Não sei como você funciona, mas eu tenho uma necessidade vital viver em desconstrução e construção.
Já tem tempos que dou as caras por aqui, mas foi por que não havia nada que eu achasse interessante compartilhar com a galera do YuBliss, fase de muitos questionamentos, sabe como é? Ela não acabou, aliás, não acaba nunca! Tem épocas que está mais intensa e preciso construir um casulo, muito embora me pareça que nunca esteja muito longe dele.
Eu não sei vocês, mas tenho a nítida impressão de viver vidas dentro da mesma vida, já construí e desconstruí várias Monik’s. E não consigo ser diferente dessa “metamorfose ambulante”, segundo Raul.
Não tenho mais o ímpeto de participar de fóruns, sinto muito mais prazer em observá-los aprendendo sobre as pessoas, do que me colocar dentro deles. Acho a construção de idéias de cada ser interessantíssima e penso que é um grande desperdício as tais idéias fixas e os mesmos conceitos construídos e alimentados através de anos. Acho perfeita a premissa de “verdades mutantes” que se expandem, sempre e continuamente.
É um prazer estar aqui.
Abraço!
Hoje, ao final do curso de Reflexologia uma aluna virou para mim e perguntou:
- Monik, você se apega ás pessoas?
Eu pensei “Uau!” E respondi com sinceridade:
- Não, só se eu tiver um convívio contínuo.
- É você não parece se apegar, por que eu acho que você não se envolve.
- Você acha que sou um Robô? – Respondi rindo – é claro que me envolvo, estou quase todos os dias envolvida com os problemas de clientes e cuidando deles, só não entro na mesma onda deles.

Eu fiquei pensando sobre isso o resto do tempo. Conceitos, percepções e perfis.
Por que as pessoas acham que para que você esteja envolvido, precisa chorar junto, sofrer junto ou gritar junto?
Eu estive o tempo todo envolvida no curso, observando os aspectos de cada um, lendo as emoções que eram contidas, as expressões reveladas, mas, não faz parte da minha característica pessoal aninhar, acarinhar ou chorar junto, embora muitas vezes, eu também chore junto. Semana passada mesmo, uma cliente entrou numa liberação e chorei junto com ela, mas não me envolvi. Sai tão limpa quanto entrei.
É por isso, penso eu, que passo uma idéia de frieza? Não, creio que seja mais uma necessidade que as pessoas criaram, onde para demonstrar sentimento precisamos ser desse ou daquele jeito, abrir mão de quem somos e do que gostamos, nos doar exaustivamente, nos preocupar profundamente ou quem sabe nos descabelar desesperadamente. Nenhum desses verbos estão na minha conjugação de importância à uma pessoa ou acontecimento.
Mas... algo me incomodou e não foi necessariamente a questão do “envolvimento”, mas sim a do “apego”. É fato, não tenho facilidade de me apegar as pessoas, da mesma forma que não sou uma pessoa ‘cativante’, me acho muito mais ácida do que qualquer coisa, com um nível de paciência variável e respostas rápidas, diretas e sem delongas, que muitas vezes não criam “aberturas”. Tem que ir muito com a minha cara, para querer desenvolver mais do que um “oi, olá” superficial, e eu sei disso. E o quanto eu gosto disso? Pouco. E o quanto estou disposta a mudar isso? Pouco também.
Existe uma ponte que me separa do mundo e ainda não aprendi a abrir mão dela. E entendi bem esse toque na pergunta da aluna. Adoro críticas construtivas.
Então, a gente fica assim: eu não te ligo e você não me telefona, ok? Beijo, tchau!
Clima de final de ano, são agradecimentos, pessoas mais relaxadas, com esperança no coração, pré-disposição às mudanças, fazendo votos, digerindo reflexões... É maravilhosa essa energia que criamos, não?
Mas, sabe o que é interessante? A cada 24 horas, um novo dia se inicia e pouco depois, este mesmo dia termina. Como seria, caso tivéssemos esse mesmo espírito de renovação no início e o desejo de profunda esperança ao fim de cada dia, tal como o fim de cada ano?

