Blog da Luciaurea
Wednesday, 18 January 2012
posted by Luciaurea
VÍDEO POEMA EM FOCO
Ólafur Arnalds – Ljósið (Official Music Video)

 
Eu não sei como

Eu não sei como
mas neste momento
permito que minhas forças
trabalhem a meu favor
e não mais contra mim

Eu não sei como
mas neste momento
permito que minhas corças
venham brincar com esplendor
no coração do meu jardim

Eu não sei como
mas neste momento
permito que as tormentas
parem de lutar
contra mim

Eu não sei como
mas neste momento
deixo que as tintas
pintem suas cores
dentro de mim

Eu não sei como
mas neste momento
deixo que os cervídeos
se aproximem
mais de mim

Eu não sei como
Eu não sei como
mas sei que neste momento
eu me deixo,
eu me permito
viver dentro de mim

Luciaurea Kaha 
View Entire Post
2 comments  
Friday, 28 October 2011
posted by Luciaurea

O círculo representa a convergência para o centro, o moto-contínuo, a consciência primordial. Quando falamos em Círculo de Mulheres estamos unindo nossos dedos em apertos de mãos que formarão nosso círculo de companheiras na Amorosidade Primordial.

Companheiras que compartilham histórias, conhecimentos, alegrias e também suas tristezas em círculo. De qualquer ponto do círculo, uma pode ver a outra. A expressão “Eu vejo você” é amplamente praticada em círculos femininos e o “eu te ouço e te escuto” é profundamente considerado.

Enquanto uma fala, a outra espera sua vez para contribuir com suas considerações, de modo que todas saiam ganhando em amorosidade, poder, traduzindo seus símbolos de transformação, recebendo cura e alívio de suas angústias e aumentando a auto-confiança e auto-estima para lidar com seus dilemas pessoais.

Espaço Freya Flor, dirigido por mim e por Vânia Psiquê, está dando um passo na direção do apoio da união feminina. No dia 27 de novembro, às 11h, último domingo de novembro, estaremos abertas para receber você e suas amigas para compormos uma Roda de Mulheres, com o objetivo comum de partilhar nossa condição feminina.

Freya Flor é um espaço destinado a mulheres que buscam uma vida com mais consciência no caminho da mulher sagrada, nos passos da dançarina interior – a metafórica e a real. É uma escola de mitos, cultura, terapia e danças ancestrais.

Promove vivências com a dança do ventre terapêutica, o tribal e sua abordagem com danças ancestrais, a dança cigana e sua sensualidade, a dança criativa de cada um de nós, a dança meditativa do corpo em oração, a roda das deusas em seus caminhos arquetípicos.

Através da escola de mitos chegando às danças intuitivas, vivências xamânicas, cursos e palestras de auto-estima, tarot arquetípico, reiki, iniciação à consciência rúnica, Freya Flor lhe apresenta aspectos que muitos têm o desejo de acessar, mas ainda não sabem como.

Lançamos este convite virtual a você que deseja percorrer o caminho da individuação com sua dançarina e seu dançarino interior.

“Um Círculo é um lugar igualitário de aprendizado, que lhe dará apoio se você suprime ou sufoca seus sentimentos, minimiza ou nega o que vê, ou não diz o que quer e ninguém ao seu redor parece notar. Apenas estar lá. Um Círculo confiável tem um centro espiritual e respeito pelos seus limites. É um agente poderosamente transformador das mulheres que o compõem. Círculos também funcionam como grupos de apoio: se você quer transformar algo em sua vida ou em você mesma, o Círculo é uma base segura para suas tentativas.”

O Milionésimo Círculo – Jean Shinoda Bolen

“Se uma história é uma semente, nós somos o seu solo.”
Clarissa Pinkola Estés

 

Participe você também do 1º Círculo de Mulheres do FREYA FLOR.Você é nossa convidada para nos trazer sua história, compartilhar seus dilemas e aumentar a nossa sabedoria e amorosidade com sua participação.

Você mulher, de qualquer idade, está convidada a participar.


