;veis, evocando a import&amp;acirc;ncia de uma alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o melhor e de uma vida fisicamente mais ativa. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt; font-family: &amp;amp;quot;Calibri&amp;amp;quot;,&amp;amp;quot;sans-serif&amp;amp;quot;; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Acontece que, bem embaixo de nossos narizes, desenvolve-se uma pandemia, da qual muitos daqueles que l&amp;ecirc;em este texto provavelmente j&amp;aacute; sofrem sem se dar conta. Esta &amp;eacute; uma epidemia mundial de neglig&amp;ecirc;ncia ao corpo e redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da intelig&amp;ecirc;ncia corporal, chamada de distonia cinest&amp;eacute;sica pelo proeminente fisioterapeuta, escritor e educador Tom Myers. Para Tom, nossa cultura n&amp;atilde;o estimula o desenvolvimento da intelig&amp;ecirc;ncia cinest&amp;eacute;sica, que &amp;eacute; a capacidade de desenvolver a sensibilidade corporal e de elaborar e realizar movimentos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt; font-family: &amp;amp;quot;Calibri&amp;amp;quot;,&amp;amp;quot;sans-serif&amp;amp;quot;; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Com um corpo ignorante desenvolvemos mais facilmente tens&amp;otilde;es musculares desnecess&amp;aacute;rias, dores musculoesquel&amp;eacute;ticas e degenera&amp;ccedil;&amp;atilde;o precoce. Isso acontece porque vivemos num ambiente inapropriado f&amp;iacute;sica e culturalmente para as necessidades de nosso corpo. Por exemplo, embora passemos a maior parte de nossos dias sentados (enquanto nosso corpo foi moldado pela natureza para andar e permanecer em p&amp;eacute;) n&amp;atilde;o fomos educados por nossa fam&amp;iacute;lia ou pelo sistema educacional a lidar corporalmente com esta circunst&amp;acirc;ncia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt; font-family: &amp;amp;quot;Calibri&amp;amp;quot;,&amp;amp;quot;sans-serif&amp;amp;quot;; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Nossa habilidade de se movimentar vem sendo progressivamente exclu&amp;iacute;da de nossa cultura. Na idade m&amp;eacute;dia, com a domina&amp;ccedil;&amp;atilde;o cultural da igreja cat&amp;oacute;lica, a viv&amp;ecirc;ncia corporal foi anulada em prol da espiritual. Em seguida, a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o cient&amp;iacute;fica separou definitivamente o mundo f&amp;iacute;sico do psicol&amp;oacute;gico, um modelo que passou a estimular o desenvolvimento da racionalidade em detrimento do corpo. Por fim, a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o industrial desencadeou um processo de redu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do esfor&amp;ccedil;o f&amp;iacute;sico no trabalho. O resultado disso tudo &amp;eacute; que, hoje, se comparados aos nossos ancestrais recentes ou a outras culturas (como a indiana ou a oriental) apresentamos um compreendimento do corpo pobremente desenvolvido.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt; font-family: &amp;amp;quot;Calibri&amp;amp;quot;,&amp;amp;quot;sans-serif&amp;amp;quot;; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;A cultura ocidental supervaloriza a l&amp;oacute;gica e a racionalidade ao passo que desvaloriza a viv&amp;ecirc;ncia e as sensa&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Nosso aprendizado &amp;eacute; exclusivamente voltado para os sentidos visuais e auditivos. H&amp;aacute; s&amp;eacute;culos aprisionamos nossas crian&amp;ccedil;as atr&amp;aacute;s de uma cadeira na escola e as bombardeamos com as explica&amp;ccedil;&amp;otilde;es escritas, desenhadas e faladas do professor. Desta forma n&amp;atilde;o se utiliza as viv&amp;ecirc;ncias corporais como ferramenta para o aprendizado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt; font-family: &amp;amp;quot;Calibri&amp;amp;quot;,&amp;amp;quot;sans-serif&amp;amp;quot;; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;O fato &amp;eacute; que todos n&amp;oacute;s possu&amp;iacute;mos diferentes tipos de intelig&amp;ecirc;ncia, em maior ou menor grau. Grandes m&amp;uacute;sicos s&amp;atilde;o dotados de maior n&amp;iacute;vel de intelig&amp;ecirc;ncia musical, enquanto grandes escritores possuem maior intelig&amp;ecirc;ncia lingu&amp;iacute;stica. Contudo, em nossa sociedade, o desenvolvimento da intelig&amp;ecirc;ncia corporal restringe-se basicamente &amp;agrave;s artes do espet&amp;aacute;culo, aos esportes ou &amp;agrave; reabilita&amp;ccedil;&amp;atilde;o. A intelig&amp;ecirc;ncia corporal deveria fazer parte de nosso cotidiano, mas n&amp;atilde;o &amp;eacute; incorporada ao desenvolvimento do cidad&amp;atilde;o. