Tarot Bliss Luminar
Saturday, 4 February 2012


http://light4leaves.wordpress.com/2012/01/13/calling-all-bubbles/


         O amor pede generosidade, empatia, gentileza, expressão, autonomia das partes e, o fundamental: liberdade. E, evidentemente, não tem nexo algum exigir, automaticamente, durabilidade de um quadro desses.
       
        Para que o amor perdure, é necessário que a sintonia entre os amantes mantenha-se sem nunca perder a força e, em geral, isso não ocorre pelo fato simples de que, vivos, somos movimento, mudamos constantemente, mesmo sem perceber. Sim, alguns pares mantém essa sintonia e sem que isso implique em estagnação. São os amores de muitos anos que eventualmente vemos por aí, mas o problema está no fato de que algo existir não implica em que garantidamente vá existir na vida de cada um de nós e, menos, para sempre. O premio da loteria existe, alguns ganham, mas nem por isso todo mundo garantidamente ganha uma vez na vida. É mais provável ganhar pequenos premios, do que aquele acumulado, aliás. Tsunamis também existem, mas nem por isso todo mundo fatalmente enfrentará um.

        Fábulas e contos catequizam-nos desde cedo dizendo-nos que basta apenas esperar “a pessoa certa”, mas isso simplesmente não é verdade. Como também não é verdade que sem isso a vida não tem sentido, o que é bem mais importante. Querer uma companhia é uma coisa, mas quem depende desesperadamente do amor do outro, ou de fora, para encontrar sentido ou júbilo na vida, é porque não o encontra em lugar algum dentro de si mesmo, para começar.

         Acho que importa, antes, vasculhar o que esperamos quando procuramos o Graal do amor. Nove vezes em dez, não é conhecer o outro, revelar-se ao outro, interagir realmente com o outro. Não é, tampouco, a reenergizante experimentação de um romance que queremos, mas o amor idealizado, literalmente fabuloso, que traga consigo todas as respostas emocionais e existenciais e, ainda por cima, para sempre.

        Na verdade, quase sempre o que fazemos é depositar no outro a responsabilidade total pela nossa completude e felicidade e esperar que, "amando", o difícil desapareça e tudo seja maravilhoso. Além disso, como se o estado amoroso tivesse poderes mágicos, acreditamos que ele combate o envelhecimento e a morte. Ou melhor: que ele impede isso. Bem, assim como uma droga, essa sensação até dura, sim, um tempo, mas, como não está baseada na realidade e como o ser humano é bem mais do que apenas a expressão de seus desejos egoicos, ali adiante fica impossível manter a ilusão. Essa projeção inconsciente, com o tempo, invariavelmente leva qualquer relação a um desgaste, que varia da mera frustração à sensação de carregar um fardo. 
    
        Do ponto de vista da estabilidade, o amor simplesmente não é confiável: ele acontece ou não acontece, pode começar e pode acabar, simples assim. E é imprescindível entender que há uma diferença fundamental entre "relação" e "amor": até podemos batalhar para que a relação não se desfaça, desde que ela contenha laços para além do romance, do tesão ou da paixão, mas é bem pouco o que podemos fazer para impedir que o sentimento amoroso, em si, acabe, porque, ouço do Louco, ele tem vida própria.

        Quando nossas motivações estão unicamente centradas nos caprichos do ego, e para a maioria de nós quase sempre estão, amar sem se apegar é um desafio titânico e a comoção abrupta do fim do amor, ou o aprisionamento (esse sim, às vezes, para sempre) ao sofrimento decorrente de um amor terminado é, como acontece com as drogas, o drama do fim da ilusão, pois na verdade revela nosso ser fragmentado e dependente, cujo centro da vida é depositado em algo assim volátil.


http://drawforjoy.com/2010/06/summer-love/summer-love-2/

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30 comments


uvertil bispo
Ivana Amar é tudo isso e mais um pouco né amiga.
2 months ago
Tony
Boa tentativa Ivana.
Mas amor mesmo é aquele que ele é a razão e que não tem explicação. rsrsrs
2 months ago
Dalsan
A "coisa" é mais simples que possa parecer, Simone, em meu ponto de vista. Vale, claro os tais anima e animus ou tais projeções ocorrem, e faz parte tb serem transcendidas e surgir aquilo que dizem não é facil..rs. Eu sei que precisa "queimar o ego" para chegar num ponto desses de transcendencia, e sei que poucos se verão assim,e em poucos isso ocorrerá de fato. Aqui um bom texto "genérico" que está no meu blog, mas que ajuda , quem sabe, na percepção...:

