Blog da Luciaurea

Como o próprio nome sugere, invisibilidade social é uma patologia social, de responsabilidade e de identidade, uma violência psicológica que se manifesta através da indiferença humana ao sofrimento, “o que não quero enxergar no outro não existe em mim”, e se expressa de diversas formas: econômica, sexual, racial, etária, estética, histórica, religiosa e cultural. Ela pode acarretar no desenvolvimento de outras doenças psíquicas como a depressão e comportamentos sádicos na expressão do bullying.

 

Invisibilidade Social

Invisibilidade Social

A invisibilidade social tem como principal fator de origem as crenças na menos valia, e de que o outro é uma ferramenta para ser usada, onde não é visto como um ser emocional, pensante e ativo, que exerce seu poder como fator decisivo em realidades menores e maiores no contexto pessoal, familiar, social, mundial, universal, ecológico e quântico.

A invisibilidade social atende um propósito: mascarar as feridas de quem acha que não tem nada a ver com a história, “eu olho mas não te vejo”.

Existe uma crença muito forte que vincula a questão da invisibilidade social à mais valia no sentido do canibalismo capital, e eu gostaria de elucidar este ponto, me diferenciando da visão marxista, porém apresentando uma visão do ponto de vista psíquico, pois acredito ser de grande importância a mais valia dentro deste contexto, e por isso nos aspectos pessoal e social.

Invisibilidade social e mais valia

A invisibilidade social não está, como muitos podem pensar, diretamente ligada à mais valiacomo símbolo do capitalismo. O canibalismo capital está mais vinculado aos complexos desuperioridade e poder do que com a mais valia.

Mais valia foi um conceito bem explorado por Marx. É geralmente atribuída ao o ato de aumentar o lucro em cima da produção de outrem, para fins capitais (quando há uma diferença abrupta entre o trabalho produzido e o salário pago). Na extensão desse conceito, amplificando o mesmo para outras áreas da vida, temos também os abusos familiares (quando os pais desejam viver as vidas dos filhos como dividendos do “investimento” em família) e nos relacionamentos afetivos (quando o conforto de um lado existe em detrimento do outro).

Embora estes abusos existam na vida real, interpretar a mais valia como tal é um equívoco, pois na psique ela está diretamente vinculada à auto-estima e aos níveis de permissão, porque são camadas mais próximas dos complexos, visto que atuam na maioria das vezes, de maneira inconsciente, e por isso, estes elementos são muito familiares à maneira como o dinheiro é visto e utilizado. Existe um equívoco nestes parâmetros que precisa ser esclarecido.

Mais valia ou menos valia se aprendem na infância e cada um constrói sua visibilidade ou invisibilidade como mecanismo de defesa, de acordo com o os modelos que teve e em cima do que passou a acreditar. E neste sentido, a mais valia é um fator muito importante, mas é apenas um dos pontos que influenciam tanto na visibilidade social quanto na educação econômica de uma pessoa, e não o ponto principal: ela é um elemento revolucionário na psique, mas veremos que o ponto principal se origina no complexo (complexo conforme Jung).

A mais valia e os complexos

É impossível deletar a mais valia ou menos valia da alma humana, porque elas são elementos que se relacionam com os complexos, como o de inferioridade, o de superioridade e o de poder, e eles se tornam uma equação que precisa ser resolvida para vivermos em equilíbrio. Logo, são estes os fatores mais importantes que vão atuar na forma como lidamos com nossos níveis de permissão para viver tanto o amor, como os relacionamentos, a abundância, o trabalho e o dinheiro, e vão influenciar nossa base afetiva, espiritual e econômica também. Não são estes os únicos complexos ativos na psique humana, existem outros mais primários como o complexo materno e o complexo paterno, que também influenciam na maneira como lidamos com estas questões, pois eles oferecem o suporte para nossas crenças sobre o que é o amor, a vida, o sexo, o sagrado, o trabalho, o dinheiro, o corpo, o lúdico, a morte, como veremos adiante.

A mais valia está ligada então aos nossos níveis de permissão. Podemos representar isso através de alguns exemplos. Distribua a mesma quantia de dinheiro entre uma pessoa que vive na mais valia e outra que viva na menos valia, e terá como resultado a que vive na mais valia, aumentando o seu rendimento e a que vive na menos valia se endividando. A pessoa na mais valia se permite criar soluções e desenvolver recursos para se diferenciar da dependência do dinheiro, e por isso mesmo não sente a falta dele. A pessoa na menos valia não tem permissão para desfrutar o dinheiro. Você pode perceber que são paradigmas completamente opostos. Dentro desta visão, você também pode observar que os empresários bem sucedidos que vivem na mais valia não abusam de seus colaboradores.