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt; font-family: &amp;amp;quot;Calibri&amp;amp;quot;,&amp;amp;quot;sans-serif&amp;amp;quot;; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNoSpacing" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14.0pt; font-family: &amp;amp;quot;Calibri&amp;amp;quot;,&amp;amp;quot;sans-serif&amp;amp;quot;; mso-ascii-theme-font: minor-latin; mso-hansi-theme-font: minor-latin; mso-bidi-theme-font: minor-latin;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;O corpo humano &amp;eacute; desenhado para estar em movimento. Sofrer&amp;iacute;amos menos de desconfortos f&amp;iacute;sicos se o utiliz&amp;aacute;ssemos da forma para o qual a natureza o moldou. Uma sociedade intelectualizada corporalmente seria uma sociedade com um maior per&amp;iacute;odo de autonomia, j&amp;aacute; que a alta expectativa de vida nos conduz para idades cada vez mais avan&amp;ccedil;adas. Ter&amp;iacute;amos tamb&amp;eacute;m uma menor propens&amp;atilde;o &amp;agrave;s dores e disfun&amp;ccedil;&amp;otilde;es musculoesquel&amp;eacute;ticas, mas principalmente, ter&amp;iacute;amos indiv&amp;iacute;duos mais conscientes da amplid&amp;atilde;o da vida por meio da viv&amp;ecirc;ncia do pr&amp;oacute;prio corpo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Calibri, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>/blog/9302</link><pubDate>Tue, 07 Jun 2011 03:46:29 +0000</pubDate><category>blog</category><guid>/blog/9302</guid></item><item><title>Era humana e dores no corpo</title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;A for&amp;ccedil;a da natureza atualmente &amp;eacute; a humanidade. Nossas cidades, planta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, ind&amp;uacute;strias e represas mudaram a paisagem da Terra. Antropoceno ou &amp;ldquo;era humana&amp;rdquo; &amp;eacute; como o pr&amp;ecirc;mio Nobel Paul Crutzen define este per&amp;iacute;odo que vivemos. Segundo Paul as grandes mudan&amp;ccedil;as no planeta no &amp;uacute;ltimo s&amp;eacute;culo foram provocadas exclusivamente pelos humanos. Desde o fim da era do gelo que o planeta n&amp;atilde;o passava por mudan&amp;ccedil;as t&amp;atilde;o significativas. Animais e plantas est&amp;atilde;o sofrendo a maior extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o dos &amp;uacute;ltimos 67 milh&amp;otilde;es de anos, desde que um meteoro varreu os dinossauros da face da Terra.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Isto tudo acontece pelo fato de que h&amp;aacute; dois milh&amp;otilde;es de anos os humanos burlaram a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao utilizar a cultura e a tecnologia para sobreviver. Eis um exemplo, ao inv&amp;eacute;s de desenvolver biologicamente, por meio da evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, dentes e garras afiadas para ca&amp;ccedil;ar o homem inventou a pedra lascada (uma ferramenta que simulava a garra) e, assim, pode ca&amp;ccedil;ar, se alimentar de carne e, consequentemente, ter mais chances de sobreviver. N&amp;atilde;o possu&amp;iacute;mos grande for&amp;ccedil;a f&amp;iacute;sica, nossa for&amp;ccedil;a f&amp;iacute;sica &amp;eacute; a cultura, sem ela n&amp;atilde;o existiria humanidade ou progresso humano, desde antes da revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o agr&amp;iacute;cola at&amp;eacute; a revolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Nosso progresso cultural foi t&amp;atilde;o grande que nosso corpo n&amp;atilde;o conseguiu acompanhar. H&amp;aacute; uma discrep&amp;acirc;ncia muito grande entre aquilo para o que a natureza preparou nosso corpo para fazer e o que nosso corpo faz. Para entender este &amp;ldquo;desentendimento&amp;rdquo; &amp;eacute; preciso analisar toda nossa evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, considerando a esp&amp;eacute;cie humana resultado de um imenso processo evolutivo de 3,5 bilh&amp;otilde;es de anos, no qual as esp&amp;eacute;cies sobreviviam por possuir caracter&amp;iacute;sticas favor&amp;aacute;veis &amp;agrave; sobreviv&amp;ecirc;ncia. Em nosso caso, andar sobre dois membros no ambiente &amp;aacute;rido no qual evolu&amp;iacute;mos foi uma grande vantagem, pois permitiu uma locomo&amp;ccedil;&amp;atilde;o eficiente, al&amp;eacute;m da visualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o de predadores e ca&amp;ccedil;as.