"As pessoas são, umas para as outras, reflexos deformados de seu próprio ego.
Quis ser rico e assumi uma determinada caricatura de capitalista. Quis ser inteligente e vesti uma caricatura de gênio. Quis ser bom e me casei com uma caricatura de mulher angustiada. Todas elas eram projeções de meu ego. Mas se para mim este último corresponde a determinado aspecto de meu ego, para outra pessoa, provavelmente, ele corresponde a algo totalmente diferente. Devo compreender também que eu próprio, para os outros, sou uma projeção de seu ego e, até mesmo, uma projeção diferente para cada um deles.
Jogo de ilusões.
Quando nos dermos conta de tudo isso, conseguirmos ver tudo clara e distintamente, teremos ainda o direito de ficar bravos com alguém?
Todos os seres que encontramos “são”, na verdade, nós mesmos. Todos trazem uma parte essencial de nosso enigma, são telegramas cifrados, mistérios que temos de esclarecer para nos compreender e nos tornar quem de fato somos.
Nossa mãe, nosso pai, nossos irmãos e irmãs, nosso companheiro, nossos filhos, amigos, colegas são uns dos tantos arcanos a desvendar, umas das tantas mensagens que nossa alma envia para si mesma. Os seres humanos costumam se casar com aquelas pessoas que evidenciam uma tendência que foi recalcada ou cuidadosamente dissimulada. O parceiro torna visível "a sombra" da pessoa. Cada um desses seres é nosso próprio ser. Eles nos constituem. Detêm o segredo de nossa identidade.
E isso se estende a todo o universo: o lugar onde vivemos, nossa sociedade, nossa época. Eles nos criam e nós os criamos. Essa produção recíproca e paradoxal não deve ser entendida à maneira como o oleiro fabrica uma peça de cerâmica, mas antes à maneira como o sonhador fabrica o sonho que o faz sonhador.
Quem são todas essas pessoas que nós somos?
No momento em que sonhamos, somos o sonho."


( o fogo Liberador - Levy - pag 88)

http://desreflexivo.blogspot.com/2011/12/caricaturas_13.html
3 months ago
Odelita
texto maravilhoso,uma flecha certeira...tenho 21 anos de casada,qdo estavamos lá por volta dos cinco anos de relacionamento,tivemos nossa grande crise q quase resultou em semparação,nos achavamos q nos conheciamos profundamente sem mascaras mas, a verdade ninguem conhece ninguem,viviamos na síndrome do principe encantado,jogar a culpa um no outro pelos fracassos do relacionamento parecia viável mas,tinhamos já dois filhos e ñ dava pra brincar de fazer de conta, encontramos assim outros laços pra continuar e, desse recomeço nasceu um relacionamento sólido,encontramos o caminho do amor q nasce ñ só da convivência mas, da aceitação do limite de cada um,como vc disse o amor ñ e confiável.Mas como disse o poeta q seja eterno enquanto dure.
3 months ago
Simone

Ivana, a natureza das coisas é relativa, preenchida pelas nossas projeções,
os nossos relacionamentos todos são baseados em projeções, inclusive o relacionamento que temos com a gente mesma...rs
Mas existe sim uma diferença entre o amor humano e o romantico, na medida em que o outro não existe apenas pra tapar nossos buracos, pra nos iludir com uma felicidade postiça, mas podemos reconhecer nele o ser humano que somos nós, com falhas,imperfeições, carências e , nem por isso, deixar de ser belo e gostável.
Ele não é mera projeção, como na paixão, onde nem enxergamos o outro, estamos o tempo todo enxergando apenas á nós mesmos no outro, que está ali para nos servir.
O amor real considera o Outro, não é apenas projeção.

