O mundo real é diferente do mundo percebido. Esta afirmação pode ser de certa forma diferente do senso comum, mas tem uma explicação!
Os neurocientistas têm respostas bastante concretas a esse respeito: não há cores sem que alguém as veja; não há gosto se ninguém o provar; não há som se não há ninguém que os ouça.
Assim, "cientificamente", podemos admitir dois mundos na natureza: o real e o percebido. Duas pessoas não percebem do mesmo modo uma obra musical, a mesma pessoa não perceberá igualmente a mesma música se a ouvir em momentos diferentes de sua vida, pois atravessamos diversos estágios fisiológicos determinados por fatores diferentes, como idade, emoções, alimentação, influências ambientais e sociais ao longo de um mesmo dia, assim como ao longo da vida.
Nossas impressões do mundo serão filtradas por lentes que temos a capacidade de desenvolver, consciente e deliberadamente, pela qualidade de nossos pensamentos, alimentação, práticas de higiene física, mental e espiritual que irão determinar os índices individuais e gerais de qualidade de vida.
Estes conceitos há muito pregados pelas filosofias antigas no ocidente são confirmados por estudos de neurocientistas, ao afirmarem que "o mundo real é diferente do mundo percebido por nosso sistema nervoso".
Esta comparação conceitual entre o filosófico e o científico traz aos povos ocidentais a segurança de que o autocuidado nestes níveis (físico, mental e espiritual) tem relação direta com a qualidade de vida do indivíduo, do grupo em que está inserido, da sociedade, de uma nação e do universo.
Em minha prática profissional tenho rotineiramente observado uma característica, de certa forma comum em nossa população, de atribuir a terceiros (fatores ambientais, relacionamentos, genética etc.) a responsabilidade em seus processos de adoecimento e cura.
Ao assumirmos, através de medidas simples em nossa rotina diária, atitudes de autocuidado, autoestima e ética com relação à nossa natureza humana, estaremos preservando a saúde e diminuindo riscos desnecessários ao milagre de estarmos vivos a cada amanhecer.
3 years ago
Verdade Alexandre ,é isso mesmo que precisamos entender que rotulamos nossas impressões na vida e aceitamos isso como "verdade" absoluta!
Abraço fraterno Lilian.
3 years ago
A própria percepção da realidade em sí é uma ilusão, cada qual cria uma para si para externar o mundo que se apresenta diante de si, mas por não compreender, justifica rotulando tudo. Assim o que se tem por real, é apenas um rótulo que muitos "acreditam" com fato.
Aprendi a duras penas que realidade e a percepção desta não são apenas distintas, são ambas ilusórias e momentaneas, não sobrevivem a temporaneidade que são em si, assim o que acreditamos que vemos são rótulos daquilo que só eu acredito ser, tendo isto valido para outros ou não.
O mundo de fora é ilusão, acreditar nisto, é por si só a real ilusão transitória do ser no momento em que ele vem a se concientizar daquele momento. A única realidade, ser. Seja percebido ou não.