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Somos hoje sete bilh&amp;otilde;es de humanos, pouco mais da metade vivendo em ambientes urbanos. Segundo a Associa&amp;ccedil;&amp;atilde;o Internacional para o Estudo da Dor todos os adultos sofreram, sofrem ou sofrer&amp;atilde;o dor musculoesquel&amp;eacute;tica. Como fisioterapeuta entendo que a urbaniza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; a grande causa desse sofrimento. Nosso corpo evoluiu num ambiente absolutamente natural, contudo a cultura e a tecnologia supriram a necessidade do corpo evoluir, o que fez a sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o natural atuar com menos for&amp;ccedil;a na biomec&amp;acirc;nica do corpo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Ano passado, o bioantrop&amp;oacute;logo Daniel Lieberman publicou na principal revista cient&amp;iacute;fica do mundo um estudo que balan&amp;ccedil;ou os alicerces da pr&amp;aacute;tica de atividade f&amp;iacute;sica. Ele comprovou que indiv&amp;iacute;duos que treinavam corrida descal&amp;ccedil;os absorviam melhor o impacto do que aqueles que treinavam de t&amp;ecirc;nis. T&amp;ecirc;nis que supostamente deveriam ajudar a amortecer os impactos. Em outras palavras, o t&amp;ecirc;nis, um objeto tecnol&amp;oacute;gico desenvolvido para melhorar a sa&amp;uacute;de de quem o utilizar, provavelmente, foi um dos grandes respons&amp;aacute;veis por muitas das les&amp;otilde;es sofridas por esportistas amadores nos &amp;uacute;ltimos 40 anos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;O fato &amp;eacute; que nossa biomec&amp;acirc;nica n&amp;atilde;o foi preparada para cadeiras, cal&amp;ccedil;ados ou carros. A natureza n&amp;atilde;o preparou nosso corpo para tal. Para compreender verdadeiramente os problemas do humano moderno, precisamos entender em quais circunst&amp;acirc;ncias nosso corpo se desenvolveu e em quais o for&amp;ccedil;amos a viver. Os fatores culturais interferem de modo cruel em nossa sa&amp;uacute;de, por&amp;eacute;m s&amp;atilde;o negligenciados pelo modelo de sa&amp;uacute;de vigente. Dores e desconfortos devem ser observados de um ponto de vista mais abrangente, associando as ci&amp;ecirc;ncias biol&amp;oacute;gicas &amp;agrave;s humanas. O ser humano &amp;eacute; biol&amp;oacute;gico, mas, ao mesmo tempo, cultural.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>/blog/9264</link><pubDate>Tue, 24 May 2011 00:53:51 +0000</pubDate><category>blog</category><guid>/blog/9264</guid></item><item><title>Um caso de falta de ar sob o prisma da Microfisioterapia e da Leitura biol&#xF3;gica</title><description>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;Era domingo a noite de um fim de semana tenso. Depois de discutir com seu marido, C&amp;aacute;ssia sente falta de ar. No decorrer da semana o sintoma a preocupa, fazendo-a ir ao hospital a fim de tentar descobrir o porqu&amp;ecirc;. Depois de realizar exames, conversar com m&amp;eacute;dicos, fazer inala&amp;ccedil;&amp;otilde;es, C&amp;aacute;ssia n&amp;atilde;o obteve resposta para o seu problema e os m&amp;eacute;dicos lhe disseram que sua falta de ar era psicol&amp;oacute;gica. Eles acertaram. No presente artigo tentarei elucidar o caminho desde o agressor at&amp;eacute; o sintoma de uma paciente real (apenas seu nome &amp;eacute; fict&amp;iacute;cio).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;Antes de tudo precisamos entender o que afligia C&amp;aacute;ssia antes do problema. Na &amp;eacute;poca ela e o marido encontravam-se em uma situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira dif&amp;iacute;cil. Desempregada h&amp;aacute; dois anos, seu marido sustentava a casa, mas, atualmente, passava por uma fase ruim no trabalho. C&amp;aacute;ssia sentia medo e n&amp;atilde;o via perspectivas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;Este sentimento de apreens&amp;atilde;o que C&amp;aacute;ssia sentia ativou inconscientemente em seu organismo um programa de rea&amp;ccedil;&amp;atilde;o do organismo. A discuss&amp;atilde;o que ela e o marido tiveram, mesmo que tola, foi o estopim que ativou este programa primitivo, um &lt;em&gt;modus operandi&lt;/em&gt; presente em todos os seres vivos ao se depararem com um conflito arcaico biol&amp;oacute;gico. No caso de C&amp;aacute;ssia o conflito por qual ela passa &amp;eacute; o de falta e de medo da morte. Mas C&amp;aacute;ssia e o marido n&amp;atilde;o estavam efetivamente passando fome, n&amp;atilde;o existia falta de alimento, apenas falta de dinheiro. Mas para o organismo, um conflito &amp;eacute; um conflito mesmo que n&amp;atilde;o esteja acontecendo concretamente, seja criado pela mente, como neste caso &amp;ndash; um conflito de falta abstrato.