Porque a anima e o animus tem que deixar de ser projetados no outro , temos o trabalho de realizar os anseios da nossa alma a partir de nós mesmos, não apenas atribuir ao outro a tarefa de nos completar.

O amor é uma realidade, um anseio da psique humana. Mas ele também precisa amadurecer para existir de verdade.
Acho importante valorizar a paixão, o amor romantico, pois ele sinaliza coisas extremamente importantes a respeito da nossa alma. Podemos ver ou não.

Quem disse que o amor é facil, né?
3 months ago
Dalsan
"Pelo exemplo de Beatriz compreende-se facilmente como o amor feminino dura pouco, se não for conservado aceso pelo olhar e pelo tato do homem amado."

Dante
3 months ago
Dalsan
Ivana...... !!! ( rs )
3 months ago
IVANA MIHANOVICH
Si, amore, vc pensa que está falando de amor real, mas na verdade está falando de amor ideal.
Olhe em volta, com olhos de ver...rs.
Não é isso, nove vezes em dez, como eu disse no texto, o que acontece no mundo real.
Na maior parte das vezes os romances são na verdade a projeção da Anima/Animus.
3 months ago
IVANA MIHANOVICH
Dalsan, agora entendi: vc é um lírico, um idealista, um romântico...rs. Bjs
3 months ago
Dalsan
Humm...continuo no otimismo! rsssrs - é possivel o Nirvana aqui na Terra...rssrs
3 months ago
Simone
Parece que esse amor do qual do voce fala, que gera dependência e/ou está baseado nela é o amor romântico. Esse é idealizado, tudo ou nada, sem voce eu não posso viver, etc, etc, etc.
O amor real é bem mais integrado, considera a mente, o corpo, a emoção, vive o dia a dia e sobrevive as tempestades.
É um amor humano, não divino. Quando amamos um outro ser humano, não um Deus ou uma Deusa, as expectativas e as idealizações caem muito.
Claro que continuamos á mercê das decepções e desilusões, mas isso faz parte de qualquer relacionamento, com o vizinho, com o amigo, o professor.
Com o companheiro amoroso, marido, amante, namorado, compartilhamos muito mais e claro, fica muito difícil não contar com esse amor para tornar nossa vida melhor.
Sinceramente, se passarmos do amor romantizado e idealizado para um bom amor humano, penso que já teremos feito um excelente trabalho.
O Nirvana já é outra história!
3 months ago
Dalsan
Sobre nossos comentários (Simone e Dalsan)- eu sou otimista...mesmo com a morte fica algo muito raro...rs
3 months ago
Dalsan
Rs... eu tb disse que nao estamos discordando no conteudo, mas a vida é muito complexa, e nós seres humanos somos muito complexos...digo o seguinte, e junto ao temporal que tá caindo aqui..rss...af...
Qdo superamos o ego e aquelas coisas que voce descreveu, surge uma unica coisa chamada amor. ( e um transformador da rua vai explodir ja já...). Eu disse que isso é muito raro, mas entendo inclusive que vc tb aceita, apesar da nuance "definitiva" ( e eu tenho que não ser objetivo pq seu texto contém tb uma subjetividade muito bem escondida que transmite certa incoerencia..rs - acho q vc vai pirar....)escrito aqui : "Acho que importa, antes, vasculhar o que esperamos quando procuramos o Graal do amor. Nove vezes em dez, não é conhecer o outro, revelar-se ao outro, interagir realmente com o outro. Não é, tampouco, a reenergizante experimentação de um romance que queremos, mas o amor idealizado, literalmente fabuloso, que traga consigo todas as respostas emocionais e existenciais e, ainda por cima, para sempre. "
Discordo pq no amor tudo isso é contrário ao meu ponto de vista: a alma se desnuda por completo perante o outro. Sem subterfugios, dramas , joguinho de esconde-esconde, etc - apesar dessas validades, isso demonstra a entrega sutil qdo bem percebido.
3 months ago
IVANA MIHANOVICH
Não entendi, nos comentários da Si e do Dalsan, qual a relação com o que eu to dizendo no texto.
Não será que estamos falando de assuntos diferentes?

