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Story

Nunca tive filhos. Escolhi não deixar descendência. Não é uma coisa que me ocupe os pensamentos, mas as crianças sim, todas as crianças do mundo me dizem respeito. Prá mim elas estão mais perto de Deus do que nós adultos. Os recém-nascidos então, são pura luz!


Nós adultos temos, sim, a missão de tornar as crianças aptas a sobreviver neste mundo, mas esquecemos muitas vezes de que as crianças vem nos abrir portas, as mesmas que fechamos em algum lugar no passado. Elas vem resgatar nossa inocência, nos brindando com uma lufada de vida em cada sorriso que nos abrem.


E por isso mesmo, eu, mesmo sem ser pai, temo pelo uso que se faz da imagem da criança, quando usamos essa mesma inocência de que falei, a serviço da promoção de uma marca. Não gosto tampouco da simples proibição. Toda proibição gera uma reação contrária na mesma medida, e a meu ver não resolve o problema.


É verdade que nossas crianças estão sendo usadas como promotores de venda. Estão virando consumidores e deixando sua infância de lado. Mas qual o solução possível para preservá-las  desse flagelo? Não vejo outra senão uma ação de conscientização por parte de que convive com a criança. Não só dos pais, mas todos que estão próximos a elas. Temos que dar o exemplo, nos conscientizando primeiro! E agindo à partir dessa consciência.

Como disse a diretora do video abaixo,
Estela Renner: "Quer me vender gasolina ou celular? Fale comigo, não com meu filho!". Assista o trailer do vídeo aqui mesmo, e se quiser ver o filme todo, clique aqui.




Comments

2 years ago

parabéns pelo alerta! adorei quando a mãe disse: "quer me vender alguma coisa? fale comigo e não com meu filho" isso tem que se espalhar, porque a conscientização é a solução.

2 years ago

Mary, não me lembro de ter sofrido algum tipo de discriminação por minha opção de não ter filhos. Já pela minha aparência tenho sofrido algum preconceito sim. Hoje mesmo, numa loja, a vendedora não quis me deixar entrar se eu não deixasse minha mochila na entrada, mochila essa que não é muito maior que uma bolsa. Já varias pessoas tinahm bolsas mas estavam mais bem vestidas que eu talvez? Eu virei as costas e saí da loja...

Meu cabelo comprido e minhas roupas descontraídas assustam as pessoas acho eu. Elas devem imaginar que eu sou um vagabundo ou marginal, sei lá! Já houve caso de gente que depois de me conhecer melhor veio me pedir desculás por tudo que imaginou sobre mim... Projeções, simples caso de projeções...

2 years ago

Isso é fato, presenteamos para fechar lacunas. Um modo de diminuir nossa culpa por não podermos estar 100% presentes ao lado dos nosssos filhos. Você diz que não vai ter filhos, que optou por isso, minha filha teve uma professora e professor que também optaram por não terem filhos, sofrem então uma espécie de preconceito por familiares, parentes e amigos de trabalho, e você já teve esse problema?

2 years ago

Mary, acho que a maneira de corrigir isso é dando o exemplo. Vendo o que realmente precisamos comprar para nós e nossos filhos. Além de perceber se ao dar presentes para nossos filhos, não estamos tapando um buraco emocional nosso mesmo. Quer dizer, os presentes não devem ir pros filhos no lugar de atenção e afeto...

2 years ago

Assisto vídeo. Maioria das vezes, filhos se espelham nos pais, depois vem a mídia que dá mais um empurrão manipulando por 24 horas nossas crianças. Pais vaidosos e com compulsão por compras, vão criar filhos também com esses mesmos costumes, então fica quase impossível corrigir isso?