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;Esta defini&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conflitos biol&amp;oacute;gicos &amp;eacute; um dos fundamentos da Nova Medicina Alem&amp;atilde;. Os programas ativados durante os conflitos foram desenvolvidos durante a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o das esp&amp;eacute;cies que nos antecederam. De tanto reagir a conflitos espec&amp;iacute;ficos (fome, falta, reprodu&amp;ccedil;&amp;atilde;o, territ&amp;oacute;rio, etc) os organismos foram se adaptando e se especializando para se mobilizarem e reagirem mais eficazmente e, assim, serem mais sucedidos na sobreviv&amp;ecirc;ncia. Desta forma, perante conflitos concretos e reais, tais programas foram sendo moldados pela evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;N&amp;oacute;s, humanos, no entanto, pagamos um pre&amp;ccedil;o por dominarmos a capacidade de abstra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, pois junto com todos seus benef&amp;iacute;cios (raz&amp;atilde;o, antecipa&amp;ccedil;&amp;atilde;o, resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de problemas) a mente humana tem um &amp;ldquo;bug biol&amp;oacute;gico&amp;rdquo;; pois ao inv&amp;eacute;s de ativar os programas de resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o de conflitos apenas perante os conflitos concretos (como a real escassez de alimentos) o organismo, por causa da mente, reconhece conflitos abstratos como reais, pois, para ele, n&amp;atilde;o h&amp;aacute; diferen&amp;ccedil;a entre o concreto e o abstrato.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;Voltando &amp;agrave; C&amp;aacute;ssia. Na noite da discuss&amp;atilde;o, ela mal dormiu, e assim passou a ser no decorrer da semana. Isto aconteceu porque seu organismo j&amp;aacute; havia entrado em estado de &amp;ldquo;prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, ou seja, todas as suas energias estavam sendo mobilizadas para a resolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o do conflito. Primeiramente veio a ins&amp;ocirc;nia, uma tentativa do organismo de mobilizar seus esfor&amp;ccedil;os para resolver intelectualmente o problema &amp;ndash; quem nunca passou por isto? Altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es do sono, falta de apetite, extremidades frias, estresse e irritabilidade s&amp;atilde;o todos sintomas de que se est&amp;aacute; passando pela fase ativa de um conflito, na qual o organismo opera em &lt;em&gt;modo de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/em&gt;, ou seja, o sistema nervoso aut&amp;ocirc;nomo mobiliza todos os &amp;oacute;rg&amp;atilde;os para a a&amp;ccedil;&amp;atilde;o.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;De acordo com os princ&amp;iacute;pios que regem a teoria dos conflitos biol&amp;oacute;gicos, existem tamb&amp;eacute;m altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es em &amp;oacute;rg&amp;atilde;os espec&amp;iacute;ficos de acordo com cada tipo de conflito, a fim de mobilizar o &amp;oacute;rg&amp;atilde;o para que se tenha uma melhor chance de sobreviv&amp;ecirc;ncia perante o conflito espec&amp;iacute;fico. Eis alguns exemplos:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoListParagraphCxSpFirst" style="margin-left: 54.9pt; text-align: justify; text-indent: -19.5pt;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;(1)&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;um homem que vivencia um conflito de &amp;ldquo;perda de territ&amp;oacute;rio&amp;rdquo; quando inesperadamente perde seu lar ou local de trabalho, pode ter altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es no trato urin&amp;aacute;rio, pois o organismo mobilizou &amp;ldquo;sua aten&amp;ccedil;&amp;atilde;o e energia&amp;rdquo; a fim de que o macho marque seu territ&amp;oacute;rio atrav&amp;eacute;s da urina;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoListParagraphCxSpLast" style="margin-left: 54.9pt; text-align: justify; text-indent: -19.5pt;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;(2)&lt;span style="font-style: normal; font-variant: normal; font-weight: normal; line-height: normal; font-size-adjust: none; font-stretch: normal;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;uma mulher passando por um conflito &amp;ldquo;m&amp;atilde;e-filho&amp;rdquo;, ou seja, um conflito primitivo de preocupa&amp;ccedil;&amp;atilde;o com o bem-estar da prole, pode ter altera&amp;ccedil;&amp;otilde;es nas gl&amp;acirc;ndulas mam&amp;aacute;rias, a fim de disponibilizar mais leite e garantir o bem estar de seu descendente.