Vou tentar traduzir melhor meu último parágrafo, que é a síntese do meu tema:

Quando nossas motivações amorosas na real vem dos caprichos do ego, amar sem se apegar é um puta desafio.

Nesses casos, a dor do fim do amor, como também a dor de ficar preso ao sofrimento tipo síndrome de estocolmo, é igual à dor de parar de se drogar: qdo vc para de se drogar, rola o drama do fim da ilusão.

Porque essas dores são iguais?

Porque elas revelam a verdade da gente não ser uma pessoa autonoma emocionalmente e que por causa disso deposita em algo não sólido (como é o romance e como são as drogas) o único sentido da própria vida.

Então, Si, por favor me explica o que vc quis dizer, pq realmente não entendi o que tem a ver com o que eu escrevi... O fato da desilusão ser ou não enriquecedora não é meu tema e, aliás, eu tb acho.

E, Dalsan, continúo não entendendo, pq o único ponto que vc discordou lá no começo, foi por achar que eu fui definitiva, como se eu não tivesse deixado margem a outros casos diferentes.
Mas vc não discordou de nada do conteúdo da minha opinião, ué...rs.
Repito: meu texto não diz que todo romance é assim.
Ele diz que a maioria dos romances acaba sendo assim porque a maioria de nós espera o amor que venha de fora e porque a maioria de nós responsabiliza esse amor de fora pela própria felicidade.

O texto refere-se às projeções que fazemos nos outros e aí confundimos isso com amor.

Então, como eu disse antes, a gente não tá discordando no conteúdo, mas vc ainda repete que tá discordando de algo.
DE QUE???...rs
3 months ago
Simone
Acho que podemos perder de tudo nessa vida Dalsan, até a própria , não é mesmo?
Lidar com as perdas de forma digna é um grande desafio.
3 months ago
Dalsan
Mas Dante tinha Beatriz. Já ouvi dizer que a vida é perdas. Mas penso que , como voce disse,Simone, não se perde algo tão pleno e tão maravilhoso.
3 months ago
Simone
Ivana, á parte todas as considerações filosóficas e psicanalíticas a respeito do amor, todas muito valiosas, já que somos mesmo seres muito dependentes e precisamos desenvolver autonomia e responsabilidade á duras penas, o fim do amor, a desilusão é uma das coisas mais autênticas na nossa natureza, já que é uma das nossa primeiras experiências emocionais...mas, a gente sempre tem que analisar e considerar fatos psíquicos a respeito do amor, olha só...á parte isso, é muito difícil perder algo tão pleno, tão maravilhoso.
Ontem li uma frase do Dante Alighieri que tem a ver com isso, com o sentimento da perda do paraíso:

"Não há maior sofrimento do que recordar a felicidade em tempos de miséria"
3 months ago
Dalsan
Talvez deixando mais claro : tais coisas relativas 'as sombras qdo cutucadas, expostas e *principalmente transcendidas*, são feitas e vivenciadas por aqueles que estão preparados para isso,mesmo inconscientes , mas que percebem um crescer nisso, e que são raros (caso do psiquiatra que comentei, por isso disse a ele ser um privilegiado). O restante, resta aplaudir. Estou sendo franco no meu ponto de vista que observo por aí, Ivana e não estou sendo nem um pouco radical - nada disso. Apenas observo e muito o mundo.
3 months ago
Dalsan
Ivana, sem problemas. Eu entendi perfeitamente tudo que voce disse e escrevi o que eu achei. eu realmente não preciso de qq tipo de dados apensar de ter incluido algo como alguma referencia. Só uso minhas observações nesse caso. NO que estamos falando, mais converge do que diverge. Qdo me referi que os seres humanos inconscientemente procuram sim aquilo que lhes falta,e eu vejo, hj,como uma dádiva pq ninguém é perfeito e muito menos nascemos sabendo. Agora, há casos e raros que ambas crescem juntos , percebem tais coisas e juntos evoluem para um psique melhor. O que está escrito no blog é isso que eu vejo. Se não é o que vc vê, tudo bem, pra mim tá otimo tb! Continuo discordando daquele ponto que separei. Pra mim faz parte do amor realmente, pq ambos estão sim se prontificando a "arrumarem a casa" . O que talvez consiga resumir é o seguinte: sombras praticamente ninguém está muito disposto a serem francamente expostas. E pra mim é isso que leva 'a mais alta espiritualidade, pq enobrece a alma após véus serem retirados. E isso faz parte de um amor muito maior, pq está além do Ego.
3 months ago
IVANA MIHANOVICH
Dalsan nao consigo te entender, sorry.