É possível aplicar o mesmo princípio ao amor. Distribua dois grupos de crianças e atente para que ambos recebam a maternagem. No primeiro grupo você tem amparadores comprometidos com a responsabilidade amorosa e no segundo, você tem amparadores que são comprometidos com a responsabilidade social. Depois de algum tempo, você terá como resultado, o primeiro grupo de crianças com forte auto-estima e boa noção de identidade, e no segundo grupo, crianças ainda dependentes de seus amparadores  e preocupadas se estão agradando o suficiente. A responsabilidade social é um paradigma que inclui o amor como uma meta a ser alcançada, enquanto que a responsabilidade amorosa é um paradigma que inclui o amor como condição básica para o desenvolvimento, e por essa razão, é mais funcional como recurso social.

O dinheiro como símbolo

O dinheiro é um símbolo em nossa psique. Como fator psíquico representa um reconhecimento de valor.

O sucesso financeiro de uma pessoa é apenas uma das consequências materializadas de seuparadigma pessoal, em aceitar que tem valor como pessoa – isto é, que é alguém, tem valor de identidade - e não a única consequência, pois crer que o sucesso ou o dinheiro são a única consequência de valor de identidade poderia levar o indivíduo a crer, subliminarmente ou não, que vale o dinheiro que tem, o que seria também um equívoco. Reconhecer o próprio valor traz, não apenas o sucesso material, mas também a abundância afetiva e espiritual que acompanha a pessoa em seu processo de individuação (conforme Jung).

O dinheiro é uma das consequências da consciência humana, quando esta sabe que existe uma unidade de valor na psique, assim como a saúde e o amor, e infelizmente há uma crença muito difundida de que o dinheiro é o valor de alguém em si, e não a consequência desse sentimento de valor. Essa crença gera muito preconceito contra os que estão na menos valia e vivenciam o lado oposto da moeda, e que constitui a grande parcela da população mundial. Esse fato nos leva a perceber que os invisíveis rezam apenas na invisibilidade imaginária, pois todos reconhecem sua existência física. Da próxima vez que você se sentir incomodado com a diferença alheia, e perceber que está reagindo por preconceito, avalie se você não carrega em si mesmo a crença de que você vale pelo que você ganha, ou de que você vale pela aparência que tem, ou pela sua sanidade, pelo seu nível de sensatez, pela sua inteligência, ou porque é heterossexual, ou seja lá a razão oculta que você está escondendo de si mesmo.

A invisibilidade no grupo familiar

Invisibilidade na família. Isso significa que se uma pessoa vem de uma família, ou nasceu em um grupo social que despreza a mais valia porque sente raiva de ser invisível, cujas crenças apontam para a menos valia, ela pode começar a acreditar que é invisível para ser aceita pelo grupo, porque tudo o que uma criança busca é amor, e infelizmente, famílias que cultivam a invisibilidade como símbolo, reprimem ou rejeitam membros que podem se destacar e caminhar para a visibilidade, mais valia e beneficiar todo o grupo. Temos aí a manifestação dos complexos paterno e materno, que se mostram como diretrizes na infância humana, conjugados com o complexo de inferioridade, que atuam para proteger as ações narcísicas de um grupo e mantê-lo coeso. Criam-se então políticas antagônicas que tumultuam a vida social (pois cada grupo crê que sua parte é a que fala a verdade) e instituições que protegem a invisibilidade, no equívoco da defensibilidade.

Muitas pessoas que hoje são destaque e conquistaram respeito, no início foram desacreditadas pelos próprios grupos em que nasceram ou chegaram um dia a pertencer. Por isso costumamos dizer que ter sucesso, é em parte, ser solitário. E exatamente pelo mesmo motivo, pessoas de sucesso buscam suas semelhantes, assim como os que estão na menos valia, pois viver em grupo é uma necessidade humana.

Mas é possível utilizar as mesmas instituições que protegem a invisibilidade para criar aconsciência da visibilidade - enquanto a consciência de existir, de ser alguém – quando sentimosa angústia, e deixamos de ser ninguém.

Invisibilidade social como patologia de grupo

Pensando em termos de relações não ecológicas, é um fato que socialmente existe uma necessidade de diminuir o outro, tornando-o invisível para sentir-se melhor (complexos de superioridade e poder) ou se proteger (“o que não vejo no outro não existe em mim”). Sabemos que se trata de medo ou sadismo usando máscaras de indiferença. Sabemos também que utilizamos o outro como espelho de nossas próprias projeções, e que geralmente gostamos de escolher o conteúdo que o espelho apresenta, então criamos mecanismos de defesa para não ver o que o espelho está mostrando, e caímos na negação, que por sua vez cria a máscara da invisibilidade. É desta maneira que temos uma segunda verdade: aquilo que não reconhecemos no outro não conseguimos reconhecer em nós mesmos, por isso, evitamos esse tipo de vínculo. A angústia tem má fama na sociedade. Ninguém deseja a dor. Porém é a angústia, condição sine qua non para o desenvolvimento humano e evolução em grupo.

