FELIPE DE SOUZA - Blog de Psicologia
Monday, 26 July 2010
posted by Felipe

Estratégia da Genialidade é um livro interessantíssimo de Robert Dilts. No livro, o autor desvenda como os grandes gênios da história da humanidade pensavam. Entre esses estão Aristóteles, Mozart, Freud e Walt Diney. Entender detalhadamente como eles pensavam nos permite melhorar nosso desempenho.
 

Escreverei hoje sobre o que Dilts descobriu a respeito de Walt Disney e o que podemos usar para desenvolver nossa criatividade em redações, marketing, artes, apresentações públicas. Enfim, desde atividades cotidianas como assar um bolo até o nosso projeto de vida. 
Estratégia Disney é dividida em 3 passos simples:
1) Sonhador: desenvolva o conteúdo sem limites, sem pudor. Associe coisas aparentemente sem sentido, deixe a imaginação fluir ao máximo. 
2) Crítico: critique o que você criou. Analise as partes já criadas, pegue o que há de melhor, o que pode ser aproveitado. 
3) Realizador: faça o que tiver que fazer para realizar a sua criação, para concluí-la e torná-la palpável, concreta, finalizada.
IMPORTANTE: as 3 etapas devem ser separadas em momentos diferentes - dando uma pausa entre cada uma das etapas - ou então separadas em lugares diferentes - criamos um espaço ou sala para cada etapa como Disney fazia para a criação de novos personagens ou desenhos animados.
Como exemplo prático desses 3 passos, podemos pensar que vamos pintar a nossa casa:
1) Sonhamos com cores de todos os tipos e tons, com e sem texturas.
2) Podemos ficar entre o azul, o amarelo e o verde. No segundo momento, criticamos que o verde ficará estranho com relação aos móveis e o amarelo muito “apagado”. 
3) Compramos a tinta azul no tom desejado, com textura ou não, e realizamos: pintamos a casa de azul. 
Podemos também voltar à fase 1 e realizarmos todo o processo novamente.
A possibilidade de criação humana é infinita. Se é assim, quem ou o que nos limita? 
Para saber mais: A Estratégia da Genialidade. Robert Dilts. Editora Summus. 
FELIPE DE SOUZA
Psicólogo Clínico e Consultor de Rh
http://felipedesouza-psicologo.blogspot.com 
felipedesouza.psicologo@yahoo.com.br
felipeluiss@hotmail.com 

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8 comments


Felipe
Oi Ivana, muito interessante conversar com você.

A questão toda, no fim das contas, é a definição de genialidade, essa palavrinha, cuja definição é tão complicada de ser feita.

Dilts provavelmente criou este titulo para chamar a atenção e vender mais. Inegável. Porém, se você um dia pegar esse livro pra ler, verá que ele é muito bom, muito interessante mesmo.

A estética, como ramo da filosofia, com suas infindáveis questões do que é o belo, do que é a beleza, renderiam horas e horas de discussão. Poderíamos conversar se Andy Warhol era isso ou aquilo ou aquilo outro.

Mas para terminar, digo que não tenho nenhuma ambição de ser um Mozart, de ser um gênio. Jorge Luis Borges, em um texto em que fala de imortalidade, diz que ele mesmo não quer mais ser Borges. Ele quer ser eterno, mas não quer ser Borges. Ele quer ser outro... e pronto.
1 year ago
IVANA MIHANOVICH
Oi Felipe,

Embora não seja uma profissional da sua área ou uma expert em arte e com todo o respeito pela sua jornada, digo claramente e sem medo de errar: vc está confuso.
Na verdade, creio que vc desconhece artistas verdadeiros.

