Description
Compro, portanto, existo. A meta do consumidor é ter condições de comprar os últimos lançamentos do mercado, estar na moda e ser invejado pelos demais. Na busca por objetos de desejo, o consumidor lê uma imensidão de catálogos e revistas cheias de anúncios, e visita shopping centers e lojas fantásticas. Estes slogans populares um tanto frívolos nos dão uma idéia da psicologia utilizada com relação a consumidores: “Quando a coisa aperta, os apertados vão às compras”. “Quem disse que felicidade não se compra não sabia direito onde comprar”. “Quem tem maior número de brinquedos, no final é o grande vencedor”.
Origin
Este mito e estilo de vida começou a surgir nas economias industriais após a Segunda Guerra Mundial, quando aumentamos a produtividade industrial e comercial e fomos em direção à riqueza em massa. A fome de consumo foi estimulada pelo surgimento das técnicas modernas de propaganda, que criaram desejos e ansiedades artificiais envolvendo o fato de não estarmos suficientemente “na moda”. Os defensores do consumismo nos dizem que hoje atingimos o ponto mais alto da história humana, pois temos os bens que todas as nações desejam, bem como o modelo de uma democracia liberal que assegura nosso direito à vida, à liberdade e à busca de felicidade ---graças aos cartões de créditos e aos shopping centers.
Impact
O consumismo acaba destruindo nossa individualidade, pois produz bens padronizados em massa para compradores anônimos. Quando achamos que estamos sendo extremamente originais, estamos apenas usando propaganda em nossas mangas.
Um outro grande impacto desse mito é o uso dos recursos naturais e a poluição do meio-ambiente. Quanto mais rica a sociedade, mais ela cria produtos que são projetados para ficarem obsoletos. A constante pressão por novos bens de consume tem o efeito colateral de criar desperdício, lixo, aterros sanitários e depósitos de lixo. Quando equiparamos o “ser” ao “ter”, nossas posses começam a nos controlar, e nos tornamos viciados em comprar.
Outro efeito colateral: ao sermos bombardeados por anúncios que nos mostram os estilos de vida dos ricos e famosos, instalamos nos pobres e nos cidadãos das sociedades menos favorecidas um sentimento de vergonha, por faltar-lhes dinheiro para adquirir artigos de luxo.
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