No caso da invisibilidade, trata-se de uma verdade criada por uma camada de fantasia (lembre-se, os invisíveis rezam apenas na invisibilidade imaginária, pois todos reconhecem sua existência física), não chega a ser uma pseudo-verdade – embora ela possa ser, e embora estejamos a lidar com desilusões e desilusões sempre descubram as mentiras – mas neste caso, temos uma segunda verdade, moradora de uma camada mais profunda na psique, a verdade da sombra.

É a angústia que nos faz olhar para o espelho e enxergar os disparates e as gerações de excluídos através da sombra. A angústia nos faz ver a dicotomia entre sociedade versusmarginalizados: sendo um a persona e o outro a sombra, um do outro e vice-versa, porque existe igualmente uma tensão e resistência por parte dos invisíveis em se manterem na defensibilidade do invisível, e dos visíveis em manter a máscara da visibilidade.

Veja, então a angústia também pode ser produtiva – e criativa. E com ela aprendemos que tanto a crueldade, quanto a teimosia em não querer mudar ou a indiferença - são sintomas. Sintomas de uma patologia de origem complexual que está se tornando institucionalizada, e é uma grande contribuinte para acentuar as desordens de comportamento e/ou a criação de grupos que se sentem marginalizados.

Podemos encontrar alguns exemplos da invisibilidade social, afetada por esta negação e indiferença, no MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais sem terra), em campanhas nacionais de defesa dos direitos da criança, do adolescente e dos pacientes psiquiátricos, e no crime organizado, como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho). Eles são os sintomas de nossa inferioridade pessoal e social, daquilo que deixamos à margem dentro de nós, das emoções e pensamentos que não tratamos com respeito e dos conceitos que rejeitamos para parecermos bons e justos. Podemos nos diferenciar destes aspectos quando passamos a incluir o outro lado do espelho integrando os conteúdos sombrios possíveis da psique.

Terapia da inclusão

A sociedade está doente e não haveria a necessidade de tantas campanhas ou reuniões de invisíveis para se tornarem visíveis, se os indivíduos fossem psiquicamente  saudáveis. Uma sociedade saudável, constituída por indivíduos saudáveis, não cria grupos marginalizados identificados com a menos valia.

 

Uma sociedade saudável cultiva uma relação ecológica entre seus membros e faz da mais valia sua inspiração, cuidando bem de seus espelhos.
 

 

E o fato de nos incomodarmos, de nos darmos o direito de incluir, de cuidarmos daquilo em que acreditamos, de percebermos que aquilo em que acreditamos planta a nossa realidade, diz muito a respeito de que lado escolhemos viver, e nos ensina muito que a inclusão não está de lado nenhum, mas dentro de nós. O fato da mídia se incomodar com a patologia da invisibilidade social, veiculando imagens de injustiça e descaso, é um bom sinal, pois além de denunciar os maus tratos ou o próprio descaso, também nos mostra que ainda não sabemos como lidar com a menos valia em nós, por isso ela nos afeta tanto no outro; e quem não sabe como lidar com a menos valia, também não está preparado para lidar com a mais valia.

Estas questões nos apontam que o que está aberto como ferida no invisível está encapsulado no visível como símbolo. E “o que me incomoda no outro eu preciso curar em mim”.

A ferida aberta no outro dói em mim, e quando eu olho para isso e me responsabilizo, eu cuido melhor de minha vida e oriento meus descendentes para que cuidem bem de si mesmos, contribuindo com a diminuição da invisibilidade social, começando pelos cuidados da invisibilidade em família. Eu olho para os excluídos dentro de mim.

A psique é muito sábia e amorosa, e sempre encontra um viés para lidar com as doenças da alma humana. Essas urgências urbanas têm surgido como um pedido de socorro dessa alma para que todos olhem para ela dentro de si.

Deste modo, aprendemos que ainda estamos engatinhando no conceito de justiça social, que deveria abortar a ideia de piedade (se doer pelo outro porque não quero que doa em mim), porque existe uma outra solução para o laço social, que é a Responsabilidade Amorosa (que se refere à capacidade que temos em empenhar nossa intenção e energia no Amor).


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 

CARNEIRO, Ana da Silva C. A desigualdade e a invisibilidade social na formação da sociedade brasileira. [V ENECULT - V Encontro de Estudos Multidisciplinares em Cultura]. Salvador, Bahia, Faculdade de Comunicação UFBa. Disponível em: http://www.cult.ufba.br/enecult2009/19360.pdf. Acesso em 18/10/11.

