Teve um tempo que eu passei sozinho no casarão de uma amiga minha, uma senhora de idade que estava em viagem. Não era pra ter ninguém àquela hora no casarão, a não ser eu.
Mas lá estavam, à soleira da porta, minha mãe e um bando de gente que ela queria que eu conhecesse. Eram umas cinco pessoas com ela, todos entraram em meu quarto.
Foram se acomodando nas cadeiras e na cama. Eu logo vi que não se tratava de pessoas comuns. Um deles estava quase nú, era musculoso e com a pele enrugada. Outra tinha o olhar fixo dos loucos. O rapaz tinha uma placa no rosto: CLEPTOMANÍACO.
Minha mãe me disse que eles ficariam por um tempo apenas. Pra comer alguém viria buscá-los, comeriam na rua.
Ela se foi, minha mãe.
O cara musculoso começou a me fazer uma massagem e eu não podia me livrar dele. A moça fazia cara de troça. O cleptomaníaco enfiou a mão no meu bolso e roubou todo dinheiro que encontrou.
Tempos difíceis se aproximavam, conviver com aquela turma não seria nada fácil. Minha morada era uma bagunça só. Fui deitar na cama e lá estava a moça espalhada, tomando a maior parte do leito. Suas coisas espalhavam-se pelo quarto, eu não podia nem ver onde estavam as minhas coisas!
Pensei, pelo menos sou uma pessoa corajosa e estou vivendo uma aventura que pode se transformar em uma história.