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;C&amp;aacute;ssia, por sua vez, passava por um conflito arcaico de falta, um medo de morrer pela falta. Em termos biol&amp;oacute;gicos, o p&amp;acirc;nico da morte &amp;eacute; equiparado ao ser que &amp;eacute; incapaz de respirar. Assim o organismo mobiliza o pulm&amp;atilde;o, que passa a funcionar de um modo alterado. No caso de C&amp;aacute;ssia, aumentou-se a inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o (entrada de ar) a fim de n&amp;atilde;o faltar o oxig&amp;ecirc;nio, contudo este aumento exacerbado fez com que a expira&amp;ccedil;&amp;atilde;o n&amp;atilde;o acontecesse de forma adequada: sem se esvaziar o pulm&amp;atilde;o adequadamente n&amp;atilde;o se pode ench&amp;ecirc;-lo adequadamente. Assim, a sensa&amp;ccedil;&amp;atilde;o de falta de ar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;Em um caso extremo, o medo da morte e da falta poderia provocar um aumento das c&amp;eacute;lulas pulmonares, a fim de ter mais c&amp;eacute;lulas para realizar a troca de oxig&amp;ecirc;nio com o ambiente, criando, por exemplo, um tumor.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;C&amp;aacute;ssia, ent&amp;atilde;o, chegou ao consult&amp;oacute;rio. Queixando-se de falta de ar. Durante a sess&amp;atilde;o de Microfisioterapia, encontrou-se o registro de uma agress&amp;atilde;o no corpo de C&amp;aacute;ssia, um trauma que havia sido reativado recentemente. Pesquisando os tecidos nos quais o trauma estava registrado, descobriu-se que, h&amp;aacute; 20 anos, C&amp;aacute;ssia, ent&amp;atilde;o aos&lt;span style="line-height: 115%;"&gt; 17 anos de idade, pensou que fosse perder o pai devido a um ataque card&amp;iacute;aco. Seu pai n&amp;atilde;o morreu, por&amp;eacute;m, al&amp;eacute;m de ter medo de perder o ente amado e admirado, C&amp;aacute;ssia teve muito medo de perder suas condi&amp;ccedil;&amp;otilde;es de subsist&amp;ecirc;ncia, pois seu pai era o arrimo de fam&amp;iacute;lia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Com este caso, podemos observar que, al&amp;eacute;m dos mecanismos primitivos e arcaicos de resposta, nosso corpo reage de acordo com a nossa experi&amp;ecirc;ncia. Para C&amp;aacute;ssia, a situa&amp;ccedil;&amp;atilde;o financeira ruim atual, fez com que seu corpo &amp;ldquo;se lembrasse&amp;rdquo; de como reagiu perante a poss&amp;iacute;vel perda do arrimo de fam&amp;iacute;lia, 20 anos atr&amp;aacute;s. &amp;Eacute; por isso que C&amp;aacute;ssia sofria. Seu organismo estava marcado pelas agress&amp;otilde;es sofridas no decorrer da vida. &amp;Eacute; verdade que quando estamos bem de corpo e mente, os problemas parecem tomar dimens&amp;otilde;es menores e n&amp;oacute;s conseguimos super&amp;aacute;-los mais facilmente. Contudo o inverso tamb&amp;eacute;m &amp;eacute; verdadeiro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="color: #888888;"&gt;&lt;span style="line-height: 115%;"&gt;Ap&amp;oacute;s limpar tais registros corporais das agress&amp;otilde;es, C&amp;aacute;ssia, parou de ter falta de ar, voltou a dormir e sentiu-se melhor, pois seu organismo n&amp;atilde;o estava mais em estado de prote&amp;ccedil;&amp;atilde;o, seu conflito, ao menos fisiologicamente, fora resolucionado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description><link>/blog/6648</link><pubDate>Tue, 23 Feb 2010 15:25:37 +0000</pubDate><category>blog</category><guid>/blog/6648</guid></item><item><title>Cura corporal e emocional e as causas do sofrimento (parte II de IV)</title><description>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&#xD;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&#xD;
&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="color: #515151;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Parte II&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;span style="color: #515151;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;A instabilidade impera. A vida &amp;eacute; uma s&amp;eacute;rie infind&amp;aacute;vel de manifesta&amp;ccedil;&amp;otilde;es, um fluxo constante de cria&amp;ccedil;&amp;otilde;es, transforma&amp;ccedil;&amp;otilde;es e extin&amp;ccedil;&amp;otilde;es.