E não usei "faísca" como vc entendeu.
It, je ne sais quois, plus, lance, chama, chispa, faísca: é o que diferencia um genio de um outro que é "só" um excelente artista.
E NÃO é o mesmo que "Eureka!". Estalos e soluções repentinas NÃO implicam em genialidade artística.
Estalos sao chamados de RASGOS de genio, como se a pessoa fosse atravessada por um raio de genialidade, que NÃO PERDURA necessariamente.
Um trabalho medíocre pode ter rasgos de genialidade, assim como um artista sensacional pode ter rasgos de genio.
Em nenhum dos casos ditos rasgos atestam uma genialidade presente.
Um artista genial é consistentemente genial, mesmo que percorra períodos de inatividade. Sua produção artística no fim das contas é que será o atestado de sua genialidade.

Vc acha mesmo que a genialidade é fruto unicamente da... cultura?
Acha mesmo que Mozart ou Van Gogh produziram o que produziram unicamente pela cultura?
Que tecnicas e sistemas como os desse livro podem resultar num Joyce, numa Frida Kahlo, num T.S.Eliot ou num Ibsen?? E tudo isso sequer sem que precise haver, antes, um dom nato, um talento especial que aquela pessoa especificamente já possui?

Felipe, me conta: e porque é que VOCE ainda não é um genio artístico?
Assim um Modigliani, um Rodin, ou um Béla Bartok? Está exercitando pouco as técnicas?
Desculpe, não resisti à brincadeira...rs

A verdade a esse respeito é chata e simples: se vc tem um dom especial e o exercitar, ele florescerá - o que não significa que vc será fatalmente reconhecido pelos outros, como mto bem reflete a Simone.

Mas, se o que vc quer é ser melhorzinho em algo, ou entao se o que vc tem é o DESEJO DE TER UM DOM ARTÍSTICO, entao é outra questão.
Nesse caso, se vc exercitar a atividade que desejaria ter recebido como dom natural, poderá, possivelmente, ser melhor do que era ao começar, mas esqueça a genialidade, porque isso não se aprende e - feliz ou infelizmente - isso não se ensina.
Genialidade artística não se calca, nem se pode imitar.
Ela existe por uma conjunção de fatores, a maioria deles, inclusive, nem mesmo diretamente ligados à atividade artística em si, mas que tampouco se podem ensinar academicamente.

O que se pode melhorar é o que a genialidade artística não abarca.

Uma pessoa artísticamente nula ou medíocre poderá deixar de ser um completo aspargo no quesito "imaginação", mas não criará algo que vá deixar "Alice no País do Espelho" no chinelo, por mais que se esfalfe em técnicas e sistemas para a expansão da criatividade.

Mas vc diz que as tecnicas do livro podem "melhorar o próprio desempenho" e eu penso que isso deveria, antes, ponderar sobre o caminho versus o resultado real, ou como se diz hoje, o custoXbenefício.

Por exemplo, para melhorar a redaçao no vestibular bastaria que as pessoas se ocupassem em ler mais, antes de qqer outra coisa. Bagagem de leitura é o que dá estofo à escrita, embora nem mesmo isso, per se, vá gerar um genio literário, óbvio. Mas, de qqer forma, redação de vestibular está a anos-luz de demandar genialidades, falemos sério.
Portanto, apenas aumentar dita bagagem e aprender a não insultar demais a língua com uma ortografia totalmente errada, já serão mais que suficientes para fazer uma redação decente, não so no vestibular, aliás.

A aplicação de novas técnicas para melhorar coisas como essas faz parte da era em que vivemos, onde a tendencia é fazer gambiarras na estrutura, em vez de detectar as lacunas reais e lidar com elas.
O que mais se procura, hoje, é sucesso (e dinheiro como efeito colateral), não genialidade, não arte verdadeiramente falando.
E é isso que esse tipo de "estratégia" promete. Mas sucesso não tem nada a ver com verdadeira criatividade ou com verdadeiro talento e menos com genialidade no campo artístico.

Verdadeiros criativos e geniais, reais talentosos e bem dotados, poderao eventualmente ser "um sucesso" ou não.
Em contrapartida, atingir o que hoje estabelecemos como sucesso absolutamente não implica em que o sujeito seja genuinamente genial ou criativo - pese a tudo o que a mídia e afins afirmem descaradamente - pq uma inverdade, por mais vezes que seja dita e por mais postura pró-ativa que o entorno assuma, não passa simplesmente a ser uma verdade.
Exceto, talvez, num mundo onde absolutamente ninguém mais se lembre do que seja a real genialidade na arte ou onde isso nunca tenha existido - mas deixemos isso para os filósofos.