O que vc quer dizer com discordar de eu alegar algo tipo "é assim e acabou?"???

Eu não acordo e digo, "ahh, 'xa ver, de repente eu concluí xis coisa..."...kkkkkk

Minhas opiniões são baseadas em grupos de pesquisa que eu mesma montei e anotei, não em estatísticas alheias nem em artigos dos outros, embora eu não desconsidere o material alheio, claaaaro;
são baseadas tb em décadas de vida undergound, outra de vida espiritual, 15 anos de divã, montes de clientes e leituras de tarô a respeito de amor, quilos de livros e filmes e em 23 anos de reflexões sobre os Arcanos Maiores do tarô.

Óbvio que nem por isso é uma verdade cabal, como a de ninguém é. É apenas a minha verdade até o momento.

Esse texto não é o compartilhamento de uma reflexão lá nos seus primórdios. Qdo escrevo um texto ainda reflexivo, o leitor sabe, pq eu deixo claro que ainda não concluí nada definitivo a respeito.
Mas qdo concluí, evidente que apresento uma conclusão...conclusiva, oras...rs.

Tb é evidente que qqer um pode discordar da minha opinião e colocar seus argumentos. Como tb é evidente que eu posso ouvir novos argumentos e mudar minha opinião.

Mas me dizer que discorda de que eu apresente uma opinião formada??
Não faz sentido, desculpe.

Vc queria que eu fizesse um texto que dissesse "sei lá ó, tipo assim parece, mas vai saber, né..."?...rsrs

Desculpa, absolutamente não quero parecer arrogante, não mesmo, mas em alguns temas eu ja passei dessa fase da insegurança de não saber o que eu penso. Em certos temas sei bem o que penso e coloco isso, para que os outros possam ponderar e ver se e em quê isso lhes dá algum dado novo.

O problema, penso, é que tá cd vez mais difícil das pessoas se colocarem, fica tudo em cima do muro e qqer um que se coloca parece um bicho de outro planeta, ou alguém que pensa que é o dono da verdade. Não é isso. Mas chegar a uma opinião demanda empenho e reflexão.
E eu me dou a esse trabalho, sim, por isso em alguns assuntos tenho opiniões claras e não dúzias de hipóteses vagando na cabeça.

Putz, se vc ler meu livro de tarô, então, vai discordar por base...rs.

Francamente, de novo, mil desculpas, mas a tua opinião é que pra mim tá difícil de saber qual é...

Sim, existem raríssimos casos onde os parceiros evoluem juntinhos e lidam com as sombras juntinhos e renovam a relação e com ela o amor. Eu nunca disse o contrário.

Sim, relações que acionam a sombra são mto ricas, mas idem as luminares. Ok, não discordamos de novo.

Eu tb não disse que toda relação é fadada ao desgaste, nem que não existam os casos raros que começam no vampirismo afetivo e evoluem para uma relação rica etc. Isso nem era meu tema.

O trecho que vc cita do meu texto, onde digo que "como uma droga, até dura, sim, um tempo etc", refere-se às relações que tem como cerne a projeção no outro de necessidades pessoais e não baseadas em amor realmente, e não a qqer relacionamento.

Finalmente, numa bueníssima: qdo vc diz que "os seres humanos costumam se casar assim e assado e que o parceiro torna visível a sombra da pessoa", não está sendo você definitivo a respeito, tipo é assim e acabou?...rs

Não leve a mal, Dalsan, só estou sendo honesta.
Eu podia ler teus coments e dizer, "ah , tá...", e desconsiderar ou desencanar, mas eu costumo levar a sério as pessoas com quem converso, só que isso só dá certo se a gente joga limpo.

