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Como expressão do tempo contemporâneo, a estética da sensibilidade vem substituir a da repetição e padronização, hegemônica na era das revoluções industriais. Ela estimula a criatividade, o espírito inventivo, a curiosidade pelo inusitado, a afetividade, para facilitar a constituição de identidades capazes de suportar a inquietação, conviver com o incerto, o imprevisível e o diferente. Aqui se argumenta que “a estética da sensibilidade vem substituir a da repetição e padronização, hegemônica na era das revoluções industriais”. Mas... a sensibilidade não constitui a própria essência da estética, a sua definição? Com efeito,aisqhsiz significa exatamente “sensação, órgão dos sentidos” e aisqhtikoz significa “que possui a faculdade de sentir; perceptível; relativo à sensação”. Assim, a palavra “estética” tanto etimológica como semanticamente denota sensibilidade. Portanto, toda e qualquer estética e, por isso, também a da modernidade, isto é, da era das revoluções industriais é estética da sensibilidade. O que se caracteriza pela repetição e padronização é a técnica e não a estética. b) A reforma educacional brasileira, conforme está escrito nos PCNs, reinterpreta esses princípios afirmando a estética da sensibilidade, a política da igualdade e a ética da identidade. “A estética da sensibilidade, que supera a padronização e estimula a criatividade e o espírito inventivo, está presente no aprender a conhecer e no aprender a fazer, como dois momentos da mesma experiência humana, superando-se a falsa divisão entre teoria e prática. A política da igualdade, que consagra o Estado de Direito e a democracia, está corporificada no aprender a conviver, na construção de uma sociedade solidária através da ação cooperativa e não-individualista. A ética da identidade, exigida pelo desafio de uma educação voltada para a constituição de identidades responsáveis e solidárias, comprometidas com a inserção em seu tempo e em seu espaço, pressupõe o aprender a ser, objetivo máximo da ação que educa". Ora, é evidente a contribuição da sociologia no que tange à “compreensão das práticas sociais”, à “preparação básica para o trabalho” e ao “exercício da cidadania” ou, ainda, para o desenvolvimento de uma estética da sensibilidade, uma política da igualdade e uma ética da identidade. Exatamente devido a essa compreensão, a LDB, em seu artigo 36, estabelece que “ao final do ensino médio o educando demonstre (...) domínio dos conhecimentos de filosofia e sociologia necessários ao exercício da cidadania”; também a resolução nº 3/98, em seu artigo 10, inciso i, parágrafo 2º, diz que “as propostas pedagógicas das escolas deverão assegurar tratamento interdisciplinar e contextualizado para (...) conhecimentos de filosofia e sociologia necessários ao exercício da cidadania”; por fim, podemos acrescentar, os PCNs (Ensino Médio, volume 4, na página 11) orientam que “o objetivo foi afirmar que conhecimentos dessas (...) disciplinas são indispensáveis à formação básica do cidadão, seja no que diz respeito aos principais conceitos e métodos com que operam, seja no que diz respeito a situações concretas do cotidiano social”.
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1 year ago
ahá! não importa se isto é teu ou não, importa que despertou o interesse pro tema
1 year ago
A "Grande Teia Mundial" e as novas tecnologias que tanto bem nos tem feito, trazendo com seus avanços, os desafios que a escola precisa para processar e difundir informações, tem também causado preocupações para um dos principais protagonistas desse processo – o professor. Agrava sua dificuldade, a rapidez com que as novidades tecnológicas surgem e que, com pouco tempo de vida, desaparecem. O que foi novidade na década passada não se ouve mais falar e o que surpreendeu há cinco anos, já está se tornando obsoleto. Embora possamos nitidamente perceber o quanto as novas tecnologias têm contribuído para o desenvolvimento e o avanço tecnológico, possivelmente em todas as áreas do conhecimento humano, há de se considerar que a velocidade pela qual fomos “tomados” por essa nova revolução, também produziu seus males. O papel que deve desempenhar a instituição de ensino junto ao professor que foi "pego de surpresa", deve ser pensado com cuidado, dada a sua importância no processo ensino-aprendizagem. Ele necessita de tempo e estímulo para se integrar ao novo ambiente de aprendizagem que está sendo criado a sua volta
1 year ago
pois é, MARY, e com o que você acha que a FILOSOFIA poderia contribuir para a EDUCAÇÃO, posto que estes 3 textos são de teóricos da educação?
1 year ago
A educação aqui está por um fio... tem até presidente analfabeto precisando aprender. Mudanças urgentes são necessárias ou a vaca vai pro brejo.