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;span style="color: #515151;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Tudo vive em cont&amp;iacute;nuo interc&amp;acirc;mbio com o Todo, nosso corpo est&amp;aacute; em constante contato com o meio atrav&amp;eacute;s da respira&amp;ccedil;&amp;atilde;o, da alimenta&amp;ccedil;&amp;atilde;o, das id&amp;eacute;ias e, at&amp;eacute; mesmo, dos pensamentos. O mundo f&amp;iacute;sico se apresenta aos nossos sentidos como a impress&amp;atilde;o do Universo a partir de diferentes individualiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es que coexistem no espa&amp;ccedil;o e no tempo &amp;ndash; nada pertence a ningu&amp;eacute;m, nem os pensamentos s&amp;atilde;o nossos, pois estamos submetidos &amp;agrave;s influ&amp;ecirc;ncias do meio social, da cultura e do passado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Buda ensinava que as coisas (nome e forma) n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o realidades isoladas e est&amp;aacute;ticas. A individualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o nos d&amp;aacute; a impress&amp;atilde;o de que uma cadeira, por exemplo, &amp;eacute; real, embora a mat&amp;eacute;ria que a comp&amp;otilde;em foi outrora uma &amp;aacute;rvore, que foi uma mol&amp;eacute;cula de &amp;aacute;gua de chuva, que fez parte de um rio e assim por diante. Apesar de imprescind&amp;iacute;vel &amp;agrave; atividade humana, a individualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o &amp;eacute; uma ilus&amp;atilde;o criada pela mente humana.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Ora se tudo &amp;eacute; impermanente, qualquer tend&amp;ecirc;ncia a considerar as coisas do mundo objetivo como reais &amp;eacute; ilus&amp;atilde;o &amp;ndash; n&amp;atilde;o no sentido de negar o mundo objetivo, mas por n&amp;atilde;o encar&amp;aacute;-lo como uma realidade mut&amp;aacute;vel. Todos os organismos s&amp;atilde;o ilhas de ordem (concentradores de intelig&amp;ecirc;ncia) em um imenso oceano de caos, e isto nos d&amp;aacute; a id&amp;eacute;ia de singularidade.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Contudo, se a imperman&amp;ecirc;ncia &amp;eacute; o panorama geral no Universo, n&amp;atilde;o se pode abrir exce&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao ser, indiv&amp;iacute;duo ou eu. O ego n&amp;atilde;o pode ser real, pois &amp;eacute; uma realidade relativa constru&amp;iacute;da sobre outras, por exemplo: um la&amp;ccedil;o &amp;eacute; uma realidade relativa do cord&amp;atilde;o, que, por sua vez, &amp;eacute; uma realidade relativa do material que forma o cord&amp;atilde;o e assim por diante, at&amp;eacute; que se encontra a realidade absoluta ou o ponto no qual mat&amp;eacute;ria e energia confundem-se entre si.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&#xD;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #515151;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.bryanchristiedesign.com/uploadfiles/4420187_portfolio_brain.jpg" border="0" width="600" height="633" name="imgSt1265920833418" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;span style="color: #515151;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;br /&gt;A mente humana utiliza-se dos processos de individualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e discrimina&amp;ccedil;&amp;atilde;o ao lidar com o mundo exterior e isto &amp;eacute; natural e necess&amp;aacute;rio para que possamos ser humanos: racionalizar, nos relacionar, ensinar, aprender, etc. O problema aparece quando passamos a acreditar que tais realidades relativas s&amp;atilde;o absolutas e o resultado deste problema s&amp;oacute; pode ser a frustra&amp;ccedil;&amp;atilde;o, o sofrimento, a dor e o medo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;A cura inicia-se nos meandros mais profundos do sistema mente-corpo, para atingi-la e aprender a provoc&amp;aacute;-la &amp;eacute; necess&amp;aacute;rio atravessar todos os n&amp;iacute;veis mais densos do corpo: &amp;oacute;rg&amp;atilde;os, tecidos, c&amp;eacute;lulas, ou seja, todas as realidades relativas do corpo &amp;ndash; s&amp;oacute; assim pode-se encontrar a cura no ponto de uni&amp;atilde;o entre a mente e o corpo, entre a energia e a part&amp;iacute;cula. S&amp;oacute; neste ponto a consci&amp;ecirc;ncia come&amp;ccedil;a a causar efeito na mat&amp;eacute;ria.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Para isso, devemos nos desprender da no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de individualidade, do ego, como tamb&amp;eacute;m da no&amp;ccedil;&amp;atilde;o de perman&amp;ecirc;ncia do corpo. Temos que aceitar a efemeridade da mat&amp;eacute;ria e saber que a vida nada mais &amp;eacute; que um fator organizador, inteligente, da mat&amp;eacute;ria. Buda perguntou certa vez ao seu disc&amp;iacute;pulo: &amp;ldquo;quanto tempo dura a vida?&amp;rdquo; e ele respondeu: &amp;ldquo;o tempo de uma respira&amp;ccedil;&amp;atilde;o&amp;rdquo;, em outras palavras, o ser dura o tempo exato da combina&amp;ccedil;&amp;atilde;o entre elementos do plano f&amp;iacute;sico e mental, como na respira&amp;ccedil;&amp;atilde;o, que &amp;eacute; o ato de troca entre a intelig&amp;ecirc;ncia do corpo (ato vital da respira&amp;ccedil;&amp;atilde;o biol&amp;oacute;gica) e o mundo objetivo (oxig&amp;ecirc;nio).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;A cura ocorre na aus&amp;ecirc;ncia das no&amp;ccedil;&amp;otilde;es de individualiza&amp;ccedil;&amp;atilde;o e de perman&amp;ecirc;ncia, o n&amp;atilde;o-medo da morte, pois se a vida &amp;eacute; uma ilus&amp;atilde;o da mente, a morte &amp;eacute; tamb&amp;eacute;m uma realidade relativa. S&amp;oacute; quando se aceita a vida como algo do qual se faz parte e n&amp;atilde;o como algo que se possui (e, portanto, pass&amp;iacute;vel de perda) &amp;eacute; que podemos nos desapegar da doen&amp;ccedil;a, da morte e, desta forma, pararmos de cri&amp;aacute;-las.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&#xD;