Mas isso, claro, tb é apenas a minha opinião...rs.
Bjs
3 months ago
Dalsan
Só um leve comentário (rs...) na parte que vc discorda: "E vou discordar em mais uma coisa, qdo vc diz:
"Os seres humanos costumam se casar com aquelas pessoas que evidenciam uma tendência que foi recalcada ou cuidadosamente dissimulada. O parceiro torna visível "a sombra" da pessoa.".
Seu comentário:
Nem sempre, nem necessariamente, na minha opinião. O ser humano às vezes se casa com quem o engrandece, com quem traz à tona seu lado luz. "- Muito bem, nós seres humanos temos defeitos e virtudes. A relação rara, raríssima, é qdo a sombra vem 'a tona e em ambos é transcendida, ou seja, ambos tem a humildade em compreender isso em cada um e superam-na em pró de ambos. Isso é tremendo amor e sintonia - e bem raro. Pois alimentar o ego só com coisas bonitinhas, quem não aprecia? Mas vir a tona o lado negro e transcende-lo para que mais luz surja, antes obscurecida, é pra poucos mesmo.
agora
3 months ago
Dalsan
O que não concordo em seu texto , Ivana, é aparentar uma conclusão do tipo "é assim e acabou". No caso, me refiro a essa parte : " Bem, assim como uma droga, essa sensação até dura, sim, um tempo, mas, como não está baseada na realidade e como o ser humano é bem mais do que apenas a expressão de seus desejos egoicos, ali adiante fica impossível manter a ilusão. Essa projeção inconsciente, com o tempo, invariavelmente leva qualquer relação a um desgaste, que varia da mera frustração à sensação de carregar um fardo. " O que me leva as vezes a ler seu texto que 'a mim chega num modo confuso, onde confunde-se paixão e amor .Paixão dura maximos 2 anos( a ciencia diz). Ocorre que existem pessoas que observam os desgastes e, por amarem muito mesmo, ultrapassam-nos , indo contra 'a praxe da separação ou do aturar-se, o que normalmente ocorre. Mas isso, como disse antes no caso do psiquiatra, é raro tb, e nisso reside verdadeiras "almas gemeas" . Superam o "ego" em suas sombras , basicamente é isso. É o que penso. Sobre o texto no meu blog, depois irei comentar seus comentários.
3 months ago
IVANA MIHANOVICH
Dalsan, fui ler seu texto no seu blog. Gostei mto do texto em si, mas vou colocar algumas coisas que pensei.

Vc diz:
"Quando nos dermos conta de tudo isso, conseguiremos ver tudo clara e distintamente, teremos ainda o direito de ficar bravos com alguém?
Todos os seres que encontramos “são”, na verdade, nós mesmos."

Penso que a questão, então, é: teremos o direito de ficar bravos conosco mesmos?

E eu acho que sim. Se o outro é, na verdade, eu mesmo ou um aspecto meu, então qdo ele me afronta, é um aspecto meu que o está fazendo.

E brigar com um conflitante, seja o outro, seja um aspecto nosso, é produtivo, na minha opinião. É pelo exercício desse jogo de espelhos que vamos aprendendo quem somos e isso inclui o confronto.

A ira faz parte do ser humano. Sem ela não fazemos várias coisas. O problema não é a ira, mas o desequilíbrio dela, como de qqer outro sentimento.

E vou discordar em mais uma coisa, qdo vc diz:
"Os seres humanos costumam se casar com aquelas pessoas que evidenciam uma tendência que foi recalcada ou cuidadosamente dissimulada. O parceiro torna visível "a sombra" da pessoa.".

Nem sempre, nem necessariamente, na minha opinião. O ser humano às vezes se casa com quem o engrandece, com quem traz à tona seu lado luz.