TEMPO ESTIMADO DO ENCONTRO
de 3h a 4h – a partir das 11h – dia 27/11, domingo

CONTRIBUIÇÃO SIMBÓLICA
R$15,00 + alguma guloseima que desejar trazer

INSCRIÇÃO
Ligue-nos ou envie um e-mail para:
luciaurea@freyaflor ou para vaniapsique@freyaflor.com
com o assunto:
“Círculo de Mulheres”

COMO CHEGAR
Rua Azevedo Soares, 910, Tatuapé, São Paulo – SP. Próximo ao metrô Tatuapé. Para quem vem de ônibus, pegar qualquer um que pare na praça Bom Parto.

MAIS INFORMAÇÕES

Contato com Vânia Psiquê
(11) 7630-7993 (claro) – vaniapsique@freyaflor.com

Contato com Luciauea Coelho
(11) 6316-4844 (claro) – luciaurea@freyaflor.com ou simone.luciaurea@gmail.com
 

Venha participar do círculo que lhe colocará em contato com o fogo transmutador. Ficaremos honradas com sua presença. Aguardamos você!
 

www.freyaflor.com

*****

*****
www.luciaureacoelho.wordpress.com
www.facebook.com/luciaureacoelho

View Entire Post
0 comments  
Tuesday, 25 October 2011
posted by Luciaurea

Neste post eu compartilho uma história de amor bem-sucedida, entre uma mulher de 32 anos, portadora do TAB (Transtorno Afetivo Bipolar) e um policial de 33. Compartilho esta história para mostrar que a amorosidade é da Alma e para Ela pouco importam as diferenças. Elas podem ser superadas. Pessoas especiais com problemas especiais podem e devem experimentar o amor. O amor não escolhe etiquetas.

A História de Daniel e Bianca
Ela: bipolar. Ele: normótico – até encontrar Bianca.

Esteja disponível para o amor

A história de Daniel e Bianca tem muito a nos ensinar.

Ela nos traz a perspectiva daqueles que vivem sem preconceito; daqueles que não servem aos rótulos ou etiquetas; daqueles que não têm medo do ridículo; daqueles que sabem aproveitar a segunda chance e viver o inusitado.

Neste post eu não vou analisar nenhum conteúdo. Deixo esta tarefa para cada um. Se você se sentir atraído ou atraída por esta história, saiba que ela constitui a base de uma realidade sonhada por milhões de pessoas que acham que o amor não pode ser possível por causa de suas diferenças.

Daniel e Bianca nos provam o contrário.

Terça insana

Bianca estava no meio de um surto de mania. Ela estava consciente de que se tratava de um surto, “via e ouvia as pessoas de minha coleção paranoica”, como costumava explicar “seu processo”. Ela não conseguia controlar, “as imagens pulavam para fora de minha cabeça e aquilo estava acabando comigo”. 

Para os familiares ela sempre falava sozinha, eles não a compreendiam muito bem e a consideravam como “a louca da família”. Naquele dia todos haviam saído de casa – para seu alívio. Sua percepção interna acusava a existência de outras pessoas discutindo com ela, oras dentro dela, oras fora dela. Ela começou a se sentir irritada com aquilo, porque sabia que não havia ninguém mais além dela dentro de casa, a não ser aqueles que habitavam sua cabeça.

Ela, então, resolveu dar um basta naquelas vozes internas e começou a falar mais alto do que elas.

Falar alto não foi o bastante, então ela começou a cantar pela casa.

Cantar não foi o bastante, então ela começou a gritar – algo bem cabuloso para chocar as vozes: “Buc_tª! Buc_tª! Buc_tª!“…

Mas isso também não foi o bastante para espantá-las, então ela gritou: “AAAArrrrhhhhgggg!!!! AAAArrrrhhhhgggg!!!!” - como uma fera tentando espantar “o mal”. Ela perdeu a noção do tempo enquanto fazia isso. Na verdade horas.

De repente a campainha toca. “Caramba! Agora tenho que fingir que sou normal”. Finge estar “normal” e vai atender a porta.