&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="color: #515151;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://www.bryanchristiedesign.com/uploadfiles/266final_stress_woman.jpg" border="0" width="550" height="558" name="imgSt1265920888696" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;span style="color: #515151;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;Para a lei de causa e efeito, o presente resume o passado e cont&amp;eacute;m, potencialmente, o futuro. Assim &amp;eacute; o nosso corpo, nossa fisiologia. Tudo o que fizemos, pensamos, tivemos no passado gera um efeito, um fruto futuro dos eventos. O corpo cobra sua conta em longo prazo, ele nos d&amp;aacute; cr&amp;eacute;dito, mas geralmente n&amp;atilde;o correspondemos &amp;agrave; confian&amp;ccedil;a depositada em n&amp;oacute;s e estouramos o limite. Ficamos no negativo e o sofrimento aparece.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&#xD;
&lt;span style="color: #515151;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou parar o texto por aqui, apesar de ter muito mais sobre os processos de cura para relacionar com a segunda nobre verdade. Por enquanto pensem no que deixei escrito, pode ser um ponto de transforma&amp;ccedil;&amp;atilde;o para os seus sofrimentos, as suas doen&amp;ccedil;as.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixarei o restante para um segundo texto, Parte II-B.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpem-me pela demora para postar, vou tentar manter o ritmo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description><link>/blog/6502</link><pubDate>Thu, 11 Feb 2010 20:34:51 +0000</pubDate><category>blog</category><guid>/blog/6502</guid></item><item><title>As quatro nobres verdades e a cura: a exist&#xEA;ncia do sofrimento (parte I de IV)</title><description>&lt;span style="color: #515151;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif;"&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;Sidarta Gautama foi um pr&amp;iacute;ncipe do norte da &amp;Iacute;ndia nascido h&amp;aacute; mais de 2500 anos, que aos 29 anos de idade despertou em si uma profunda reflex&amp;atilde;o sobre a realidade da vida e o sofrimento humano e, assim, n&amp;atilde;o se conformando com tais verdades, resolveu procurar a porta de sa&amp;iacute;da deste sofrimento universal. Buda, como Sidarta ficou conhecido, ressaltava sempre sua natureza humana, n&amp;atilde;o se atribuindo nenhuma inspira&amp;ccedil;&amp;atilde;o divina ou poder sobrenatural, desta forma, atribu&amp;iacute;a sua ilumina&amp;ccedil;&amp;atilde;o, isto &amp;eacute;, a percep&amp;ccedil;&amp;atilde;o direta e total da verdade, ao esfor&amp;ccedil;o pr&amp;oacute;prio, paci&amp;ecirc;ncia e intelig&amp;ecirc;ncia, caracter&amp;iacute;sticas estritamente humanas. Era considerado um mestre, um pensador, um s&amp;aacute;bio e um estudioso da mente humana, transmitindo ensinamentos de car&amp;aacute;ter psicol&amp;oacute;gico, filos&amp;oacute;fico e moral.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doutrina de Buda n&amp;atilde;o determina cren&amp;ccedil;a ou credo, mas um &amp;ldquo;venha e veja&amp;rdquo;; &amp;eacute; uma Filosofia n&amp;atilde;o ultrapassada pela Ci&amp;ecirc;ncia moderna. Buda ensinou &amp;ldquo;o caminho para achar por si mesmo as respostas&amp;rdquo; aos v&amp;aacute;rios problemas humanos e se libertar do sofrimento. Fazem parte de seus ensinamentos as quatro nobres verdades, que elucidam a verdade sobre a exist&amp;ecirc;ncia, a causa, a cessa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e a extin&amp;ccedil;&amp;atilde;o do sofrimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: helvetica;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;Parte I&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;A primeira nobre verdade &amp;eacute; a da exist&amp;ecirc;ncia do sofrimento, admitindo-se que o termo&amp;nbsp;&lt;em&gt;dukkha&lt;/em&gt;, traduzido como sofrimento, representa no&amp;ccedil;&amp;otilde;es mais profundas, que se entrela&amp;ccedil;am, entre elas as no&amp;ccedil;&amp;otilde;es de imperman&amp;ecirc;ncia, insatisfa&amp;ccedil;&amp;atilde;o e impessoalidade. A primeira vista, parece f&amp;aacute;cil admitir a exist&amp;ecirc;ncia do sofrimento e sua veracidade, todos n&amp;oacute;s n&amp;atilde;o nos dizemos sofrer? Por&amp;eacute;m admitimos n&amp;atilde;o possuir nada, que tudo &amp;eacute; impermanente, ef&amp;ecirc;mero, transit&amp;oacute;rio, mut&amp;aacute;vel e perec&amp;iacute;vel?