Andy Warhol era socialmente um cretino. Desconfio que era, inclusive, um "pata" de algum tipo; evidentemente tinha algum transtorno de personalidade. Sua arte nao tinha nada de academica, nao tinha uma luz genial como Velasquez, ou uma tecnica como a dos impressionistas etc. Mas era e é genial, pelo impacto do produto final, pela concepção estética subliminar, pelo efeito que causa na mente do observador e pelo tal conjunto de fatores que se congregam para resultar num genio. Os Sex Pistols idem.
Porque não copiar seus métodos, então? Sexo, drogas e rock'n roll. Mas, claro, ainda vai ser imperativa alguma patologia psíquica.
Embora não vá ser assim tão difícil, penso agora, pois, convenhamos, isso está virando mato...rs

Bjs
Ivana
1 year ago
Felipe
Oi Ivana!

Digo que há um forte pensamento romântico no que a critica literária consagrou com esse nome: a ideia do gênio incompreendido pela sociedade e que desde sempre foi assim. A ideia de naturalidade foi o que mais me espantou, talvez. Afinal, Levi-Strauss que o diga, não há nada que seja natural (ele tentou a tese de que o incesto seria natural por estar presente em todas as culturas, mas mesmo assim...) o que há é cultura.

O exemplo do gênio, evidentemente, é Mozart pela idade. O livro de Dilts, se você tiver oportunidade de ler, tenta descrever o que Mozart DISSE que ele mesmo fazia. É realmente assombroso pensar que alguém consegue compor uma sinfonia (56 instrumentos) e enquanto redige a composição (de memória) vai compondo outra.

Acredito que nunca disse (espero) que precisamos ou tenhamos que ser como alguém. Eu disse que compreender o que esse pessoal, chamado genial, fez, nos ajuda a melhorar o nosso desempenho:

"o que Dilts descobriu a respeito de Walt Disney...que podemos usar para desenvolver nossa criatividade em redações, marketing, artes, apresentações públicas. Enfim, desde atividades cotidianas como assar um bolo até o nosso projeto de vida"

No caso de Mozart, tentar entender o que ele fazia, estruturalmente (pois há uma estrutura de comportamento interno, ainda que fugidia por ser muito rápida) ajudará um musico a se tornar um músico melhor. Isso para mim já é suficiente em termos éticos. Afinal, Mozart é Mozart, Carlos Gomes é Carlos Gomes. Todos tem o seu valor e são incomparáveis: Não devemos comparar um com o outro.

No que disse de Joyce, há algo interessante que é o fato de pensarmos que a criação artística é um estalo, uma faísca. Será? O Inconsciente pode propor uma soluçao, como no caso de Kekule, mas quantos anos ele (conscientemente) estava trabalhando para descobrir a fórmula do benzeno?

Enfim, acredito que muitas produções são perdidas por não se acreditar nelas. Por dizer, arte...ah isso é só para o Mozart!
1 year ago
Simone
Será que os gênios cumpriam essas etapas todas ou nós é que precisamos cumprí-las?
O gênio tem esse desconhecido, essa semente que teima em vingar, conseguindo as circunstâncias pra que isso ocorra, pela força da sua natureza.
Mas muitos gênios foram um fracasso comercial e social, sendo reconhecidos somente após suas mortes.
Talvez o que interesse nesse caso não seja a genialidade em si, mas a capacidade empreendedora dessas pessoas, já que nem é preciso ser gênio pra ter
sucesso, mas sim saber dominar alguns processos, como esse descrito no texto.
1 year ago
IVANA MIHANOVICH
Oi Felipe,

Realmente, a limitação da escrita "internetica" é um fato que dificulta a clareza, por vezes. Optei, entao, por te escrever sem me preocupar com o tamanho do texto, Espero que vc possa e queira ler, mas se isso nao se der, nao tem importancia, entenderei...rs

Interessante vc pensar que há um "forte pensamento romântico" em falar sobre genialidade natural (o mesmo que inato, ou nato).