Era a polícia. “Polícia? O que eles querem aqui?” Provavelmente fora a Dona Ditinha quem chamou. “Essa velha sempre se incomoda com meus gritos”, pensou.  Olhou para o carro estacionado na frente de sua casa, um policial baixinho e barrigudo falava no rádio. O outro à sua frente era um moreno bonito e alto, parecia ser um cara legal, “Mas venhamos e convenhamos, ele estava interrompendo o meu processo! E eu ainda nem tinha resolvido minha questão com aquele povo!” - a população que habitava sua cabeça.

O policial lhe pergunta: “Senhora, boa tarde. Fomos informados de que os vizinhos escutaram gritos vindos de sua residência. A senhora confirma?”

Bianca olha o policial através da grade do portão e lhe pede um minuto. Vai para dentro da casa e volta com uma caixa de Lítio. Ela então pergunta ao policial: “O senhor conhece esse remédio?” Ele pareceu constrangido quando viu a caixa na mão de Bianca, provavelmente não estava preparado para aquele tipo de reação: “Hum…. Bem…” Então ela continua: “Isso, é remédio pra louco!” e acrescenta: “Agora o senhor me dá licença, que eu tenho um surto pra terminar!” 

Bianca volta para dentro de casa gritando, estabanando os braços e descabelando o cabelo: “Viva o clitóris! Viva o clitóris! Viva o clitóris!”  

O policial, sem saber o que pensar, mas rindo da situação, apenas entrou dentro do carro pensando: “É cada uma que me aparece!” E diz para o parceiro: “Ela é bonita!”, e volta para a DP contando “a história da garota doida”.

Naquele momento de sua perturbação, Bianca não queria nem saber se o policial que batera à sua porta entenderia que ela era bipolar e que estava “ciclada” e presa à um processo psicótico. Ela estava tão irritada consigo mesma que o que queria mesmo era chocar qualquer um. Havia recomeçado o tratamento há alguns meses e o médico ainda estava ajustando a dosagem da medicação.

Quarta espetacular

Dia seguinte, Bianca acorda, ainda na crise de mania, porém com uma sensação de “leveza”, e percebeu que estava “vestindo o corpo de novo”. A sensação de irrealidade havia ido embora.

Feliz, se sente cheia de energia para correr. Pegou o seu fone de ouvido e saiu, sentindo-se muito melhor porque as vozes também tinham parado.

Foi até a praça próxima de sua casa, que é relativamente grande, e deu nove voltas. Como as nove voltas não foram suficientes, resolveu ir até o centro da cidade para correr e estar entre as pessoas.

Bianca nem percebeu que a delegacia de polícia estava no quarteirão que escolhera praticar seu esporte. Distraída, não notou que passou pelo policial que havia ido à sua casa no dia anterior. Ele fica observando como ela corre, admirando seu jeito tão despojado, e comenta com os colegas de trabalho: “Aquela é a garota”. E ficam todos olhando para ela.

Ela dá a primeira volta e nem nota que tinha uma platéia masculina lhe observando. Ela dá a segunda volta e percebe que está sendo observada, mas não olha para ver quem era. Na terceira volta, a platéia ainda está lá, então ela se invoca e resolve dar uma espiada com o rabo do olho – e percebe o grupinho sorridente.

Na quarta volta, um deles se destaca do grupo lhe dirigindo a palavra, enquanto os outros se afastam: “Se sente melhor?” Ela então, tira o fone de ouvido para entender o que o cara estava falando, quando identifica surpresa que o sujeito “é o cara policial de ontem!”

Ele repete sorrindo: “Se sente melhor? Você parecia meio nervosa ontem”. Bianca fica alguns segundos a processar o que ele estava tentando lhe dizer, quando ele percebe e interrompe seu processo outra vez:“Desculpe, eu não me apresentei, meu nome é Daniel.” E lhe estende a mão.

Bianca ainda sem entender, achando que o policial está tirando uma com a sua cara responde na defensiva: “O que você quer Daniel?”Olhando para a mão do policial, que estava começando a se recolher.

Ele diz: “Bem, me desculpe novamente, acho que eu não fui muito claro. Eu só queria te conhecer. De verdade.” Abrindo os braços, gesticulando com as mãos, como quem não sabia direito o que falar ou fazer.