Talvez... ganhássemos mais intensidade em nosso dia;
Talvez... estivéssemos mais atentos a cada pessoa, a cada fato, a cada ato;
Talvez... vivêssemos com mais entrega sabendo que o fim se aproxima;
Talvez... nosso dia fosse recheado do essencial;
Talvez... por saber cada dia como único, os vivêssemos em ritmo de celebração;
Talvez e somente talvez, devido a noção de finitude de cada dia, pudéssemos atravessá-lo de forma mais autêntica e verdadeira pelo simples fato de não mais focarmos o valor da existência na contagem dos anos, mas sim, na qualidade da nossa presença em cada momento.
É sabido que tudo no universo é correlacionado: o mar é feito de milhões de gotas, o deserto de trilhões de grãos de areia, o planeta de bilhões de seres humanos e posso continuar essa inter-relação infinitamente.
Isso é tão óbvio! Tão óbvio que se perde na visão panorâmica do quadro humano. Nossos anos são preenchidos de milionésimos de segundos e todos eles são respirados, mas com quê qualidade?
Cada dia é uma nova oportunidade, um re-ínicio de fato e verdadeiro. Deitamos e renascemos para um novo amanhecer. Imagine se esquecêssemos de quem fomos no dia anterior ou que fizemos? Todos os dias teríamos a alma limpa e os olhos de uma criança para o mundo.

Meu desejo é que seu olhar esteja repleto de magia, pois só dessa forma você poderá ver e senti-la;
Que seus dias sejam recheados de Celebração à Vida, caso essa seja sua escolha;
E que você deixe no passado o que é do passado, trazendo somente a experiência e a sabedoria adquirida dos momentos vividos, pois serão elas que irão preencher a vida de Valor e Alegria.
E assim, estaremos criando sempre um...
FELIZ AGORA!

Estou com uma cliente que não pára de falar que ama dar, que adora agradar as pessoas e isso é maravilhoso! Sempre foi uma pessoa ativa e antenada nas necessidades dos outros e isso é maravilhoso! Então, um dia ela encontrou alguém que não queria receber nada do que ela tinha para dar e pirou no cabeção como se tivesse perdido a referência sobre si mesma. Hoje, está numa posição de somente receber 24 horas por dia, ainda de forma obrigatória e não de portas abertas.
Por que acreditamos que só somos bons se doamos e egoístas se recebemos?
Você sabe receber? Eu não sei! Caso soubesse teria muito mais receptividade e abundância para tudo na vida. Desde que comecei essa reflexão da questão de "receber" muitas fichas e percepções foram caindo ou me solapando. Por quê? Por que de forma geral, não estamos "abertos" para a vida, muito pelo contrário, normalmente somos condicionais em tudo.
Eu poderia escrever páginas e páginas sobre o aprendizado de caridade, da doação e blábláblá, mas o fato é que nós como seres humanos não sabemos receber as dádivas da vida, vide nossa pobreza e falta de agradecimento pelo ar que respiramos.
Minha mãe é um das piores pessoas para receber qualquer coisa. Se compro um presente para ela, a primeira coisa que fala é: por quê foi gastar seu dinheiro? Ela não se permite passear, sorrir, ter prazer, comer uma comida não só gostosa como bonita, ela fechou as portas o "receber a vida dentro dela" e o tipo de olhar que ela carrega tenho visto em várias pessoas que não acreditam mais nas dádivas da vida, que estão à nossa volta todo tempo, só que estamos com as portas fechadas para elas, pois as condicionamos dentro dos "se" e "quando".
Deveria ser proibido doar aqueles que não sabem receber.
Então, hoje é segunda feira, dia que muita gente começa dietas e projetos, eu, comecei me colocando à disposição para receber: mensagens, pessoas, convites, ajuda, elogios, lembranças, críticas, dinheiro, sensações, prazeres, desejos e todo tipo de percepção que a vida joga aos meus pés e tenho feito pouco dela. E não só aquilo que chega, mas também para aquilo que já existe ao meu redor e não enxergo pois minha atenção tem estado na ausência.
É isso.
Abraços!