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Story

A recente avalanche de Oscars que ganhou o filme inglês, "Slumdog Millionaire" (Quem Quer Ser  Bilionário?) não me deixou indiferente. Eu não sou lá muito fã das indicações da Academia, mas esse filme me chamou a atenção.

Primeiro porque se trata de um filme inglês, e depois porque a história se passa inteiramente na India. Estaria o Oscar dando sinais de um movimento no sentido da globalização? Quem é que sabe?

A história é a de um rapaz órfão, pobre e analfabeto, que vive na periferia de Mumbai (India), e que consegue chegar à pergunta final na versão indiana do programa "Who wants to be a millionaire?". Apanhado numa suspeita de fraude, ele confessa à polícia a incrível história da sua vida nas ruas, e a da namorada que amou e que perdeu. Mas o que faz um rapaz que diz não ter interesse em dinheiro num concurso televisivo? E como é que ele sabe todas as respostas?

É esse o ponto que o filme levanta e que o torna interessante, a meu ver: seu conhecimento, sua capacidade de responder corretamente todas as perguntas, vem justamente da carência, da dureza da vida transformada e assimilada em saber. Por uma incrível "coincidência", ele explica em detalhes à polícia, como cada resposta certa dada no programa foi sido fruto de suas duras experiências nas ruas de Mumbai!

Uma questão, porém, permanece sem resposta: se o rapaz diz não ter interesse no dinheiro, por que então está no programa? Simples, ele buscou o programa apenas porque queria encontrar a antiga namorada!

Foi isso que gostei no filme: todo o conhecimento que precisamos já está conosco e à nossa disposição. E aí, quando esse conhecimento se coloca a serviço do amor, abrimos as portas para que a magia se instale em nossas vidas...

Você acredita nessas coisas, ou acha que são contos de fadas dos dias de hoje?

Comments

9 months ago

Acredito, são raras vezes que isso acontecem e tendem a ficarem mais raras, mas tudo é possivel quando se fala de amor :D

2 years ago

Acredito sim.E acho que apesar dos tempos modernos e a cada dia mais ficarmos sem tempo,ainda estamos sujeitos a vivermos um grande amor...

2 years ago

Vale apena. o filme é muito bom. quem não assitiu,deve fazê-lo.

2 years ago

Eu acredito, Chico Abelha.

2 years ago

Neide, eu acho que em algum nível todos escolhemos o que chamamos de "destino".

Se somos conscientes, vamos sofrer menos, mas se não nos conectamos minimamente com o que está por debaixo das aparencias, vamos dar muita trombada na dupla sorte/azar. Jung tem uma frase que diz que aquilo que escondemos debaixo do tapete, forçosamente vai aparecer em nossas vidas sob a forma de destino.