Bianca percebe essa reação em Daniel e dá seu primeiro sorriso. E responde: “Tudo bem Daniel. Eu sou Bianca.” E estende a mão para cumprimentá-lo.

Os dois dizem juntos: “Muito prazer.”

Depois de alguns segundos sentindo a força do aperto de mão de Daniel, “Ele deve estar fazendo isso de propósito”, Bianca retira sua mão da dele e desvia o olhar para baixo. Ele coloca a mão na cintura, olha para os lados, olha para ela…

Naquele momento zilhões de pensamentos inundaram a cabeça de Bianca. “O que aquele cara queria afinal?”… “Que tipo de louca ele pensa que eu sou?” Finalmente conclui em pensamento “Hum… Homem de farda…” E olhou de volta para ele. Ele então quebrou o silêncio:

“Você parecia nervosa ontem.”

Bianca responde rindo: “É… Eu sou bipolar… Isso acontece…” E arremata sorrindo, sem perceber, falando baixinho, mas pensando alto: “E viva o clitóris… Onde você estava com sua cabeça Bianca?”, se lembrando da frase do dia anterior.

Daniel escuta, apesar dela ter falado muito baixo e começa a rir. Ele achou aquilo muito genuíno por parte da garota, no que ele começa a dizer sorrindo, sem hesitar: “Você é mesmo muito corajosa! Eu adorei isso! Me diga, posso pegar seu telefone? Estou trabalhando agora e daqui a pouco meus amigos vão retornar pra gente ir almoçar. Posso te ligar mais tarde?”

Ela pensa “Por que não?” 

A vida a dois

O primeiro encontro de Daniel e Bianca foi numa sexta-feira, num barzinho badalado da cidade. O segundo foi no cinema. O terceiro no parque ecológico. O quarto…

Hoje eles são casados há 5 anos, Bianca melhorou seu quadro de saúde com a psicoterapia e há 1 ano está sem surtos. Daniel a apóia em sua jornada e ela o apóia na dele, pois há dias em que até ele surta com a violência dos casos com os quais precisa lidar. Ambos fazem terapia de casal para melhorar a qualidade do relacionamento e separar as coisas que precisam de limites.

Daniel não consegue pensar em sua vida afetiva, atualmente, sem a presença desse amor que ele descobriu através de Bianca: “Desde o dia em que coloquei meus olhos nela, eu sabia que ela era especial. Não porque ela sofre de um distúrbio, mas porque ela é capaz de compreender e amar como ninguém mais o faria, um mero normal como eu.”

E viva a diversidade.

:-)

View Entire Post
10 comments  
Tuesday, 11 October 2011
posted by Luciaurea
Achei esse texto no blog "O Sorriso do Gato", de autoria de Dinah Chershire.
Este texto evoca o pensar sobre como damos energia para coisas que nos prendem ao outro.
Sobre as escolhas que fazemos quando a opinião do outro nos afeta.
O "ser feliz" aqui se refere à capacidade de se desapegar dos filtros que usamos para compreender aquilo que acreditamos como verdade, e é, das opções, a que nos liberta do condicionamento do outro.




Imagem: "The Corners of the Mouth", TAO Oracle, by Ma Deva Padma.


"Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos.
O endereço é novo, bem como o caminho que ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro.
Ela orienta e pede para que vire, na próxima rua, à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem.
Percebendo que além de atrasados, poderão ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então, que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas ele ainda quer saber:

- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo pelo caminho errado, devias ter insistido um pouco mais… E ela diz:

- Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!

MORAL DA HISTÓRIA
 

Esta pequena história foi contada por uma empresária, durante uma palestra sobre simplicidade no mundo do trabalho. Ela usou a cena para ilustrar quanta energia nós gastamos apenas para demonstrar que temos razão, independentemente, de tê-la ou não.

Desde que ouvi esta história, tenho me perguntado com mais freqüência:"Quero ser feliz ou ter razão?"

Outro pensamento parecido, diz o seguinte:

“Nunca se justifique. Os amigos não precisam e os inimigos não acreditam.”

Eu já decidi…

EU QUERO SER FELIZ
e você?"


Dinah Chershire
View Entire Post
15 comments  
1  2   > last