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Uma pequena reflexão sobre o orgulho

in "EGO"

Story

Amigos,
Tenho pensado um pouco sobre as relações interpessoais na vida e nos ambientes corporativos e chego a conclusão que nossas relações tem sido na verdade uma grande disputa de egos e forte demonstração do nosso orgulho.

Fico então pensando porque as coisas acontecem dessa forma, e do meu pouco conhecimento filosófico, enxergo que esse comportamento é alimentado e recompensado pela sociedade e pelas corporações, na medida que quando a pessoa toma uma postura de não responder a esse ambiente, é imediatamente taxado de fraco ou culpado, tanto pela sociedade como pelas corporações, que na verdade incentivam o ego/orgulho, no momento em que não valorizam a postura conciliadora ou apaziguadora como positiva e sim como fraqueza ou descompromisso.

Vejo que tanto na vida como no ambiente corporativo, que na realidade reflete a vida, as pessoas perdem tempos enormes em disputas infrutíferas de ego/orgulho, e muito tempo que poderiam exercitar seu lado criativo, montando desculpas ou histórias de forma a se livrar das responsabilidades e passa-la ao próximo.

Acho que a única maneira de melhorarmos a situação em questão, é primeiramente nos desvestirmos do nosso próprio orgulho, ou melhor, primeiramente conseguirmos admitir que o temos, e depois livre desse peso passarmos a agir na prática de forma a disseminar essa nova postura, mas com o nosso próprio exemplo, pois só assim, com nossa própria reforma, poderemos conseguir mudar essa situação desastrosa que hoje permeia nossos relacionamentos.

Difícil? Muitíssimo, mas extremamente necessário para o nosso aprimoramento.

Comments

2 years ago

oi Jaqueline, entendi, na verdade estamos vivendo, como coloquei no texto, um momento em que as pessoas ainda vivem em constante clima de competição, fruto do orgulho exacerbado, isso que voce coloca de uma filosofia mais humana deveria ser o norte de qualquer empresa, publica ou privada, e mais de qualquer relação entre pessoas.
Por outro lado, essas coisas só irão mudar quando tivermos uma postura firme em relação a isso, ou seja, que nós nos empenhemos em agir de forma humana, independentemente da forma que os outros nos tratem, e assim passaremos a ser exemplos e mudaremos o ambiente ao nosso redor.
De forma alguma pense que voce é ingenua, pense que voce pode mudar as coisas a sua volta pensando dessa forma, e assim aos poucos poderemos mudar os demais,abcs

2 years ago

Perfeito Ramanho! Acho que entendi sua abordagem, concordo plenamente com ela. Mas, estava pensando numa situação muito particular, na verdade, no lugar que eu trabalhava. Além de ser um lugar onde as pessoas competiam entre si, pura exibição de ego, e eu achava tudo de uma grande pobreza de espírito. Bom, enfim, como existe lá duas categorias de trabalhadores os da classe A e os da classe B, as relações eram ainda mais complicadas. O que não falta é puxa saco (a classe B puxando a da A). Mas, a minha ênfase com essas perguntas é que numa ‘empresa’ pública deveria ter uma filosofia que fosse mais humana, já que a pública seria mais comprometido com algo maior e quem paga a conta no final é a nação. Talvez eu esteja sendo ingênua, porque as pessoas tem os mesmos defeitos e estão em todos os lugares. Não sei se consegui se muito clara.

2 years ago

oi Jaqueline, não sei se entendi bem sua pergunta, mas no momento em que existe, em uma empresa publica ou privada, alguém que se entende superior ao outro, isso é em função do orgulho, que como voce pode notar no meu texto considero a maior chaga da nossa sociedade.
Sendo assim entendo que qualquer pessoa que se sinta atingida deve primeiramente fazer uma auto-analise para entender melhor o motivo do seu incomodo e não simplesmente revidar imediatamente ao "agressor", esse sim é o exercicio que comento ser dificilimo, mas extremamente necessário.
Acho que se queremos mudar alguma coisa em nossa sociedade, devemos começar a dar exemplos de humildade, pois só assim entendo que as disputas diminuirão, abcs

2 years ago

Bem, e quando isso se dá numa empresa pública? E se nessa empresa pública existe dois tipos de funcionários (servidores que são concursados e os terceirizados, tido como segunda classe)? Quem paga a conta?

2 years ago

Rama, já presenciei enormer batalhas campais de egos inflados. Ao final, a empresa não sossobrou porque era grande demais e forte demais, mas que balançou, isso foi. A exacerbação das demonstrações de egocentrismo por vezes chegam às raias da loucura, posto que implicam em verdadeiros "tiros no pé" por parte dos litigantes. Ter amor próprio é essencial, mas exagerar nele provoca desconforto geral.