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;O sofrimento vem da desarmonia entre as realidades interna e externa, em outras palavras, uma discrep&amp;acirc;ncia entre a expectativa e a realidade absoluta. Vamos imaginar um exemplo bem simples e cotidiano: tanto eu, para escrever este texto, quanto voc&amp;ecirc;s, para l&amp;ecirc;-lo, sentamos de alguma forma em frente ao computador. Pois bem, vejamos nas fotos a seguir a discrep&amp;acirc;ncia entre o ambiente para qual nosso corpo foi projetado pela evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o (figura 1) e o ambiente ao qual n&amp;oacute;s impomos a ele (figura 2).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;img src="/dynamic/stories/6e140cbd4899cd2af77ec3d454a07b18555d95e7.jpg" border="0" width="607" height="463" name="imgSt1264382225336" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Figura 1 &amp;ndash; Vida do homem na era neol&amp;iacute;tica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: Times New Roman;"&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;img src="/dynamic/stories/0e4b6e99b88426552ab3114b9a7f64771e9534b0.jpg" border="0" width="500" height="375" name="imgSt1264382331512" /&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;br /&gt;Figura 2 &amp;ndash; O homem na era da informa&amp;ccedil;&amp;atilde;o&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;br /&gt;O comportamento do homem evoluiu intensamente nos &amp;uacute;ltimos 35 mil anos, enquanto sua anatomia e sua fisiologia estagnaram. Neste caso a cultura inibiu a evolu&amp;ccedil;&amp;atilde;o biol&amp;oacute;gica, o problema &amp;eacute; que a cultura gerou um ambiente discrepante (realidade externa), como por exemplo, o escrit&amp;oacute;rio, com a biologia (realidade interna) do homem. Assim, a disparidade leva ao sofrimento, neste caso o f&amp;iacute;sico, dores nas costas, m&amp;aacute; postura, falta de aptid&amp;atilde;o corporal, etc.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;A verdade &amp;eacute; que as coisas n&amp;atilde;o s&amp;atilde;o como achamos que deveriam ser, como tamb&amp;eacute;m n&amp;atilde;o duram para sempre do jeito que est&amp;atilde;o. O Universo tem suas pr&amp;oacute;prias regras, que n&amp;atilde;o seguem as nossas idealiza&amp;ccedil;&amp;otilde;es. Dificilmente atinge-se um equil&amp;iacute;brio satisfat&amp;oacute;rio entre as realidades, sem se considerar a transitoriedade de tudo. O corpo e a mente transformam-se continuamente, mesmo considerando o corpo o elemento mais est&amp;aacute;vel do indiv&amp;iacute;duo percebemos que a instabilidade impera: o centro de gravidade do corpo oscila em um movimento ca&amp;oacute;tico e aleat&amp;oacute;rio, todo ano 98% dos &amp;aacute;tomos que comp&amp;otilde;em nosso corpo s&amp;atilde;o substitu&amp;iacute;dos, o corpo regula a todo o momento par&amp;acirc;metros inconstantes como pH, glicose sangu&amp;iacute;nea, press&amp;atilde;o arterial, etc.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;No mundo moderno os ensinamentos de Buda tornam-se extremamente aplic&amp;aacute;veis ao nosso cotidiano. Buda surge numa &amp;eacute;poca pr&amp;eacute;-moderna, na qual o homem se coloca a parte da Natureza e de suas leis, manipulando mecanicamente o ambiente, construindo civiliza&amp;ccedil;&amp;otilde;es e, assim, &amp;ldquo;tirando a sele&amp;ccedil;&amp;atilde;o natural da jogada&amp;rdquo;. Atualmente colhemos os males destas escolhas (ou n&amp;atilde;o), Buda ensina &amp;agrave; humanidade que se n&amp;atilde;o aceitarmos o Universo do jeito que ele &amp;eacute;, haver&amp;aacute; sofrimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;Continua...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;&lt;br /&gt;As quatro nobres verdades e a cura: as causas do sofrimento (parte II de IV).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&#xD;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;</description><link>/blog/6277</link><pubDate>Sun, 24 Jan 2010 11:45:00 +0000</pubDate><category>blog</category><guid>/blog/6277</guid></item></channel></rss>