O que pode haver de romantico no reconhecimento de que a individualidade existe e de que nao somos todos capazes das mesmas coisas, apenas se assim o desejarmos??

Romantico, na minha opinião, será, talvez, a idéia fanfarronica contemporanea de que podemos ser absolutamente qualquer coisa que desejarmos...rs

No exemplo do vestibular que vc cita, posso entender o que vc diz, e acredito que vc consiga bons resultados, mas não é em relação a questoes desse tipo que minha critica se coloca.

Embora, claro, eu deva dizer que conheço algumas pessoas que começam a estrutura do texto pelo olhar crítico, sim, para só depois "soltarem a pena", para em seguida voltarem à crítica etc, e são excelentes escritores - porque tem o dom...
O que nao quer dizer que escreveriam um texto sensacional num vestibular. Muito menos Joyce teria sido capaz disso, penso.

E à proposição de que um texto possa levar 7 anos para ficar "perfeito", levemos em consideração que será um julgamento sempre sob a ótica do autor, porque a literatura é viva e podemos reesecrever, acrescentar, modificar etc um texto nosso "ad aeternum", até que nos pareça exato - o que nao significa que em algum momento antes desse, dito texto já nao o fosse, sob a ótica do leitor.

Teu exemplo mostra como lidar com a competitividade e a limitação de tempo de um vestibular. Assim como no mundo empresarial, reino da competitividade e das limitações, tais técnicas provavelmente serao eficazes, como eu mesma disse. É em relação à arte que eu opino que isso nao tem validade.

Minha crítica é em relaçao a essas novas idéias, por onde é fácil entrever o "espírito corporation de ser", de encaixar a suposta criatividade de alguém dentro desses sistemas e padrões que vc descreveu, tendo por certo de que, isto feito, ela acontecerá.

Para começar nem todo mundo é naturalmente criativo, como nem todo mundo tem o dom de cantar como Pavarotti, de dançar como Margot Fonteyn, ou de pensar como Aristóteles ou Jung, por exemplo.

E, sim, todo mundo pode se esforçar por melhorar a área que desejar, criatividade nisso incluída. Porém, isso nao significa que basta se esforçar, treinar, aplicar técnicas etc para chegar ao grau de (chamemos assim para simplificar) genialidade dessas pessoas que citei.

Então, ok, dizer que podemos MELHORAR a área da criatividade é uma coisa; mas afirmar que podemos SER "geniais" como Disney ou Mozart, ATRAVÉS DA APLICAÇÃO de técnicas "extraídas" via análise dos processos criativos, é presumir que dita genialidade - ou seja: que aquele "it", aquele dom, aquela faísca, que faz com que a gente diga "oh!" diante de um quadro de, por ex., Monet e que NAO acontece diante de qualquer quadro, por mais interessante que possa ser... - ...é dizer que a genialidade é um resultado alcançável apenas via esforço pessoal.

É, na verdade, desprezar a genialidade pelo que ela tem de fundamental: a especialidade, a particularidade, a individualidade.

Teoricamente, penso que cada um de nós pode vir a ser um "genio", NAQUILO QUE SEU DOM PESSOAL tem de potencial "genial".

Tecnicas que estimulem a liberação de dito dom pessoal? Acho excelente.
Sistemas padronizados que induzem as pessoas a pensarem que serao COMO Disney etc?
Para mim, são as falacias da nova neuro era.

Abraços,
Ivana
1 year ago
Felipe
Olá Ivana!!!

Infelizmente a escrita voltada para a internet tem que ser a mais sintética possível. Por isso, corre-se sempre o risco de ser mal interpretado.

Existe um forte pensamento romântico em seu comentário: a ideia do gênio inato (so faltou acrescentar a incompreensão social).