E é justamente esse o ponto do meu texto: creio que para ser capaz de escolher também quem alimenta nossa luz e não só quem nos coloca diante da sombra, temos que, antes, independer emocionalmente do amor que vem de fora. Caso contrário, até alguém com quem a dinâmica da relação poderia ser luminar, tornar-se-á sombria, pois não há relação que resista ao vampirismo afetivo.
3 months ago
IVANA MIHANOVICH
Oi Luciáurea, pois é, bem pontuado, tem todo o problema dos dogmas judaico-cristãos tb, que afetou e afeta a maioria de nós... Nem entrei nisso senão ia ficar um texto longo demais, mas sem dúvida, junto com a catequese das fábulas, é um nó difícil de cortar...rs.
Obrigada pelos elogios, fico mto honrada de saber que serve pra te dar alguma ideia.
Bjss
3 months ago
IVANA MIHANOVICH
Oi Dalsan, não entendi bem em que vc discordou...rs.
Mas vc vê, no ex. do seu amigo psiquiatra, que o que ele mudou foi de relação. Pra fazer isso, evidente que o sentimento amoroso pela ex já não existia. A questão é ver se ele existe nessa nova relação ou se a relação em si só está acontecendo por desejos e necessidades pessoais dele e não pelo sentimento afetivo, ou seja simplesmente por gostar do ser dessa nova mulher...rs.
3 months ago
IVANA MIHANOVICH
Oi Cris, gostei da comparação com os games...rs. Obrigada por ler!
3 months ago
Luciaurea
Nossa Ivana, este texto não podia aparecer em melhor hora!
O grande equívoco da maioria das pessoas é crer que o mito do amor romântico tem mais força do que a auto-estima.
Quando aparece alguém, o dependente emocional já coloca o seu amor à disposição do outro para que ele resolva suas questões não resolvidas por ele. Isso causa grande angústia quando a relação acaba. Mesmo que tenha sido por pouquíssimo tempo.
Tem algumas coisas que descobri, crenças de minha família e que se constituem em crenças da maioria das famílias muito cristianizadas, que incentivam estes aspectos do teu texto, de abandonar a si mesmo quando se encontra um amor.
Gratidão por partilhar um texto tão genuíno e verdadeiro.
Você me inspira.
Beijos!
Luciaurea.
3 months ago
Dalsan
O fato é que atraimos o que nos falta ralmente - é algo de energia mesmo,psiqué, e pode reparar nos casais .dificilmente há casais que se encaixam perfeitamente mesmo, ma spode ocorrer sim, claro - e nem sou eu quem falo isso, são estatisticas de psiquiatras- talvez menos de 1%. Há um texto em meu blog sobre isso ... : http://desreflexivo.blogspot.com/2011/12/caricaturas_13.html
3 months ago
Dalsan
Bom texto, mas discordo de alguns pontos...hehehe. Realmente é como uma loteria acertar no 1 premio. Quem não acerta, se conforma com o que tem. Masssss...irei resumir uma conversa com um grande amigo psiquiatra. 2 casamento, largou a ex . pois houve muita sintonia com a atual, e disse-me que viveria tão bem sozinho mas acompanhado por ela éra melhor, claro. Ele como psiquiatra deveria ver uma coisa q mostrei-lhe: "voce é privilegiado" - como ? . "Sim, voce é prvilegiado, sabe pq? " ... "pq vc atingiu aquilo de se dar bem consigo mesmo,um individuo mesmo, onde a ex, anterior, não mais se encaixava no que seus "padrões" hj pedem e por isso a atual se encaixou tão bem. foi pq ela respeita essa individualidade sua, compreende e vice-versa. Ou seja, voce acertou na loteria - hehehe" . Ele me agradeceu ! rssrss
3 months ago
Cris
O título muito de acordo com o sentimento...Amar é voar! Em geral a gente se sente assim mesmo...Verão, acasalamento...É o natural...No inverno nos recolhemos, pode pintar até uma pequena depressão, mas o verão...Verão é cio...Tudo transborda vida no verão...
Se nada no mundo é eterno...Como exigir isso de um sentimento...Prefiro acreditar que o amor tem diferentes fases...Se a sua ta difícil, agradeça,pois vc mudou de fase, como nos joguinhos, quando a fase muda o grau de dificuldade também!
Acho que é isso...O amor romântica está fadado ao desuso...Hoje em dia o ser integral busca outro semelhante pelo prazer de compartilhar o que é bom...Buscar o outro por necessidade de complemento tá completamente fora de moda...Quem consegue duração na relação, das duas uma, ou esta acomodado ou esta se transformando diariamente como uma relação saudável exige...
Muito bom Ivana! Bj
3 months ago