COSTA, Vivian F.G.; CONSTANTINO, Mateus de Lucca. Invisibilidade Social: outra forma de preconceito. [Blog "Over Mundo"]. Disponível em: http://www.overmundo.com.br/overblog/invisibilidade-social-outra-forma-de-preconceito. Acesso em 18/10/11.

DICIONÁRIO CRÍTICO DE ANÁLISE JUNGUIANA. Complexo. Disponível em: http://www.rubedo.psc.br/dicjung/verbetes/complexo.htm. Acesso em 18/10/11.

DICIONÁRIO CRÍTICO DE ANÁLISE JUNGUIANA. Fantasia. disponível em: http://www.rubedo.psc.br/dicjung/verbetes/fantasia.htm. Acesso em 18/10/11.

DICIONÁRIO CRÍTICO DE ANÁLISE JUNGUIANA. Individuação. Disponível em: http://www.rubedo.psc.br/dicjung/verbetes/indvidua.htm. Acesso em 18/10/11.

FORBES, Jorge. Compaixão – Parte 1. [Trechos da palestra de Jorge Forbes em vídeo produzido para o Programa Café Filosófico da TV Cultura, Espaço Cultural CPFL de Campinas]. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=lXITJQSpYAo. Acesso em 13/10/11.

FORBES, Jorge. Compaixão – Parte 2. [Trechos da palestra de Jorge Forbes em vídeo produzido para o Programa Café Filosófico da TV Cultura, Espaço Cultural CPFL de Campinas]. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=qABfrIXAS8o. Acesso em 13/10/11.

LAMA, Dalai. É preciso cultivar a piedade, diz Dalai Lama. [Vídeo sobre a visita do Dalai Lama ao Brasil feito pela TV Folha]. Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=00SdXKlorL0. Acesso em 17/10/11.

PORTO, Juliana. Invisibilidade social e a cultura de consumo. Disponível em: http://www.dad.puc-rio.br/dad07/arquivos_downloads/43.pdf. Acesso em: 18/10/11.

VERRI, Isabela. et al. A Invisibilidade Social. [Blog "Jornal Sociológico"]. Disponível em: http://jornalsociologico.blogspot.com/2009/05/invisibilidade-social.html. Acesso em 18/10/11.

WIKIPEDIA. Invisibilidade. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Invisibilidade. Acesso em 18/10/11.

WIKIPEDIA. Karl Marx. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Karl_Marx. Acesso em 18/10/11.

WIKIPEDIA. Preconceito. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Preconceito. Acesso em 18/10/11.


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Fonte:  http://luciaureakaha.wordpress.com/2011/10/18/invisibilidade-social-psique-e-mais-valia/ 
Luciaurea Kaha - escritora e analista junguiana

3 comments


Luciaurea
Oi Ivana, muito obrigada pela apreciação e pelas considerações interessantes.
Eu acredito que a existência de pequenos grupos podem dar o exemplo de ecologia emocional para grupos maiores, e que os indivíduos que pertencem aos grandes grupos, podem ficar sim interessados.
Porém, no que tange à "cura" das patologias de grupo, talvez isso seja um passo para ser alcançado bem lá na frente viu, talvez não estejamos vivas para ver isso.
Beijos!
2 years ago
IVANA MIHANOVICH
O texto é excelente, em fluência e conteúdo, como tudo que vc escreve, Luci. E me pego lembrando de certa autoprofecia de menos valia que carrego.
Teu pensamento alinhado expressa mto bem várias ideias fundamentais, importantíssimas e é um prazer ler o que vc escreve.
Só não estou certa se concordo qdo vc diz que a mídia divulgar imagens de descasos e injustiças seja um bom sintoma; parece-me mais a superficialidade contemporânea que faz com que o telespectador pense "Ah, ok, já vi essas imagens terríveis e fiquei horrorizada, então pronto, já fiz minha parte". Mais ou menos como a superficialidade que grassa nas redes feito facebook, onde alguém posta um besteirol e mtos comentam abobrinhas simpatizantes; aí alguém posta algo mais profundo e só o que a maioria faz é clicar em "curtir" e pronto, já fez a sua parte, como se tivesse realmente lido e refletido a respeito...rs.
Vc realmente vê como algo possível que essa patologia de grupo seja "sanada"? Pergunto porque parece-me que, uma vez que individualmente cada vez mais pessoas fogem de enxergar o que realmente acontece dentro de si mesmas, fica cada vez mais distante a possibilidade de uma sociedade saudável como a que vc citou. Na verdade, penso que é possível que surjam mini sociedades ou comunidades saudáveis, pontilhadas aqui e ali, mas "sociedade" no sentido mais amplo do conceito, não estou conseguindo ver, não...
Bjs, obrigada por escrever!
2 years ago
IVANA MIHANOVICH
Obaa, texto novo!..rs Vou ler com calma, amanhã, querida!
Bjss
2 years ago