Não sei se Disney ou Mozart eram assim, naturalmente (e o que quer dizer naturalmente?). Sei apenas que eles faziam coisas diferentes dos outros.
O que este livro de Dilts tenta explicar é o que e como eles faziam diferente.

Exemplo, você tem 4 horas para fazer uma redação em um vestibular ou em um concurso. Se vc começar pelo "numero 2" criticando o que vc ainda nem escreveu, voce não vai escrever nem rapido, nem bem. Mas se vc começa pelo número 1, criando livremente, é mais provavel que vc escreva mais rapido (pela associação de ideias) e melhor. Para, somente em um segundo momento, lapidar, criticar, corrigir o que foi feito. Eu acredito, e tenho muitos exemplos de alunos meus, que esta técnica funciona.

Então, no seu processo de pintar a casa, voce usa a liberdade de criação, para depois criticar, não é mesmo?

Outro dado importante é que a estratégia do Disney e do Mozart são diferentes, são mesmo capítulos a parte. A técnica descrita sucintamente é a do Disney.

Existe uma outra questão muito interessante de se achar que o processo de criação artistica é de uma hora para outra. Estudo James Joyce no mestrado e ele, o maior inovador da prosa moderna em lingua inglesa, diz em sua estetica que um poeta pode levar 7 anos para escrever um verso e ser imortalizado por isso. O publico vem e dirá: ele é um artista e tem inspiraçao! Ora, não é bem assim. Existe um processo, geralmente longo, de lapidação...

Concluindo, o esquema que apresentei é um resumo (para a internet), um resumo para a leitura do livro do Dilts, que já está traduzido.

Atenciosamente,

FELIPE DE SOUZA
1 year ago
Jukarlos
Já que falamos em criar !!Na falta do espírito criativo: Copiar para criar,criar para competir,competir para Vencer.( Prov. Chinês)
1 year ago
IVANA MIHANOVICH
Olá Felipe,
Não faço coro ao seu entusiasmo...
Desculpe, mas vc me parece um tantinho vidrado em esquematizar o pensamento e seus "processos" criativos.

Criatividade enjaulada em sistemas é um paradoxo e essas idéias soam bem porque são sofismáticas.

Talvez Disney FOSSE assim, naturalmente assim - será que não?
Mozart certamente não era um genio aos 4 anos de idade pensando dessa forma.

Mas, diante do que nos encanta, sai todo mundo querendo destrinchar os passos, para poder copiar e ver se chega a um resultado maravilhante como o do autor admirado.

Exemplifico: eu uso sistemas, sim, para várias coisas, não é que eu não perceba sua utilidade, mas no exemplo que vc deu, da casa, te conto como vejo o "processo criativo" (se é que podemos falar de "processo" alinhado a criativo, mas isso é outra questão):

Eu usaria o azul, apenas porque me agrada ou porque intuí algo;
depois de algumas pinceladas torceria o nariz e diria "Xiii, tá parecendo uma pousada brega..."
e jogaria um amarelo por cima.
A coisa viraria um pastichio confuso, que me faria dar uns passos prá trás e observar mais de longe.
Então provavelmente teria um estalo e colocaria mais amarelo até chegar a um tom de verde-claro sensacional - que jamais teria me ocorrido, não fosse por seguir impulsos.

O sistema que vc apresenta pode até ser útil em determinados caminhos, mas, na minha opinião, dificilmente se presta verdadeiramente a algo artístico.
Melhor dizendo: pode servir, por exemplo, para a objetivação de um processo empresarial, mas não para a verdadeira criatividade artística.
Como a diferença que há entre publicidade e Arte, ou redação publicitária e Literatura, para me ater ao que faz parte dos meus conhecimentos.

Um talento criativo e/ou artístico GENUÍNO não se beneficia de um sistema desse tipo que vc apresentou; e, falando francamente, um sistema desse tipo absolutamente não é garantia de "sucesso" criativo, exceto, talvez, no que houver do que hoje se chama de "criativo" em esquemas empresariais e afins.
Abraços,
Ivana

1 year ago

YuBloggers

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